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RESENHA – Estação Onze, Emily St. John Mandel

 

Estação-Onze-13

*suspiros*

Tem apenas algumas horas que terminei de ler este livro e eu já precisava começar esta resenha. Eu já havia visto Estação onze faz um tempo, logo que lançou, a capa me chamou bastante atenção, pois achei muito bonita e sua premissa também me pareceu bem interessante; acabou que o livro foi ficando na fila, pois havia outras prioridades. Recentemente anunciei o evento Piquenique Distópico, onde abordaria alguns livros que tratam sobre distopias, foi aÍ que vi a oportunidade de ler Estação onze.

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Estação Onze

Emily St. John Mandel

R$ 20,90 até R$ 32,81

Ano: 2015 / Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Intrínseca

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………Certa noite, o famoso ator Arthur Leander tem um ataque cardíaco no palco, durante a apresentação de Rei Lear. Jeevan Chaudhary, um paparazzo com treinamento em primeiros socorros, está na plateia e vai em seu auxílio. A atriz mirim Kirsten Raymonde observa horrorizada a tentativa de ressuscitação cardiopulmonar enquanto as cortinas se fecham, mas o ator já está morto. Nessa mesma noite, enquanto Jeevan volta para casa, uma terrível gripe começa a se espalhar. Os hospitais estão lotados, e pela janela do apartamento em que se refugiou com o irmão, Jeevan vê os carros bloquearem a estrada, tiros serem disparados e a vida se desintegrar.
……….Quase vinte anos depois, Kirsten é uma atriz na Sinfonia Itinerante. Com a pequena trupe de artistas, ela viaja pelos assentamentos do mundo pós-calamidade, apresentando peças de Shakespeare e números musicais para as comunidades de sobreviventes.
………Abarcando décadas, a narrativa vai e volta no tempo para descrever a vida antes e depois da pandemia. Enquanto Arthur se apaixona e desapaixona, enquanto Jeevan ouve os locutores dizerem boa-noite pela última vez e enquanto Kirsten é enredada por um suposto profeta, as reviravoltas do destino conectarão todos eles. Impressionante, único e comovente, Estação Onze reflete sobre arte, fama e efemeridade, e sobre como os relacionamentos nos ajudam a superar tudo, até mesmo o fim do mundo.

Vampiros, super poderes, zumbis, busca por cura de doenças mortais, ataques nucleares, todos estes temas que todos sempre vemos em nossas distopias favoritas, em Estação onze não há nada disso!

O livro começa no teatro, uma apresentação de Rei Lear com Arthur Leander representando seu tão sonhado papel de Rei Lear, até que tem um ataque cardíaco no meio do palco. Um espectador com treinamento em emergência médica corre para tentar ajudar, uma atriz mirim observa assustada, Arthur morre. Mais tarde, os produtores do espetáculo estavam no bar do saguão bebendo à saúde de Arthur e conversando sobre o acontecido e o impacto disso nas apresentações. Entre todos eles que estavam no bar naquela noite, o garçom foi quem sobreviveu mais tempo, três semanas.

— Sabe, na versão para o cinema, há o apocalipse e depois…

— O que leva você a pensar que vamos conseguir chegar ao que vem depois?

Tudo começa de forma simples, mas instantânea. Uma gripe que foi denominada Gripe da Geórgia começa a matar o pessoal; é uma gripe como outra qualquer, mas com os sintomas bem mais intensos e com o período de incubação muito menor… em questão de horas a pessoa que demonstra os sintomas já acaba morrendo e ela se alastra pelo mundo inteiro rapidamente.

99,9% da população mundial morre.

Não havia mais internet. Não havia mais redes sociais, não havia mais buscas de significados de sonhos, esperanças nervosas, fotografias de almoços, gritos de socorro, expressão de satisfação, status de relacionamento atualizados com imagens de coração inteiro ou partido, planos para um encontro mais tarde, apelos, queixas, desejos, fotos de bebês com roupa de ursinho no Halloween. Não havia como ler e comentar sobre a vida dos outros, logo não havia mais como se sentir menos sozinho. Não havia mais fotos de perfil.

Avançando 20 anos depois do surto da Gripe da Geórgia, conhecemos a Sinfonia Itinerante, um grupo de pessoas que foram se juntando com o passar do tempo, músicos e atores, amantes das artes, e juntos saíam em caravana pelas cidades que se formaram de sobreviventes, apresentando números musicais ou obras de Shakespeare.

— As pessoas querem o que houve de melhor no mundo.

Acompanhamos a jovem Kirsten na Sinfonia Itinerante. Kirsten se apega a um dos pequenos fatos que ela lembra de sua vida antes da calamidade, quando ela tinha 8 anos ela era atriz mirim e no dia que tudo começou a acontecer ela atuava em uma peça chamada Rei Lear e lembra de um homem que morreu de ataque cardíaco bem próximo a ela e como ela havia ficado assustada, desde então ela procura revistas de fofocas antigas que falem desta pessoa que é seu elo com o mundo antigo, Arthur Leander.

O que seria a Estação onze, então? A Estação onze nada mais é do que uma história em quadrinhos que uma das personagens cria e, no pós-calamidade, dois volumes vão parar nas mãos de Kirsten. Os quadrinhos de Estação onze falam de uma distopia que se torna uma aventura no espaço e podemos conhecer um pouco sobre, é tipo uma distopia dentro de uma distopia! Meu deus, estamos no filme A Origem! A Estação onze não é o foco do livro, apenas um adicional muito bem colocado.

O que achei mais interessante neste livro foi o fato de ele não se passar apenas no futuro, ele alterna entre capítulos variados mostrando o antes da calamidade e o depois da calamidade. Foi assim que o mundo passou a ser conhecido, os anos zerados e recomeçaram, Dia 1, Dia 2, Dia 87, Ano 1… Ano 20. Ele mostra várias partes da história e você pode ir encaixando os fatos e os acontecimentos como um quebra-cabeça, é incrivelmente prazeroso quando ele vai contar algo de um personagem novo e você vai vendo que ele está ligado a outros personagens, e você vai vendo o quebra-cabeça sendo montado e uma história linda surgindo.

O inferno é a ausência das pessoas de quem temos saudade.

Eu diria que Estação onze é uma distopia sobre pessoas, sobre como as pessoas lidam com o fim de tudo, e não apenas isso. Trata de como as pessoas já são vazias nos dias atuais e como elas ficam com o fim de tudo que elas conhecem. Se você está com aquela ressaca literária eu recomendo demais esse livro, ele é leve e muito gostoso de ler, você vai lendo aos pouquinhos e vai se deliciando com a leitura, é boa demais.

Banner final - estação onze

Espero que gostem! Gostou? Deixa o like e um comentário para a gente conversar aqui em baixo, rs.

Quer pedir resenha? Deixa nos comentários, também!

Beijão e até a próxima!

Roh

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11 comentários em “RESENHA – Estação Onze, Emily St. John Mandel”

  1. Gostei da resenha Roh. Muito bom o ,jeito que você pôde falar sobre o livro, e de certa forma eu confesso que me surpreendi com o fato do livro mostrar o começo de tudo. Com certeza vou ler! Bjs e abraços.

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  2. Awwwwt, que amorzinho esse livro parece ser!! Uma distopia que não tem tooodos aqueles problemas que estamos acostumados a ler que tem mais uma distopia dentro!! ISSO É UM LIVRO QUE VALE A PENA. Ele já entrou na minha lista, de certeza.

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