Doramas

Goblin: The Lonely and Great God

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Olá, dorameiros*!

*se você não é um, em breve será.

Estranho que eu nunca tenha falado de nenhum dorama no blog, já que eu só tenho três grandes vícios: ler, comprar e assistir dramas sul-coreanos. Eu tinha me planejado para falar de Goblin: The Lonely and Great God na sexta passada, mas aí surgiram algumas questões em quanto e escrevia essa “resenha”. Tais questões resultaram no texto Quero falar de Goblin, mas vocês precisam saber primeiro o que é dorama!, onde explano sobre o que é esse tal de dorama e um pouquinho, pouco mesmo, sobre a cultura coreana.

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Também quero um abraço, Oppa! (I Hear Your Voice, 2013)

Contudo, ficou uma situação no ar: eu iria cumprir minha promessa e escrever sobre este drama maravilhoso que me fez finalmente publicar algo sobre aqui no Silêncio Contagiante? Afinal, raramente cumpro minhas metas. Para meu espanto, as mídias do blog se agitaram com o primeiro texto, até houveram pedidos de resenha mensal ou de dramas específicos. Esse movimento me deixou feliz e extasiada para continuar. 

Como eu nunca escrevi sobre um drama nem sobre séries no geral ou filmes, comecei  a mapear as dificuldades. Coloco a sinopse? Explico do que se trata? Anexo o trailer? Faço gifs para ilustrar melhor as explicações? Tenho que montar um cast? Para não virar bagunça, como será o esqueleto disso? De fato, resenhar um livro é muito diferente de resenhar um dorama. Além de precisar de todo um contexto cultural, nas séries existem mais personagens e enredos, sem contar com a trilha sonora de arrepiar. Então, tenham paciência. E deixem suas críticas e sugestões nos comentários. So, let’s go! Ou melhor, gaja!

2f907d05055cff0f3ee0172e6582783aTitulo: 쓸쓸하고 찬란하神-도깨비 / Sseulsseulhago Chanranhasin – Dokkaebi
Também conhecido como: The Lonely, Shining Goblin / Goblin: The Lonely and Great God / Guardian: The Lonely and Great God
Gênero: Fantasia, romance, melodrama
Episódios: 16
Canal: tvN
Periodo de Transmissão: 02/12/2016 a 21/01/2017
Trilha Sonora Original: Goblin OST

O drama é um conto de fantasia entre um goblin que precisa de uma noiva mortal para terminar com sua imortalidade, um ceifador que fica junto ao goblin para acompanhá-lo e ver as passagens das almas e a mulher que repentinamente aparece clamando ser a noiva do goblin, que na verdade está predestinada a ser morta.

Apague da sua mente o que é um goblin, esqueça as referências do RPG e de Tolkien. O nosso Goblin é uma divindade de 939 anos, chamado Kim Shin. 900 anos atrás, na era de Goryeo, ele foi um grande general, reverenciado como um deus pela nação. Não havia batalha que ele não vencesse, as mais distantes, as mais sangrentas, as mais impossíveis, mas ele não pode vencer a inveja do rei. Há um ditado antigo na Coréia para explicar o que por fim aconteceu, “não podem haver dois sóis no céu”. 

Após uma das mais difíceis batalhas, com sua espada manchada pelo sangue dos inimigos, sendo ovacionado pelo povo, ele retorna ao palácio e é acusado de traição. Ele persiste em chegar ao rei, mas no caminho vê sua irmã, a Rainha, seus familiares e servos sendo mortos. Ele precisa se render, desistir. E, assim, a espada que ele usou para defender a nação é transpassada em seu peito. 

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Preso a essa espada, o Goblin se torna imortal, O Guardião das Almas. Somente a noiva predestinada poderá remover a espada para que o goblin possa voltar ao pó e, finalmente, poder descansar. Kim Shin não se tornou um goblin por seu mérito ou pela injustiça, mas como punição. Ele tirou vidas humanas, mesmo sendo inimigos, eram criações divinas. O Todo Poderoso impôs a solidão, centenas de anos vendo aqueles que ele amou e protegeu morrendo.

Jin Eun Tak, 19, é a noiva do goblin. Pelo menos é isso que os espíritos dizem desde que nasceu, na verdade, ela nem deveria ter nascido. Eun Tak está no último ano do colégio, tentando pelo menos fingir que não vê fantasmas, apesar de que todo mundo sabe. Ela tem três objetivos: 5 mil, arranjar um emprego e um namorado. Assim que ela faz seus desejos e sopra as velas de seu bolo de aniversário, o Goblin surge. A partir daí, a trajetória do casal começa. 

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“A massa não é proporcional ao volume

Uma menina tão pequena quanto uma violeta

Uma menina que se move como uma pétala de flor

Está me puxando para ela com mais força do que sua massa

Meu coração continua saltando entre o céu e a terra

Era meu primeiro amor.”

Kim Shin reencontra a vontade de viver através dessa menina, sua noiva predestinada. Porém, eles irão viver um amor triste. Com uma boa dose de comédia, companheirismo e muitas lágrimas. Vocês podem está se perguntando se ele não é velho demais para ela pela idade que ele aparenta, ele é mesmo. Isso é sempre um choque em todos os doramas que trazem casais nesse estilo, mas acho que choca ainda mais por ele ser o mais velho e ela está na escola. Apesar disso, como sempre nos dramas, o elance romântico desenvolve-se com delicadeza e uma dose de inocência atípica para nós que assistimos — alguma vez na vida — as novelas brasileiras.

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Nem só de romance se faz as relações nesse drama, que tal uma competição nada saudável entre um goblin e um ceifeiro vivendo na mesma casa? Claro, que no início é uma relação bem conturbada — começa com comida, óbvio. Com a convivência, eles se tornam melhores amigos eventualmente, daquele tipo de amizade que ultrapassa qualquer barreira. O melhor, o ceifeiro tem seu próprio caminho a trilhar. Nunca olhe nos olhos dele ou de qualquer ceifeiro e, se ele te oferecer, tome o chá!

Até agora, dei a vocês somente dois motivos para verem Goblin: um lindo, mas triste amor; e uma amizade sem precedentes. Preciso contar só mais um, o tema central da história, o que gira o universo deste dorama é a morte. Goblin: The Lonely and Great God é sobre a morte, apresentando de um ângulo inusitado e ao mesmo tempo respeitando toda e qualquer crença. Simplesmente porque quando as almas vão tomar o chá e irem para ‘o outro lado’ sem arrependimentos, eles dizem ao ceifeiro que querem reencarnar como um certo alguém, procuram conforto em irem para o ‘paraíso’, querem conhecer o ‘outro mundo’. 

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Não existem crenças certas e erradas, as crenças estão ligadas as pessoas e não uma regra universal. E, mesmo que exista a reencarnação de fato, a alma pode ser a mesma, mas a pessoa não. Esse é um dos detalhes que foram sendo desenvolvidos desdo início, somos pessoas diferentes em cada vida porque a vida é diferente. Isso faz muito sentido! O que nos leva a outra coisa, a vida que estamos vivendo é única. São esses tipos de questões que Goblin traz, e exige de nós reflexão. 

“Toda vida é tocada por uma divindade pelo menos uma vez.”

Eu não falei nem um terço do que eu queria, muitas vezes tive que me policiar com os spoilers, mas espero de coração ter despertado a vontade de assistir o drama em vocês. Não vou dizer que é perfeito, tem uma cena que me incomoda muito por ela ter tudo para ser um ponto alto só que depois de 2 segundos fiquei bem decepcionada com a atuação. Fora isso, eu acho que é uma excelente porta de entrada para esse mágico mundo. Se vocês não entenderam, irei reforçar, deixem preparados os lenços. Até o coração mais frio tende a soluçar. 

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“Cada momento que eu passei com você brilhava.

Porque o tempo estava bom,

Porque o tempo estava ruim,

E porque o tempo estava bom o suficiente.

Adorei cada momento.”

Beijos, May.

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3 thoughts on “Goblin: The Lonely and Great God”

  1. Assisti o drama há uns 2 meses, mas só agora vi esta resenha… amei a resenha, e chorei desconsolada em várias cenas… dorama mais amorzinho de todos os tempos ❤
    Só fiquei curiosa sobre qual seria a cena que causou essa decepção…
    A única coisa que me incomodou um pouco foi sobre a vida eterna do Goblin… achei que faltou finalização… mas a série é tão maravilhosa que deixo passar rsrs.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Lorenna! Eu nunca soube responder qual era meu drama favorito antes de Goblin, agora eu não tenho dúvidas. Eu chorei com 15 min no primeiro episódio!

      Sobre a cena: lembra quando a rainha e o rei estão discutindo, e a câmera gira e troca os atores pelos do tempo atual? Nossa, quando troca a atuação fica uma merda!

      Eu sempre acho os dramas com finais vagos, praticamente todos os que assisti são assim…

      Beijos e muito obrigada pela sua visita!

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      1. Sim.. e o dilema do anel achei meio sem sentido/desnecessário… a diferença dos atores no passado e presente é meio chatinha também… achei que não combinou nada kkkkk.
        Mas a história é linda, e concordo com você: poucos dramas possuem um final bem feito, certinho.
        Obrigada pela atenção e parabéns por escrever tão bem rs. Bjss.

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