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[STL] Fazer um e-book não é assim tão fácil…

Olá,

Hoje venho com uma proposta diferente para vocês. Eu escrevi esse texto para o blog da faculdade, Save The Libraries!, e é bem diferente dos posts que eu publico aqui. Por ser da faculdade, ele tem que ter um caráter mais acadêmico e embasado em cima de uma conteúdo diferenciado. É um texto curto que fala sobre a criação de e-books de forma rápida e direta, esse texto foi uma ideia retirada de uma publicação recente no blog da Editora Intrínseca, Entre E-books e Bruxarias.

Ficaram meio perdidos no título? Pôs eu fiquei ao ler “Entre e-books e bruxarias“. Esse foi um dos textos publicados pela Editora Intrínseca em seu blog, esta que leva o título de 1ª colocada em vendas do segmento editorial em janeiro e fevereiro deste ano. O texto tenta de forma leiga explicar porque a Coleção Ditadura em e-book demorou cerca de seis meses de trabalho árduo para ser concluída.

Mas como um e-book pode dar tanto trabalho? Simples: não é apenas um e-book, e sim 20. A partir de dois formatos padrão, desenvolvemos cinco versões de cada volume, de modo que usuários de diferentes tipos de dispositivos (tablets, smartphones, computadores e e-readers) pudessem ter a melhor experiência de leitura.

Além desses vários formatos a serem desenvolvidos, a coleção é carregada de conteúdo de áudio, vídeo e imagem. Só que o travamento do trabalho não esteve somente em como o conteúdo de áudio e vídeo poderiam ser inseridos e sim na grande quantidades de imagens, que poderia acabar ocasionando uma demora no download do livro pelos usuários.

Pode parecer que a grande dificuldade do projeto são os áudios e vídeos, mas não, boa parte das complicações girou em torno das imagens (sejam elas fotografias históricas ou fac.símiles de documentos). É uma quantidade incrível de imagens em cada e-book! Como conseguiríamos inserir todas elas sem fazer o leitor se perder na leitura? Como faríamos esses e-books com tantas imagens serem leves o suficiente de modo que os leitores não demorassem muito os baixando após a compra? Para a primeira pergunta, veio a ideia dos links. E assim definimos o desenho básico dos e-books de toda Coleção: links no meio do texto que direcionam o leitor para o documento específico […]

A Editora afirma que não há nada complicado nesta solução, que é extremamente comum se verem links, nem que seja nas bibliografias, nos e-books. Só que os links nessa coleção fazem que o leitor possa navegar pela obra e pelo incrível acervo de Elio Gaspari.

Referências: ENTRE E-BOOKS E BRUXARIAS. Disponível em http://www.intrinseca.com.br/site/2014/02/entre-e-books-e-bruxarias/. Acessado em 10 de Março de 2014.

Espero que tenha acrescentado algo a vocês! É sempre bom não só ser o leitor dos livros publicados pela editora, e ler o que as editoras publicam nos seus blogs. Para os que querem seguir no ramo editorial, leia o PublishNews (é em português). Eu sempre encontro ótimas notícias sobre o mercado editorial por lá, utilizo muita coisa para os trabalhos da faculdade. E se iterem sobre o vale-cultura!! Porque finalmente o governo está aplicando dinheiro diretamente a população para a democratização da cultura no nosso país.

Beijos, May.

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2 thoughts on “[STL] Fazer um e-book não é assim tão fácil…”

  1. E por causa desse processo os ebooks tem um valor sempre absurdo de mais? Porque tem ebooks que tem o valor de um livro físico, por este motivo que eu nunca compro, apenas se estiver por um preço realmente baixo o que só ocorre com livros nacionais.

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    1. Na verdade, eu acho os preços dos e-books de editoras estrangeiras mais acessíveis! É incrível que a Amazon disponibilize todos os e-books dessas editoras na loja brasileira (eu não tenho cartão internacional), com um valor do Dollar fixo. O problema é que a Amazon não tem muito como interferir no preço dos e-books das editoras brasileiras, por as editoras brasileiras formarem um grupo chamado DLD (Distribuidora de Livros Digitais). Que foi formado com o intento de limitar radicalmente o desconto que a Amazon pode oferecer na sua loja sem que haja acordos prévios. Entre outras coisas também. O bom da Amazon é que escritores independentes podem publicar seus livros e negociá-los, mas depende do autor qual vai ser o preço.
      Explicação básica de mercado, mas com a entrada da Penguin Random House Brasil é provável nós termos mais adiante uma queda nos valores dos livros físicos e digitais. Quem sabe se daqui a um ano esses absurdos que pagamos em livros tenha mudado?!
      Bjs.

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