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|RESENHA| Os trabalhos de Hércules, Agatha Christie + mistério

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Depois de muito me recomendarem, finalmente me rendi à tão comentada Rainha do Crime. Todos sempre me falaram dos livros dela e como são bons e tudo mais, eu já os tinha visto pelas prateleiras de lojas pela vida – de cara me apaixonei pelas capas que achei muito lindas, ainda mais as edições capa dura, uau. Assim fui à minha primeira leitura, Os trabalhos de Hércules. Claro que o título relacionado à mitologia me atraiu mais ainda, tinha que começar por este.

 

Começando pela lindíssima arte de capa do livro, com detalhes incríveis meio escondidos representando alguns dos trabalhos de Hércules. Com 281 páginas e muito bem dividido em 12 capítulos com uma breve introdução a historia. Logo na introdução temos o querido detetive de Agatha, Hercule Poirot, conversando com o dr. Burton sobre o curioso nome do detetive. Nisso Burton conta a Hercule sobre Hércules e seus trabalhos. Depois da conversa, Hercule se interessa bastante pela historia e procura saber mais. Então Hercule decide que antes de se aposentar irá realizar apenas 12 últimos trabalhos. Mas não quaisquer trabalhos – 12 trabalhos que de alguma forma representem cada um dos trabalhos de Hércules.

 

Antes de falar sobre os trabalhos feitos por Hercule, eu gostaria de lembrá-los resumidamente os trabalhos de Hércules.

  1. No Peloponeso, estrangulou o Leão de Nemeia – maior leão do mundo, os habitantes do local não conseguiam matar, pois a única coisa que poderia furar o couro era a própria garra do Leão. Na segunda tentativa de matá-lo, tendo a primeira sido infrutífera, estrangulou-o, após com ele lutar.
  2. Matou a Hidra de Lerna. Era uma serpente com corpo de dragão, que possuía nove cabeças (uma delas parcialmente de ouro e imortal, que se regeneravam), Hércules matou-a cortando suas cabeças enquanto seu sobrinho Iolau impedia sua reprodução queimando suas feridas com tições em brasa.
  3. Alcançou correndo a Corça de Cerineia, um animal lendário, com chifres de ouro e pés de bronze. Como ela tinha uma velocidade insuperável, Hércules a perseguiu incansavelmente durante um ano até que, exausta, foi atingida por uma flecha disparada pelo herói.
  4. Capturou vivo o Javali de Erimanto, que devastava os arredores, ao fatigá-lo após persegui-lo durante horas.
  5. Limpou em um dia os currais do rei Aúgias, que há anos não eram limpos. Para isso, Hércules desviou dois rios.
  6. Matou no lago Estínfalo, com suas flechas envenenadas, monstros cujas asas, cabeça e bico eram de ferro.
  7. A sétima tarefa de Hércules era levar o Touro de Creta vivo até Euristeu. Hércules não só capturou-o como, montado no animal, levou-o até Euristeu.
  8. Castigou Diómedes (rei da Trácia), filho de Ares, possuidor de cavalos que vomitavam fumo e fogo, e a que ele dava a comer os estrangeiros que as tempestades arrolavam à sua costa. O herói entregou-o à voracidade de seus próprios animais.
  9. Venceu as amazonas, tirou-lhes a rainha Hipólita, apossando-se do cinturão mágico que ela vestia.
  10. Matou o gigante Gerião, monstro de três corpos, seis braços e seis asas, e tomou-lhe os bois que se achavam guardados por um cão de duas cabeças.
  11. O seu décimo primeiro trabalho foi colher os pomos de ouro do Jardim das Hespérides.
  12. O último trabalho consistiu em trazer do mundo dos mortos o seu guardião, o cão Cérbero.

 

É claro que nosso detetive Hercule não teria como fazer essas tarefas mitológicas, mas da forma dele ele procura trabalhos que representem pelo menos minimamente cada um dos trabalhos de Hércules.

 

Em seu primeiro trabalho, para representar O Leão de Nemeia, Hercule entra em um inusitado caso de sequestro de um cachorro pequinês. Sim, você leu certo, parece até hilário, não é mesmo?! Mas é ai que ele encontra seu Leão de Nemeia!

No trabalho seguinte Agatha encontra uma forma também inusitada para representar a Hidra de Lerna. Neste conto o que simboliza a Hidra é a fofoca, que assim como a Hidra que você vai acabar com uma cabeça e nascem duas, a fofoca age de forma igual.

A Corça de Arcádia é vista por Hercule como uma bailarina que dança lindamente em seu espetáculo e de certa forma está envolvida em um caso.

Na Suíça, Hercule se depara coincidentemente com um caso de captura de um famoso assassino, um assassino selvagem. Resolvendo este como o trabalho do Javali de Erimanto.

Em seu quinto trabalho o detetive se depara com uma “limpeza política” que deve ser feita, limpeza essa comparada a das Cavalariças de Áugias.

Um dos meus favoritos foi este sexto trabalho, o das Aves de Estínfale, que envolvia mulheres que viviam de fazer chantagens.

 

Então, esses foram alguns exemplos de como nossa Rainha do Crime faz alusão aos trabalhos. Pra você saber mais detalhes e os outros trabalhos só lendo mesmo, recomendo muito! Acho que o único “ponto negativo” que vi no livro foi um estranho uso dos travessões, muitas vezes deixando confuso onde era narração e onde era fala, mas era só prestar atenção que dava pra entender.

 

Vou ficando por aqui. Querem resenha de algum livro em especial? É só deixar aí nos comentários!! Até a próxima, pessoal.

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