Entrevistas

Entrevista com Lucy Vargas, autora de O refúgio do marquês

Olá, leitores!

Vocês já leram a resenha de O refúgio do marquês? Corre lá agora ou depois de ler a entrevista com a autora do livro, Lucy ‘Diva’ Vargas. Na verdade, fica aqui que eu tenho certeza que vocês irão querer ler não só a resenha, mas todos os livros dela também. Estou falando sério, nada de exagero!

A questão é que eu tenho uma satisfação enorme de dizer a vocês que, sim, tem muito autor nacional que não perde para os gringos, alguns conseguem ser muito mais incríveis. Afinal, talento de verdade não tem nacionalidade. Entretanto, por que sempre tendemos a valorizar mais o escritor internacional?

Lucy Vargas é a prova que, independente de ser brasileira, americana ou francesa, qualidade não tem selo de made in X. Seus livros são maravilhosos, seus personagens cativantes, seus vilões aterrorizantes e suas estórias são lindas e bem desenvolvidas. O melhor de tudo, ela é muito bem reconhecida por seu trabalho.

Lucy escreve romances contemporâneos e de época, como Cartas do Passado e As Cartas da Condessa. A sua Série Ward, best-seller da Amazon, iTunes, Kobo e Google Play, vendeu mais de 27 mil e-books. E a levou a ser autora revelação do iTunes. E a primeira autora brasileira convidada pelo Google a publicar seus livros independentes na Play Store. Onde ficou semanas em #1 e #2 lugares e entrou para os Melhores do Ano de 2015. Lucy é a primeira autora independente e brasileira a chegar as listas de mais vendidos de todas essas livrarias online.

Site da autora

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A ENTREVISTA

1. Primeiro de tudo, eu sou super super super sua fã, louca de pedra, que dá faniquitos e ordena os amigos a lerem os seus livros. Se um dia eu quisesse escrever um livro, você seria a minha maior inspiração! Quais os autores e as pessoas que te inspiraram a escrever, que deram aquela força e te ajudaram a seguir em frente?

Olha, eu que comecei a entrevista tendo faniquitos! Estou super feliz e honrada em saber que você gosta do meu trabalho e que considera bom o suficiente para ser uma inspiração. Muito obrigada por me contar! Sobre os autores, toda vez que me perguntam isso eu fico pensando: Ai, Deus! Vou esquecer fulano, vou esquecer cicrano. Mas releva, vou focar em alguns:

Agatha Christie (onde comecei a paixão pelo suspense);

J.K. Rowling (por motivos de, me criou desde garotinha hahaha);

Anne Rice (cria dela também, a forma como ela escreve me inspira);

Catherine Archer, Linda Madl, Elizabeth Thornton, Wendy Burge, Patricia Grasso (e mais algumas autoras fantásticas que na minha adolescência foram meu norte para saber para onde eu queria ir na caminho para ser uma autora de romance de época);

J.R. Ward (além de ser fantástica, ela dá aquelas dicas direto ao ponto para um autor);

[Pequenos surtos aqui, J.R. Ward é a mulher da minha vida!]

Caroline Nabuco (eu lembro até hoje de quando era novinha, li o romance dela e pensei: Nossa! Isso, eu gosto disso, mas faria do jeito tal, preciso escrever mais).

E sobre as pessoas: Primeiro de tudo, minha mãe. Sem ela eu jamais teria conseguido seguir como autora. E titia, que já faleceu, mas desde que eu era um bebê, eu a via ler o tempo todo e inspirou minha paixão por leitura.

2. Na primeira semana de janeiro, publicamos um post para inspirar as pessoas a escreverem seus próprios livros. Como você já passou por esse percurso várias vezes, qual seria sua dica para quem quer começar a jornada de escritor?

Gostei da iniciativa, tenho certeza que há pessoas por aí precisando de uma mãozinha para transformar imaginação em livros. Olha, eu sempre procuro dizer as pessoas para não desistirem e perseguirem o que querem. Eu passo por muitas etapas dentro de um livro, desde animação a total desânimo. E sei de muitas pessoas que ao atingirem o desânimo e desacreditarem o seu próprio trabalho, param de escrever. Então, não façam isso. Pois é ao continuar indo nos momentos mais difíceis que você adquire sua força como escritor. E pelo que vejo muitos autores maravilhosos falaram dos seus processos de escrita, alguns dos seus melhores livros foram escritos em momentos e situações adversas. Portanto, simplesmente continue. Não importa o objetivo que você tem para o livro, seja para publicar, guardar, etc. Páginas brancas não podem ser editadas, páginas escritas sempre podem ser transformadas. Autores terminam livros. É isso que eles fazem.

3. Você tem séries contemporâneas e de época, de CEOS a duques, alguns poderiam dizer que o amor é a mesma coisa não importa a época. Apesar de eu ser uma grande fã dos seus romances de época, eu tenho que perguntar: o que você mais gosta de escrever? 

Eu amo escrever romances de época, é o meu natural. Sempre foi o gênero que escrevi com mais facilidade. Teve livros que foram tão naturais que eu nem precisei armar todo o projeto dele. No entanto, eu sou dessas que me apaixono por ideias e meu momento muda as coisas. Tem hora que eu só quero escrever um contemporâneo, nada de títulos, quero colocar as modernidades todas para jogo e criar algo que só caberia no momento atual da história.

4. Como faço parte do seu grupo de leitores, no Facebook, li uma postagem sua sobre a pirataria da sua série Ward, que tem 30 mil e-books vendidos, publicada de forma independente. Qual foi o momento que você descobriu que seus livros estavam sendo pirateados e como você reagiu a isso, e como você lida com isso hoje? Afinal, é um trabalho, seu trabalho, e ser autor nacional não é fácil. 

Eu sei da pirataria desde o começo, quando o primeiro livro da série foi publicado, no mesmo dia alguém já tinha pirateado. Isso foi 2014. Eu via as pessoas ainda tentarem manter isso para elas. Pirataria sempre teve, mas eu acho que ultimamente saiu do controle. Não se trata mais de ler um livro, gostar e pronto. As pessoas perderam completamente a noção de certo e errado. Elas ficam orgulhosas, ostentando a pirataria. Eu vejo posts de pessoas tentando justificar o injustificável. E sempre penso: aquele livro é o trabalho de alguém. Você simplesmente não rouba o trabalho das pessoas e distribui por aí sem o consentimento dela. É errado. Não importa se fulano fez. É algo relacionado a caráter. Pirataria é crime. Eu não consigo entender como pessoas que leem tanto, dedicam horas a leitura e pra mim leitura sempre é cultura, conseguem não enxergar o autor como uma pessoa que produziu aquele livro.

Acho que no momento, eu fico abismada. Sem saber o que dizer. Porque não é só pegar um livro e ler, a falta de respeito chegou a níveis absurdos. Ao ponto de pessoas pegarem o livro do autor e voltar para avisar a ele e rir da sua cara. Aconteceu comigo. Eu também não acho que alguém esteja fazendo um favor por ler um livro de alguém, eu vejo como algo compartilhado entre um autor e um leitor. Não é unilateral, sabe? Sempre sinto que entreguei parte de mim ao terminar um livro e o leitor está dando uma parte dele ao ler e viver a história. Então se você odeia o autor, ri da cara dele, desrespeita o trabalho dele, ameaça o autor; como você pode gostar das histórias dele? Eu não conseguiria. E vice-versa.

Ser autor é bem difícil, mas nenhum trabalho é fácil, então se todos pudessem se respeitar, acho que já resolveria muito do problema.

5. Última pergunta, mas não menos importante: como você imagina sua vida daqui 5 anos? 

Uma loucura, mana! Porque minha vida está sempre assim. Mas falando do meu lado autora, eu espero ter conseguido escrever todos os livros que estão na fila nesse momento. E as histórias surpresas que pintam. Espero ter alcançado mais leitores e tido a chance de conhecer vários deles. Porque a energia desses momentos é fantástica. Espero conseguir mais foco para continuar escrevendo e que a inspiração esteja boa. E que mais pessoas tenham se interessado pela leitura e outras mais passem a enxergar melhor a literatura nacional. E quem sabe isso ajude as pessoas a lerem mais.

Bjuux

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A AUTORA

SAMSUNG CSCLucy Vargas é uma jornalista e escritora carioca com vários livros publicados. Sua paixão pela escrita começou cedo, quando assistiu a primeira novela da vida, odiou e reescreveu tudo. Desde então nunca mais parou e escreveu todo tipo de história que lhe agradasse.

Autora bestseller da Amazon e do iTunes, O refúgio do marquês é seu primeiro romance publicado pela Editora Charme e, devido ao sucesso, o livro se tornou uma série: Os Prestons

Site da autora | Fan Page | Grupo no Facebook

Gostaria de agradecer à Lucy por ter participado dessa entrevista, amei cada resposta. Espero que vocês tenham gostado, que conheçam os livros dela. Dê uma chance, se você não conhece, tem romance para todos os gostos. Eu vou explorar os romances contemporâneos da escritora, li só um, e estou tão ansiosa para o lançamento de Um acordo de cavalheiros, que será lançado pelo selo Bertrand Brasil, da Editora Record (!).

Beijos, May.

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8 thoughts on “Entrevista com Lucy Vargas, autora de O refúgio do marquês”

  1. Já tinha lido uma resenha de um livro dela, e pela primeira vez me interessei por um romance de época.
    Agora que li a entrevista então…
    Adoro isso de não limitar certos tipos de histórias a uma determinada nacionalidade
    Parabéns pela entrevista!
    Ps. Passar Carnaval retornar a operação comprar os desejados do skoob.

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  2. Verdade o que você disse May, a maioria de nós, leitores brasileiros temos um preconceito com os autores nacionais. Olhando pra minha estante, tenho mais livros de literatura estrangeira, do que nacional. Li a resenha do livro da Lucy, e gostei, e mais ainda da entrevista, muito bem elaboradas as respostas dela, nos mostra que é uma autora bem madura.
    Já me ganhou na resenha, e quando li a entrevista, que ela reescreveu a novela, porque não gostou da versão original, minha reação, foi : “kkkkkk que incrível”.

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