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|RESENHAS DO KEM| Série Infernais: Férias Infernais #HalloweenWeek

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Iae meu povo! Sim, eu renasci das cinzas depois de 10 longos e sofridos meses sem nenhum |Resenhas do Kem| pra vocês, mas agora estou de volta, para alegria de poucos e tristeza de muitos! Ou será o contrário? Isso vocês podem me dizer lá no final da resenha com um belíssimo comentário. Sem mais delongas, trouxe pra vocês hoje a resenha de Férias Infernais, espero que vocês gostem e entrem nesse climinha macabro do Halloween.

A Série Infernais é atualmente composta por 4 livros, e cada um conta com 5 autores diferentes, escrevendo os mais variados contos sobrenaturais de acordo com seu tema. O primeiro livro da série, intitulado “Formaturas Infernais”, trouxe uma das maiores autoras do ano em que foi publicado, Stephenie Meyer, mas, infelizmente, seu conto não chegou ao patamar “terror” como muitos esperavam. Na verdade, apenas um conto chegou perto disso, assombrando muitas pessoas que após lerem, que não conseguiam parar de pensar na triste trama contida na história de “O Buquê”, escrito por Lauren Myracle.

Os outros contos que figuravam em Formaturas Infernais e nos dois livros seguintes (Amores Infernais e Beijos Infernais) trouxeram histórias envolventes acerca de seres sobrenaturais – que na maioria das vezes se envolviam com humanos – e até mesmo distopias, como em “Abominável Mundo Perfeito”, conto escrito por Scott Westerfeld, em Amores Infernais.  Porém, como eu havia mencionado, as histórias não conseguiam chegar ao grandioso terror cujos títulos e capas sombrias criavam tanta expectativa. Aí você pergunta: “Kem, tu não gostou dos contos, então?”, e eu respondo, “Cara, eu AMEI!”. Sério mesmo, adorei os contos, alguns mais que outros, mesmo não sendo terror. MAAAAAAAS nada se compara ao meu amor por Férias Infernais!

Ao que parece, Série Infernais finalmente conseguiu chegar o mais perto possível (mas ainda não chegou LÁ) do seu título de Contos de Terror recentemente com a publicação de Férias Infernais.

Apesar de ter-se iniciado com um conto razoavelmente bom, mas que me surpreendeu bastante, Férias Infernais trouxe também contos bem sombrios que, sinceramente, me deixaram com uma leve paranoia – coisa que só havia acontecido antes, quando li Caixa de Pássaros.

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O primeiro conto intitulado Cruzeiro, escrito por Sarah Mlynowski, apresenta a história de duas amigas, Kristin e Liz, que embarcaram em um cruzeiro de férias e lá elas descobrem notícias sobre ataques de vampiros aos cruzeiros. Apesar de trazer um tema do qual todos já estão um pouco enjoados, esse conto surpreende de tal forma… Não vou nem continuar, porque não quero dar nenhum spoiler, mas, acreditem, essa não é mais uma historinha de amor entre vampiros e humanos.

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Não gosto da sua namorada é o segundo conto do livro, e foi escrito por Claudia Gray. Essa história tem uma pegada bem L. J. Smith (escritora de The Vampire Diaries), pois segue o enredo de uma jovem bruxa, Cecily Harper, que todos os anos precisa sair de férias com sua família, a fim de se reunir com o coven de sua mãe. No entanto, lá ela precisa aturar as alfinetadas e sabotagens que constantemente sofre da filha de uma das outras bruxas do coven, mas, ao que parece, dessa vez o momento da sua vingança chegou quando ela descobre que sua inimiga está fazendo um feitiço para controlar o namorado – isso quando uma das maiores regras das bruxas é que não se pode fazer feitiços desse tipo. O conto, apesar de bem adolescente, é divertido e te prende do início ao fim.

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O terceiro conto do livro é A Lei dos Suspeitos, pela já conhecida da grande maioria, Maureen Johnson. Esse foi de longe um dos melhores contos que já li em toda a Série Infernais. A trama vai nos levar a conhecer Charlie e Marylou, duas irmãs que vão passar as férias em Paris, na casa de um primo. Chegando lá, o primo as manda para uma pequena cidade no interior da França com a promessa de que irá encontrá-las em breve.  Nesta cidade, Charlie, na tentativa de encontrar sinal para o celular e ligar para o primo que não chegou depois de dias, acaba encontrando um homem na floresta e caindo em uma maldição chamada A Lei dos Suspeitos. A partir daí o conto só vai ficando cada vez mais sombrio e traz um final nada esperado. Foi um conto MUITO bom, apenas me confundi em alguns momentos por ter uma escrita muito rápida, e acredito que isso se deva ao fato de haver muita história para apenas um conto.

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A Casa dos Espelhos, escrito pela minha maravilhosa Cassandra Clare, é o quarto conto e foi o maior motivo que me levou a ler o livro. Infelizmente, esse foi o conto que mais me decepcionou. Creio que por ser uma das minhas escritoras favoritas, eu esperava bem mais da história – algo mais original e polêmico como só Titia Cassie sabe fazer. Contudo, isso não aconteceu. O conto relata a história de Violet, uma garota que após o novo casamento da mãe, viaja junto com o casal e seu novo irmão (gato e por quem Violet se apaixonou). No local das férias, esse seu meio-irmão acaba caindo nos encantos de uma vizinha misteriosa, a quem logo depois Violet descobre ser uma bruxa que suga a alma de seu “irmão”. O conto em certos momentos é bem previsível e faltou um pouco de originalidade. É notório que a vizinha misteriosa é uma mistura de bruxa com dementador.

P.S.: Uma curiosidade sobre o conto é que tem alguns detalhes que só os leitores brasileiros que assistiram Verdades Secretas vão poder se divertir ao ler, tipo: durante a viagem, Violet descobre que seu padrasto não é nada do que aparentava ser; por trás do homem rico e bem-educado, existe uma pessoa arrogante que vive tratando sua mãe mal e fazendo-a chorar. Para aumentar ainda mais as semelhanças, a mãe de Violet se chama Carol e é, assim como a Carolina da novela, submissa ao marido, e em alguns momentos me peguei chamando-a de burra como fazia em cada episódio da novela, kkk…

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E por último, mas não menos importante, temos Nenhum Lugar é Seguro, escrito por Libba Bray. Esse é de longe O melhor conto do livro. Cheio de referências – inclusive uma delas no nome do narrador da história “Poe Yamanoto” –, a história nos leva à pequena e sombria cidade de Necuratul. Poe, Baz, John e Isabel estão fazendo um mochilão pela Europa e – ninguém lembra como – decidiram ir para a cidade de Necuratul, que possuía uma lenda local que relatava sacrifício de crianças ao diabo pelos moradores da cidade em troca de segurança e prosperidade. Chegando lá, eles se deparam com uma cidade macabra cheia de pessoas estranhas e supersticiosas. Eu gostaria de relatar mais o que acontece, no entanto, meu desejo de que vocês se deliciem e se assustem com cada página não me permite isso. Mas posso afirmar que esse é o melhor conto que já li em toda a Série Infernais. A cada página, o clima sombrio e macabro nos envolve em uma trama inesperada e original.

Uma coisa legal sobre o conto é que ele é todo narrado por Poe em um vídeo postado no Youtube, e o mais legal é no final ele deixa uma pontinha de que talvez haja mais histórias dele por aí, que é uma das coisas que mais gosto nos contos: a sensação de virar a última folha e só aí você perceber que acabou e ainda deixou aquele gostinho de quero mais.

Em suma, o livro é muito bom e é um dos melhores, quiçá o melhor da série. Uma ótima leitura para quem quer entrar no clima do Haloween, mas não quer exagerar na dose de medo.

Então é isso, espero muitíssimo que vocês tenham gostado da resenha e que estejam nesse exato momento, pegando um exemplar de Férias Infernais pra ler. Prometo que voltarei em breve.

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3 comentários em “|RESENHAS DO KEM| Série Infernais: Férias Infernais #HalloweenWeek”

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