Desafios e Metas 2016, Eventos, Livros

Retrospectiva 2016 + Melhores do Ano

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Primeiramente, FORA TEMER!

Vamos fazer um pacote hoje, não dá para ficar enrolando mais. Vamos deixar 2016 para trás, fazer um resumão das leituras, para assim poder colocar as metas — literárias e não-literárias — para 2017 em vigor. Para isso, irei fazer uma retrospectiva rápida e, por fim, mostrar os livros favoritos de 2016. Preparados?

RETROSPECTIVA 2016

Não posso enganá-los, não consegui cumprir nenhuma das minhas metas de 2016. Eu havia estipulado ler toda a saga Harry Potter, já que eu comprei o box novo, e não consegui nem começar. Em contra partida, a Lua (minha amiga, motorista, terapeuta, pau pra toda obra) conseguiu ler os cinco primeiros, ela fez algum uso dos pobres coitados, vulgo meus livros. Minha outra meta era ler 80 livros, prevendo que eu estaria muito ocupada, mas eu acabei lendo um pouco mais que isso. Acho que quanto mais estressada eu fico mais eu leio, e como eu fiquei estressada! Acabei lendo cerca de 165 livros, segundo o Skoob, mas creio que deixei de adicionar alguns, sem contar algumas avaliações que eu fiz.

gloria

Uma coisa eu tenho que descordar das massas, 2016 não foi de todo ruim, nada de 2015 parte 2: o apocalipse continua, ou, ainda, um loop continuo do ‘Não sou capaz de opinar’. Tivemos muita opinião, sim. Errôneas, sem fundamento e recheadas de ignorância. Nem entrarei no cenário político, já que de fato eu não sou capaz de opinar. E, olha que maravilha, seria incrível que as pessoas parassem de querer dar sua opinião sobre isso. Foco no dar sua opinião, não discutir sobre um assunto. Vocês podem achar que é tudo a mesma coisa, mas para mim há sim uma diferença chamada vergonha na cara, não vou encher o peito para falar de um assunto que sei que não sou capaz de elaborar argumentos contundentes. E, amados, não adianta ficar no replay. Só porque alguém repete algo que ouviu em algum lugar ou leu numa postagem de 140 caracteres no Twitter, não significa saber sobre o assunto. Não discordo, de forma alguma, que haja discussões sobre o assunto na rua, na padaria, no barzinho, mas saibamos elaborar argumentos, racionais e próprios.

Apesar de não termos conseguido levar tão bem o blog quanto pretendíamos, fizemos inúmeros eventos em Manaus. Tivemos diversos encontros de fãs, sessões de autógrafos e finalmente o Clube do Livro Saraiva Manaus, que sobreviveu o ano inteiro.  As novas parcerias também marcaram. Houve um aumento significativo de editoras investindo, jogando fora velhas concepções sobre o Norte do país. Não pense que o maior beneficiário são os leitores, neste momento de crise, estratégias são necessárias. Tanto a editora, o livreiro, o leitor, e quem mais estiver envolvido no mercado editorial, se beneficia. Porém, mágico mesmo foi poder ir à Bienal do Livro de São Paulo para rever os amigos, fazer os contatos e conhecer aqueles autores que escreveram livros incríveis. Foi o primeiro ano do Roh e da Tammy, do blog Circo Literário, e, para mim, foi a melhor vez de todas. Estava tão na expectativa de conhecer alguns dos blogueiros do grupo de mediadores e rever a Natália Alexandre, da Editora Arqueiro, e valeu muito, muito mesmo.

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MELHORES DO ANO

Chegamos à reta final: os melhores livros de 2016. Como tentei ao máximo manter registro das leituras importantes, selecionei alguns livros entre os vinte que favoritei. Não vou dizer que foi difícil escolhê-los, porém, não consigo colocá-los por ordem de importância, por isso eles apareceram por data de leitura. Se eu indico esses livros para vocês lerem? Sim e não. Acho que gosto literário cada um tem o seu, o que me agrada pode não te agradar. Contudo, notei que a maioria dos livros citados me surpreendeu bastante. Talvez eles irão surpreendê-los também. Para não nos prolongarmos demasiadamente, deixo a vocês alguns links de resenhas e comentários sobre os livros no blog.

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BLOOD KISS, de J.R. Ward

29.02.2016 | No blog | Skoob

O que eu posso fazer se meu coração pertence à J.R. Ward? Eu amo os livros dela, eu adorei acompanhar a evolução dela como escritora e como incrível e imenso se tornou o universo que ela construiu na série Irmandade da Adaga Negra (IAN). Quando eu penso que anos atrás ela estava sem nenhuma perspectiva acerca da sua carreira — entrando em desespero — e, no ano passado, descobrir que a série dela de romance contemporâneo, que nem havia sido publicada ainda, já tinha os direitos vendidos para série televisiva… Eu tive que aplaudir de pé. Uma coisa que J.R. Ward sempre colocou nos seus livros, e que me fez chegar a tantos anos lendo e acompanhando, são os problemas sociais. Ela trabalha com eles de forma fantástica, seus livros nunca são vazios.

Mas, sim, por que Blood Kiss? Porque este livro é o primeiro da série spin-off de IAN, ele foca nos vampiros ‘civis’ sendo treinados como soldados pelos irmãos originais da série, ou seja, vamos ter muito Butch, Vishous, Phury, Ranger e Torment. Graças ao Rei Wrath, que altera muitas das leis ultrapassadas da raça, vemos a construção de uma sociedade mais igualitária, com menos concentração do poder nas castas superiores e algumas ideologias bem conhecidas nossas, como a de gênero, por exemplo.

Um dos pontos principais para eu gostar tanto do livro é que a série principal está bem complexa e amarrada, mas em Blood Kiss há uma certa simplicidade que lembra muito os primeiros livros de IAN. Porém, notem, sem tantos dos erros que ela cometeu no início. Ela aproveitou todos esses anos de críticas massacrantes, não se deixando derrubar, para melhorar o trabalho dela. E Blood Kiss é a prova que, além das críticas ajudarem os autores, o que faltava nela não era talento, mas experiência.

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Queria levar pra casa… Não deixaram 😥

POR LUGARES INCRÍVEIS, de Jennifer Niven

18.04.2016 | No blog | Skoob

De vez em quando, deparamos com livros que nos fazem sentir muito além das páginas, muito além daquela história sendo contada. Por lugares incríveis trata não só sobre suicídio, mas sobre a importância do diagnóstico de doenças mentais. Há um estigma, em pleno século da ansiedade, muito forte em relação a isso. Não é de agora e não irá embora tão facilmente também, e é para isso que livros como esse servem: mudar essas opiniões advindas de senso comum com relação a assuntos que são taxados. A autora, Jennifer Niven, teve muita capacidade pra escrever esse livro, tem conhecimento de causa pra isso. Ela te guia, na companhia de dois adolescentes, por uma desconstrução acerca do suicídio, entretanto, de forma misteriosa, porque você tem que juntar as pistas para perceber além disso.

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SIMON VS A AGENDA HOMO SAPIENS, de Becky Albertalli

27.05.2016 | Resenha | Skoob

Simon vs a agenda homo sapiens é um livro que deixou um sorriso permanente no meu rosto, não saía nem quando as cenas me levavam às lágrimas. Esse livro se trata sobre o Simon, também sobre quem é o Blue, sobre o que eles estão passando, sobre o Blue e o Simon, sobre os amigos do Simon, sobre a vida, o universo e tudo. Eu sempre acho muito genérico dizer que é um livro sobre um garoto gay, sobre um garoto que precisa contar para os pais sua orientação sexual, pode escolher os termos que vocês quiserem. É mais que isso, o Simon é mais que homossexual. Padrões. Eu tenho certeza que nunca poderia falar tão bem desse livro quanto o Vlaxio, por isso, deixo o link da resenha para vocês.

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LIGEIRAMENTE SEDUZIDOS, de Mary Balogh

12.06.2016 | No BlogSkoob

Surpresa, surpresa! De qualquer forma teria um livro de Romance de Época, mas eu queria um que houvesse me marcado. Os Bedwyns não é uma das minhas séries favoritas nem Mary Balogh uma das minhas escritoras favoritas do gênero, mas Ligeiramente seduzidos foi um livro surpreendente. O que me encantou nesse livro, sem dúvida nenhuma, foi o contexto histórico. Quem lê Romances de Época sabe que de 5 batalhas citadas 4 são a de Waterloo, somente citada, mas não explorada. Ali está o casal, em Praga, se conhecendo, a tensão da batalha iminente, a aristocracia negando a possibilidade, soldados com patentes andam pelos salões de baile com seus trajes oficiais, mas então começa, os soldados são chamados para ocuparem seus lugares, um banho de sangue, o desespero.

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@oallisonandrade

CORTE DE NÉVOA E FÚRIA, de Sarah J. Maas

03.10.2016 | Skoob

Se houvesse um prêmio de Melhor Surpresa do Ano, Corte de névoa e fúria teria ganhando disparado, sendo ovacionado de pé. Esse é o segundo livro da série; o primeiro, Corte de rosas e espinhos é muito bom, me surpreendeu também, mas ele não desviou tanto do que eu esperava: um YA, um casal apaixonado, vários sacrifícios por amor e, se eu tivesse sorte, um universo mais ou menos. No primeiro livro, temos uma heroína — que caça para alimentar as ingratas irmãs e o ocioso pai —, um dia ela mata um férrico em forma de lobo, para compensar, ela irá para Prythian, pois é ‘uma vida por uma vida’. Aí, ela se apaixona, mas é bem ignorante sobre as coisas e faz vários sacrifícios pelo amor deles, final feliz. Não fugiu tanto do que eu esperava, fora a parte YA, está mais para New Adult.

A questão é que essa tal de Sarah J. Maas sabe escrever, ela constrói muito bem os personagens dela, o universo dela é rico, levando o cenário a ser um personagem. Há mais coisas na história dela que um casal apaixonado, do que um amorzinho. Ele começa clichê, bem cópia de Jogos Vorazes e tudo aquilo que você já leu em centenas de outros livros. Até que a crueldade começa, ou seja, assim que o livro inicia. A protagonista submerge em desespero, há pouco mais para oferecer, mas não por ter sido arrastada para longe da família, por um ser odiado e temido pela raça humana, o desespero faz parte dela. Quando o livro termina, apesar de ter um final feliz, é subsequente que tais acontecimentos no final trarão uma carga enorme para os envolvidos. Ademais, é obvio o nascimento de um triangulo amoroso.

Só que aí chega Corte de névoa e fúria, e — que eu não posso comentar quase nada — você vai ter a reviravolta de todas as reviravoltas. Eu sempre, quando falo nos eventos sobre esse livro, digo que a autora fez assim: ela pegou tudo que ela fez no primeiro livro e BAAM jogou no lixo. Para complementar isso, ela pegou todos esses livros, que são nada mais que variações do mesmo, e jogou no lixo. Ela construiu um enredo inovador, acrescentou personagens que agregaram uma carga enorme para história e, simplesmente, decidiu colocar algum juízo nas cabeças das suas leitoras mulheres. Esse segundo livro deixa uma mensagem muito clara: Por que você tem que suportar isso? Você é mais que isso, merece mais que isso, é melhor e precisa acordar, abrir os olhos, para perceber que não deve nada a ninguém. Possa ser que demore e o final não seja feliz, porém, com certeza, é muito mais satisfatório.

Eu indico esse livro para todos vocês, qualquer um de vocês. Acho que se não houvesse uma faixa etária — com a qual eu concordo muitíssimo —, eu indicaria como primeira leitura para toda e qualquer menina. Ah, não, não só as meninas, mas os meninos também. Tem que ter esse livro para poder esclarecer certos parâmetros, não porque ele é um tapa na cara, mas por que são vários.

Terminamos por hoje. Deixe nos comentários quais foram as melhores leituras, quais bordões são inesquecíveis e, até, as suas decepções literárias.

Beijos, May.

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2 comentários em “Retrospectiva 2016 + Melhores do Ano”

  1. Os livros mais legais que li em 2016 foram:

    Leviatã: a missão secreta, do Scott Westerfeld;
    More happy than not, do Adam Silveira;
    Como me tornei estúpido, do Martin Page; e
    Harry Potter and the cursed child, da Rowling e do outro carinha.

    Meu bordão favorito: Já acabou, Jéssica?

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