Livros, Resenhas

‘Lendo e Relendo’ Ligeiramente Casados – Mary Balogh

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Damas e cavalheiros,

2014 foi o ano para os romances de época ganharem lugar nas estantes. As três séries publicadas do gênero pela editora Arqueiro — Os Bridgertons, Os Hathways e Rothewell Brothers — se passam em períodos próximos, têm uma narrativa semelhante e muito romance, podendo até parecer repetitivas. Ou era isso que eu esperava, mas, ao contrário, cada série conseguiu me arrastar para um século XIX distinto, cada escritora tinha seu próprio estilo e personagens irresistíveis com diferentes personalidades.

A Arqueiro seguiu a linha, ou não, e publicou uma nova série, Os Bedwyns. Como deveria ser, é cativante ao seu modo, diferente das outras séries já então publicadas, e nos mostra um casal que se constrói pelo cotidiano, e não por uma paixão imediata.


Vamos entender um pouco da série…

Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo – e seduzem a cada página.

Fonte: Editora Arqueiro

A série é composta de seis livros, e cada um conta a estória de um dos irmãos Bedwyns — Aidan, Rannulf, Freyja, Morgan, Alleyne e Wulfric. Estes que nasceram em berços de ouro, apresentações à rainha e bailes em mansões. Poderosos, ricos e arrogantes. Cheios de segredos e algumas excentricidades…

A série é narrada em 3ª pessoa — o que nos dá uma ampla visão dos acontecimentos. Também nos dá um gostinho dos segredos dos outros personagens, aquele lado sombrio, para que mal possamos esperar que lancem logo a maldita continuação.

P. S.:Os personagens apresentados nesta série apareceram em outro livro da escritora, A Summer to Remember. Desta série surgiu o spin-off Bedwyn Prequels (Os Bedwyns).


Ligeiramente Casados

Título: Ligeiramente Casados

Série: Os Bedwyns

Escritor (a): Mary Balogh

Editora: Arqueiro

Páginas: 286

Ano: 2014

Sinopse: Skoob

Lorde Aidan Bedwyn e Eve Morris sabiam da existência um do outro, mas mais nada do que isso. Lorde Aidan é um honrado coronel, que por muitos anos esteve afastado de casa pela guerra. Com uma personalidade fria e arrogante, mas extremamente compromissado com seus deveres, Aidan viaja ao Solar Ringwood para cumprir uma promessa feita no leito de morte do capitão Percival Morris: Aidan deveria proteger a irmã do capitão, Eve, Custe o que custar!

Eve é uma mulher independente, amorosa, caridosa — caridosa, não idiota — e altruístaDesde que seu irmão foi lutar pela coroa britânica, seu pai tomou rancor de Percival e decidiu deixar a fortuna para sua filha. Porém, ela teria um ano para se casar após a morte do velho ou a fortuna passaria para as mãos de seu irmão. Até então, não havia nenhuma pressa, Eve e Percival sempre se deram bem. Mas quando Aidan chega à casa de Eve com a notícia da morte de seu irmão, o mundo desaba. Eve construiu uma família para si, uma família cheia de pessoas indesejadas. A governanta ex-presidiária, uma preceptora que ficou grávida do antigo patrão, dois órfãos e mais e mais do mesmo. Com as notícias de Aidan, ela nem pode respirar o luto, onde todas as pessoas que necessitam dela iriam parar quando a herança passasse para as mãos de seu, incrivelmente idiota prepotente primo? As crianças? Para onde ela iria era o menos importante. Mas de jeito nenhum pediria ajuda ao coronel Aidan.

Aquele “Custe o que custar!” não sai da cabeça de Aidan, quando descobre sobre a situação de Eve propõe um casamento de conveniência. Ela poderia manter a fortuna e ele voltaria para o campo de batalha. Alguns poderiam achar que eles se viram e foram logo tirando a roupa, mas o relacionamento deles foi crescendo pela convivência imposta pelas maquinações da família postiça de Eve. E ainda assim, o que mudou o jogo entre eles foi o duque de Bewcastle, irmão mais velho de Aidan, ter descoberto o tal casamento de conveniência. Aparentemente, mesmo eles sendo uma daquelas famílias supertradicionais, os Bedwyns só casam por amor e, é claro, com bastante pompa e exibicionismo. O duque exige que Aidan leve a esposa para ser apresentada à rainha e à alta sociedade de Londres.

E é aí que fica bem clara a diferença entre os dois: Aidan vem de uma família rica, tradicional e nobre; Eve é burguesa, seu pai era um ex-mineiro que fez fortuna se casando com a filha do dono da mina e uma pessoa sem malícias para poder transitar entre os nobres. De algum jeito, eles acabam tornando o casamento de fachada algo mais. Um casamento de parceria, amor e companheirismo.

Eu adorei os dois, Eve e Aidan. A personalidade forte de ambos tornou a estória muito mais interessante, os combates verbais principalmente. Aidan é frio de gelar os ossos, eu amei isso nele. Mesmo depois de tudo, ele ainda continuava sendo o mesmo. É claro que nos foi revelada uma faceta que de primeiro não podíamos imaginar, um homem “família” e um que não vê a guerra com o glamour da época. Sobre a guerra, eu gostei que a autora tenha abordado um lado mais histórico. Nenhuma das outras séries de romances de época da Arqueiro tinham entrado nesse lado. Mas a Marry Balogh foi além, e mostra um homem forte que luta pelo seu país, mas não partilha do heroísmo empregado aos soldados na época.

“Dizem que toda mulher é apaixonada por um uniforme. No momento, acredito que toda a Inglaterra, homens e mulheres, ama um uniforme, desde que seja britânico, prussiano ou russo. Todos amam assassinos.”

Aidan, Ligeiramente Casados.

Se eu indico o livro? Sim, indico, para os que gostam de um bom romance de época bem escrito. É um livro adulto, mas não tão explícito quanto os New Adults da vida. Foi uma leitura agradável, mas eu ainda sou superlouca pel’Os Hathways! E agora só tenho que esperar a continuação, Ligeiramente Maliciosos, que tem previsão para Abril.


Mary Balogh nasceu e foi criada no País de Gales. Ainda jovem, se mudou para o Canadá, onde planejava passar dois anos trabalhando como professora. Porém, ela se apaixonou, casou e criou raízes definitivas do outro lado do Atlântico.

Sempre sonhou ser escritora e tinha certeza de que, no dia em que escrevesse um livro, ele seria ambientado na Inglaterra do Período da Regência. Quando sua filha mais nova tinha 6 anos, Mary finalmente encontrou tempo para se dedicar ao antigo sonho. Depois de três meses escrevendo na mesa da cozinha, a primeira versão de sua obra de estreia estava pronta. Publicada em 1985, deu a Mary o prêmio da Romantic Times de autora revelação na categoria Período da Regência. Em 1988, depois de vinte anos de magistério, ela passou a se dedicar apenas aos livros. Hoje Mary Balogh é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times e vencedora de diversos prêmios literários.

http://www.marybalogh.com

Beijos, May.

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