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RESENHA – Half Bad, Sally Green

Magia. Sempre foi minha classe de maior interesse em qualquer jogo de RPG on-line ou não, os magos. Não importava o quanto falavam que os magos eram fracos, pois eram vulneráveis e tudo mais, que guerreiros eram mais fortes nas batalhas e os arqueiros, mais ágeis. Mas se forem analisar, era sempre um mago que estava ali ao lado deles dando apoio e cobertura. E um bom mago não era apenas para apoio; quando você sabia ser um bom mago, você podia enfrentar suas próprias lutas e vencer muitos outros.

 É pelo fato de que desde jovem sou encantado pela magia dos feitiços e do controle dos elementos que eu sempre tive meu favoritismo por qualquer coisa relacionada a isso. Foi então isto que me fez ler Half Bad, quando eu descobri que era de magia e com bruxos.

capa_half-bad_web

 

 

Half Bad

Sally Green

R$ 17,40 até R$ 34,90

Ano: 2014 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Intrínseca

 

 

A história é sempre contada pelos vencedores, dizem. E Nathan, infelizmente, não é um deles.
Na Inglaterra em que ele vive, bruxos e humanos dividem o mesmo espaço, sem, no entanto, se misturarem. Mesmo entre os bruxos, há os que se autodenominam bons, puros e justos – os bruxos da Luz e há, é claro, seus inimigos, aqueles que devem ser combatidos e aniquilados, a origem de todo o mal – os bruxos das Sombras.
Nesse mundo dividido entre mocinhos e vilões, não ter um lado é pecado, e esse é exatamente o caso de Nathan, filho de uma bruxa da Luz com um bruxo das Sombras. E seu pai não é um bruxo qualquer, e sim o mais poderoso e cruel que já existiu, acusado de ter matado a mãe de Nathan.
O garoto é visto como uma aberração tanto por seus pares quanto pelo Conselho dos Bruxos da Luz; uma ameaça que precisa ser domada ou exterminada. E as coisas só ficam mais complicadas conforme o tempo passa, já que, ao completarem dezessete anos, todos os bruxos passam por uma cerimônia em que seu dom, o poder que carregarão por toda a vida, é finalmente revelado. Nesse momento se definirá se Nathan é um bruxo da Luz ou das Sombras, e dessa definição dependem suas chances de permanecer vivo.
E o tempo dele está se esgotando.
Em Half Bad, acompanhamos a jornada errante e frenética de Nathan para encontrar o pai, que ele jamais teve a oportunidade de conhecer, e, mais importante ainda, sobreviver. Mas como conseguir isso quando cada passo seu é vigiado e ninguém é confiável – nem mesmo sua família, nem mesmo a garota que você ama?
Com uma narrativa direta e dinâmica, Sally Green constrói uma história arrebatadora sobre intolerância, racismo e os caminhos tortuosos que todos trilhamos rumo ao amadurecimento.

Em Half Bad conhecemos Nathan, tudo já começa com cenas dele preso em uma jaula sendo treinado e aprisionado por uma mulher estranha. Ele tenta fugir, mas não dá certo, ficamos realmente sem entender nada do que está acontecendo. É aí que o livro vai para a “Parte dois” e voltamos um pouco no tempo para conhecer Nathan mais novo e sua família, para entendermos como ele foi parar naquela jaula do início.

 Nesta Parte Dois conhecemos mais sobre o passado do Nathan, quem foram seus pais e por que ele está aos cuidados de sua avó. Conhecemos seus meios-irmãos. A mais velha, Jessica, que está sempre o atormentando por ele ser quem é; Deborah, a mais inteligente e complacente; e Arran, bondoso e gentil, com quem Nathan é mais próximo. Conhecemos um pouco mais sobre este mundo bruxo, todo filho de bruxo antes dos 17 anos é considerado apenas um brux, aos 17 ele passa por um ritual onde deve receber três presentes e o sangue de sua família para poder ter seu dom. Nathan é filho de uma bruxa da Luz poderosa e seu pai é o bruxo das Sombras mais procurado de todos, acusado de matar várias pessoas e roubar seus dons. Devido a isso, Nathan é uma ameaça ao Conselho, mas também uma solução.

jaula

Na Parte Três temos Nathan de volta à gaiola, já entendemos e conhecemos ele e sabemos como foi parar lá. Apenas na Parte Quatro do livro Nathan consegue se libertar e fugir, seu aniversario de 17 anos está chegando e se ele não receber os três presentes e o sangue da família ele vai morrer. Nathan está à procura de uma pessoa que talvez seja a única que pode ajudá-lo — em troca de algo, é claro. É na Parte Cinco que ele conhece Gabriel, quem pode levar ele até quem ele procura. Bem próximo de seu aniversário chegamos à Parte Seis e final do livro, com ataques e reviravoltas.

 Eu aproveitei estar com tempo livre e devorei o livro em dois dias, é muito bom, conhecer mais os bruxos das Sombras e da Luz e ver o dom que cada um possui, dons como de poções, controlar o clima, ficar invisível, de se transformar, entre muitos outros. Senti falta de um pouco mais de explicações, um detalhamento melhor sobre a relação dos bruxos e os félixes (não bruxos), sobre o ritual, sobre o porquê o pai de Nathan é um bruxo das Sombras tão perigoso e procurado, e outras coisinhas. Fora isso, gostei muito mesmo do livro, acredito que o segundo da trilogia deve explicar melhor essas coisas. Espero também ver mais a Ellen, o Gabriel e o Arran que são ótimos personagens. Vou correr para ler a continuação, Half Wild.

Half Wild

Assim que eu ler o segundo trago a resenha para vocês! Espero que gostem deste primeiro tanto quanto eu.

 Roh

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2 thoughts on “RESENHA – Half Bad, Sally Green”

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