Livros, Resenhas

|Resenhas do Kem| Cidade do Fogo Celestial – Cassandra Clare

Cidade do Fogo Celestial

Iaê, galera! Voltei! Está no ar mais um |Resenhas do Kem|.

Mês passado conclui uma das minhas sagas preferidas, Os Instrumentos Mortais. Para ser mais específico, no dia 29 de julho eu terminei de ler Cidade do Fogo Celestial. Confesso que a ansiedade estava quase me matando, já que havia terminado de ler Cidade das Almas Perdidas, quinto e penúltimo livro da saga, no fim do ano passado, então, precisei esperar seis meses inteiros para poder ler o tão aguardado livro que finalizaria a história de Clary, Jace, Alec, Magnus, Izzy e Simon, dentre outros personagens tão amados pelos fãs da saga.

imagemCIDADE DO FOGO CELESTIAL
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Genêro: Ficção estrangeira

 

 

Diferente de Correr ou Morrer e Feita de Fumaça e Osso – que iniciam as sagas –, Cidade do Fogo Celestial tem uma função oposta, que é encerrar uma saga. Por isso, provavelmente se você veio aqui por causa desta resenha é porque já deve ter lido algum dos títulos d’Os Instrumentos Mortais, caso contrário, é melhor você ir lê-los antes de conferir a resenha. Como muita gente não gosta de SPOILERS, tentei ao máximo não revelar muita coisa no decorrer do texto. No entanto, existem coisas que eu não podia deixar de comentar, e, então, dediquei o final do texto para todos os SPOILERS. Portanto, se você não gosta, pare de ler quando aparecer *****AQUI COMEÇAM OS SPOILERS*****.

Cidade do Fogo Celestial já abre apresentando novos personagens. Tudo se inicia com uma invasão ao Instituto de Los Angeles, por Sebastian e seus Crepusculares. Logo nos deparamos com Emma Carstairs e a família Blackthorn (para quem ainda não sabe, eles serão os protagonistas da nova saga da Cassandra Clare, The Dark Artifices – Os Artifícios das Trevas, em tradução livre), que moram no lugar. Eles viviam um dia normal de treinamento, quando Sebastian invade o Instituto transformando tudo num banho de sangue e fazendo dos Shadowhunters novos Crepusculares com seu Cálice Infernal. No entanto, Emma e Julian Blackthorn acabam conseguindo fugir para Idris com as outras crianças Blackthorn.

Logo após o fim do prólogo – que nos mostra os Carstairs e os Blackthorn –, revemos novamente nossos antigos amigos. Depois de tudo o que aconteceu em Cidade das Almas Perdidas, o laço demoníaco que ligava Jace e Sebastian foi quebrado. Mas, mesmo assim, o fogo celestial da Gloriosa permaneceu aprisionado em Jace. Os Irmãos do Silêncio tentam de todas as formas retirá-lo de dentro dele, porém, não conseguem sucesso algum. O fogo celestial toma controle de Jace, e qualquer emoção mais forte faz com que ele queime as coisas em que toca, chegando ao ponto de precisar passar por sessões de meditação com Jordan.

Enquanto isso, Sebastian invade vários Institutos pelo mundo todo, fazendo com que os outros Institutos que ainda não foram atacados sejam abandonados, e obrigando os shadowhunters a se refugiarem em Alicante, protegidos pelas torres demoníacas. Depois de uma tentativa frustrada ao atacar o Instituto de Londres, Sebastian encontra sua vingança em um ataque brutal a Praetor Lupus, demonstrando com isso não apenas o seu poder, mas também que qualquer integrante do submundo que se aliar à Clave estará se declarando inimigo dele, e, por conseguinte, estará sujeito à sua fúria.

Dentre tantos conflitos ocorridos no livro, presenciamos o sofrimento de Alec Ligthwood por Magnus Bane. Malec é de longe o meu ship favorito na saga. Depois de ter se aliado à Camille para tentar tirar a imortalidade de Magnus, Alec sofre as consequências de seu ato, tendo que ficar longe do amado – que, por sua vez, terminou o namoro no fim de Cidade das Almas Perdidas. Magnus está magoado por causa das atitudes de Alec, e com isso se afasta por completo. Clary, Simon, Izzy e até Jace vão ao encontro de Magnus para conversar e tentar convencê-lo a reatar o namoro, mas ele está irredutível e decidido a passar o resto de sua imortalidade longe de Alec.

Alicante, mesmo protegida pelas torres demoníacas, não está preparada para a força dos poderes de Sebastian, que consegue entrar na cidade e encontrar Clary em mais uma de suas tentativas de convencer a irmã a juntar-se a ele. Sua demonstração de poder continua quando ele sequestra os líderes dos integrantes do submundo, levando-os para um reino demoníaco, prometendo entregá-los se for feita uma troca: Jace e Clary são o preço de barganha pelos líderes.

Com a ajuda de Emma Carstairs, os amigos Jace, Clary, Alec, Izzy e Simon descobrem em qual reino eles estão sendo mantidos prisioneiros, e, então, decidem sair numa jornada para tentar resgatar os líderes do submundo e tentar destruir Sebastian. Muitas coisas vão acontecer a partir daí, esse é o ponto em que você quase tem um ataque cardíaco com cada página. Para poupá-los de tantos SPOILERS, vou ter de parar por aqui, rsrsrs…

Confesso que eu estava achando o livro um pouco cansativo. Houve algumas coisas que eu não achei tão necessárias. Entretanto, Cidade do Fogo Celestial superou os dois outros livros que fazem parte dessa segunda trilogia. Em Cidade dos Anjos Caídos e até a metade de Cidade das Almas Perdidas, eu tive a impressão de que a Cassandra estava apenas nos enrolando – ou, numa linguagem mais popular, “enchendo linguiça” –, mas Cidade do Fogo Celestial veio para mostrar que eu estava errado.

Esse livro em particular foi diferente. Mesmo com algumas partes um tanto sem importância, ele estava recheado de conflitos que no fim fizeram todo sentido. Foi incrível o modo como a Cassandra Clare conseguiu unir suas três sagas do universo shadowhunter. Vimos Tessa e Jem de The Infernal Defices, Jace e Clary de The Mortal Instruments, e Emma e Julian de The Dark Artifices. Então, se você ainda não leu TID, devo aconselhá-los a não ler Cidade do Fogo Celestial, pois contém SPOILERS da saga. Infelizmente, ainda não li TID, e nem sequer recebi esse conselho antes, rsrsrs…

Mas nem tudo pode ser perfeito, né? Como eu disse anteriormente, o livro tem certas partes bem cansativas. Houve casos em que você esperava uma coisa enorme e no fim era algo simples demais. A Cassie solucionou certos problemas de forma tão fácil… eu esperava um pouco mais. Fora isso, o livro foi realmente muito bom.

Ele tinha tudo para ter um final extremamente clichê, SÓ QUE Cassandra Clare é Cassandra Clare. Ela criou um final muito bom de verdade, acabou superando minhas expectativas e até me fez derramar umas lágrimas.

*****AQUI COMEÇAM OS SPOILERS*****

Como superar as mortes, traições e tristezas desse livro?
Vou citar os SPOILERS que eu não poderia de forma alguma deixar de falar.

• A gente começa vendo a família Blackthorn sendo totalmente destruída pelo Sebastian.
• Maia queria terminar o namoro com Jordan, mas ele morre antes de ela conseguir.
• Sebastian ataca a Cidadela Adamant. Na batalha, ele atinge Jace, o fogo celestial começa a escorrer no lugar do sangue, e quando o Irmão Zacharaiah tenta curá-lo com uma runa, do nada o fogo celestial o faz voltar a ser um shadowhunter, e quem ele é? Nada mais, nada menos que Jem Carstairs de TID. Essa foi uma das partes que eu achei fácil demais.
• Bem mais lá na frente, vemos a Corte Seelie traindo a Clave, unindo-se a Sebastian. Nossa! Que nojento aquele envolvimento entre o Sebastian e a Rainha Seelie, rsrsrs…
• Edom: eles chegam ao reino demoníaco e se deparam com aquele demônio que faz cada um deles sonhar com algo que desejam inconscientemente.
• MDS, aquele sonho da Clary! Quero aquele Jonathan. Valentina, porque você não é real???? 😥
• Outra das partes que achei muito simples é que todo mundo tenta o possível e o impossível para tirar o fogo celestial do Jace e, do nada, em Edom, a Clary se lembra de uma runa que consegue passar o fogo celestial para sua espada Morgenstern.
• Cara, eu esperei a saga toda pra ver a Clary e o Jace transando, rsrsrs… Aí, chega na hora, eles transam em um reino demoníaco? Mas a cena não deixou de ser perfeita.
• A cena da morte do Sebastian foi uma das cenas mais fortes do livro, e uma das que mais gostei, diga-se. Quando o fogo celestial destruiu todo o lado demoníaco dele, e só restou o Jonathan – sua forma original caso não tivesse sangue de demônio –, eu realmente queria tanto que ele ficasse vivo, mas a morte dele foi certa. Ele tinha de morrer.

*****AQUI TERMINAM OS SPOILERS*****

Bom, tem mais alguns SPOILERS, mas creio que isso já seja suficiente…

Não esqueçam de deixar um comentário e sugerir mais livros.

Até a próxima resenha! 😉

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