Livros, Traduções

Tradução livre: A biblioteca mais cara do mundo? A Capela de Livros abre as portas para a elite russa

Cobrando cerca de £100 (c. R$ 384,00) por visita à sua cara coleção, não está claro se essa é uma biblioteca de verdade ou apenas um lugar novelesco para russos abastados se reunirem.

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Tapeçarias, poltronas de couro, candelabros, esculturas de madeira e imagens de apóstolos: a Capela de Livros, uma biblioteca recentemente construída, de estilo gótico, no centro de São Petersburgo, está repleta de luxos que você poderia esperar encontrar num antigo ateneu — e um preço de etiqueta à altura.

 

Para curtir a coleção e atmosfera da biblioteca, você tem de pagar um ingresso de pouco menos de 100 libras esterlinas por uma sessão de leitura de quatro horas — uma experiência notoriamente diferente da que os leitores de livre acesso têm nas bibliotecas públicas da Rússia.

A inusitada coleção de 5.000 livros da Capela de Livros é composta inteiramente de obras publicada pela editora baseada em São Petersburgo, Alfaret — que também é a proprietária e iniciadora do projeto. Os livros individuais têm um preço médio entre 30.000 e 50.000 rublos (moeda russa, variando entre R$ 1.500 e R$ 2.600). Todos os livros datam entre os séculos XVI e XIX e estão dispostos em salas temáticas com nomes incluindo Livros de Guerra e Livros de Viagem. O mote do lugar é a frase de Jorge Luis Borges: “Sempre imaginei o paraíso como uma biblioteca”.

Embora não seja a única biblioteca no mundo a cobrar pela entrada — a Biblioteca de Londres cobra entre R$ 970 e R$ 1.900 por uma assinatura anual (e mais de R$ 84.000 por uma assinatura vitalícia), enquanto a assinatura vitalícia da Biblioteca do Pórtico em Manchester fica em R$ 17.800 (com desconto de R$ 12.500 para pessoas acima dos 60 anos) — a Capela de Livros é comparativamente exorbitante. Seu cartão anual “Apóstolo do Livro” chega a custar R$ 12.300, enquanto o “Apóstolo do Livro do Padre”, que é uma assinatura vitalícia, pode custar mais de R$ 260.500.

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Khoteshova disse que a biblioteca, inaugurada em dezembro, é mais usada por colecionadores de livros, historiadores e cientistas — bem como executivos, que desejam se reunir em um espaço silencioso que também serve como uma mudança exótica de suas tocas.

Quando perguntada como acadêmicos, que ganham menos que o salário médio per capita na Rússia, podem pagar um ingresso tão caro, ela disse: “Alguns dos jovens profissionais que se graduaram recentemente das universidades e estão iniciando pesquisas sérias não seriam capazes de bancar uma assinatura, nós entendemos isso. Mas acadêmicos, professores, profissionais que lideram e criam transmissão histórica frequentemente se tornam compradores dos nossos livros”.

Alguns dos itens mais caros da biblioteca incluem fac-símiles de atlas manuscritos das principais províncias do Império Russo em 1760, assim como uma edição completa das pré-revolucionárias revistas Russian Niva, que são muito procuradas por colecionadores e caçadas por colecionadores particulares ao redor do mundo.

Fundada em 2006, a Editora Alfaret publica principalmente livros de história russa e ocidental e livros de arte em edições luxuosas de mais ou menos 100 cópias, bem como títulos impressos por encomenda; o tipo de livro que apenas aqueles mais interessados em poder do que em cultura procuram, com o propósito de ostentar.

“A Capela de Livros não é uma biblioteca tradicional nesse sentido, e não é um museu, muito embora elementos de museus sejam apresentados. Também não é uma livraria, muito embora seja possível comprar livros aqui. É uma nova forma de as pessoas se comunicarem com livros raros”, disse Khoteshova. No entanto, enquanto a Capela de Livros proclama que seu mote é a visão paradisíaca de Borges, o espaço parece ser menos uma biblioteca e mais algo como uma exposição de luxo.

Este artigo foi publicado originalmente em inglês, por Paula Erizanu, no The Guardian. Confira na íntegra aqui. Caso queira visitar o site da biblioteca Capela de Livros, clique aqui. Fonte das imagens: capellabook.ru

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