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Bloco dos Contagiantes

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Olá, Carnavalesco!

Para aproveitar esse climão de festas sapucaísticas, decidi pôr o Bloco dos Contagiantes para sambar na cara do tédio e apresentar a você 10 livros que podem ser lidos nesse feriado maroto que a gente tanto adora desprezar — mas na verdade ama!

Sinta-se à vontade para fazer suas próprias sugestões nos comentários e compartilhar com a gente as melhores dicas para quem não está muito a fim de cair de boca na Sapucaí, mas que não dispensa uma boa diversão. Combinado? Então, vamos lá!

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Eu poderia dar inúmeras sugestões nessa categoria, já que a Porta-Bandeira é sempre uma mulher forte, importante, bonita e (quiçá) feminista. Mas, para esse clima de carnaval, vou sugerir a você o ‘Leviatã: a missão secreta’, do Scott Westerfeld. Nele, temos Deryn Sharp, uma jovem destemida que luta contra o preconceito para realizar seu sonho. É uma história no mais alto nível Steampunk, e a personagem de Sharp com certeza é uma Porta-Bandeira de tudo aquilo que acredita que deve ser mudado para o mundo se tornar mais igual. É uma leitura imperdível, vai por mim!

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Contra minha própria vontade, vou sugerir aqui nada menos que qualquer livro da ‘Saga Crepúsculo’, da Stephenie Meyer. É, eu sei, estou perdendo o juízo, né? Mas você há de convir que a Bella Swan é uma micareta pura, e não consegue se decidir se acasala com morcegos ou lobos. Só faltou nessa saga o morcego e o lobo ficarem juntos, porque seria bem inusitado esse fim, mas, no geral, todo mundo pega todo mundo (okay, eu exagero).

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Vou ter de sugerir para esta categoria o ‘A culpa é das estrelas’, do esquecido John Green. Você com certeza deve gostar desse livro ou conhecer alguém que gosta desse livro ou conhecer alguém que conhece alguém que gosta desse livro. É tipo no Trio-Elétrico: você pode até não gostar da música que está tocando, mas vai no embalo, porque né, fazer o quê?

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Tipo, tem uma expressão para isso em inglês, que é comfort food, e, muito embora seja usada para comida, ela também se aplica a coisas que te inspiram algo mais aconchegante, caseiro. Por isso, minha sugestão é ‘A metamorfose’, do Franz Kafka, cujo protagonista fica dentro do quatro o livro inteiro. Se existe algo mais caseiro do que o sossego do nosso próprio quarto, então, devo estar precipitado. É certo que a metamorfose pela qual passa o protagonista não é lá muito tranquilizante, mas a gente releva mesmo assim.

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Devo indicar ‘Incidente em Antares’, do Érico Veríssimo. Quando converso com alguém sobre esse livro, costumo chamá-lo de The Walking Dead Tupiniquim, porque a premissa caminha bastante para esse lado. Basicamente, os coveiros entraram em greve na cidade de Antares, e, portanto, pararam de enterrar os mortos, que, por sua vez, empestearam a cidade com um fedor pútrido de carne em decomposição. Você sabe do que eu tô falando. Cansados dessa humilhação pública, os mortos resolvem voltar à vida para protestar contra tamanho descaso em relação ao enterro dos corpos. É um ótimo livro, gente, sério mesmo. Recomendo.

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Eu pensei um tempinho até encontrar algo que se encaixasse nessa categoria, mas, quando achei, soube que tinha feito a escolha certa. Meu candidato ao Bloco das Piranhas é o Drew, personagem de ‘Mar da tranquilidade’, da Katja Millay. Ele sai atirando para todos os lados. Se colar, colou. Além de ser um personagem divertidíssimo, ele leva o conceito de piranha a outro nível (pelo fato, principalmente, de este conceito também se aplicar a um homem, porque né, estamos em 2017!).

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Deixo uma sugestão de um autor local. Estou falando de ‘A rainha de maio’, do Jan Santos. O livro já foi resenhado aqui no blog e fizemos até uma entrevista com o autor. É uma ótima pedida se você, assim como eu, curte umas ambientações mais místicas envolvendo o imaginário simbólico de determinado povo. Vale conferir.

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Definitivamente preciso sugerir ‘One man guy’, do Michael Barakiva. Além de o livro contar uma história fofinha, também está recheado com a culinária armênia. Não satisfeito, o autor ainda anexou ao livro a receita de um dos pratos mais preparados durante a história. É impossível não ficar com água na boca com as descrições feitas. Vai por mim, você vai até querer pagar de cozinheiro depois de terminar o livro.

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Sugiro ‘Agência de investigações holísticas Dirk Gently’, do Douglas Adams. Por quê? Porque a história tem uma junção perfeita entre o sombrio e o cômico, entre o suspense e o romance. É perfeito para apreciar em dias chuvosos, porque a narrativa é um agrado para a mente, indicada mais que tudo para um dia pós-folia.

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Indico sem medo de errar ‘Jonathan Strange & Mr. Norrell’, da Susanna Clarke. Eventualmente, conversaremos mais a fundo sobre esse livro, numa futura resenha, mas entenda! Esse livro é muito foda. É um desfile das campeãs fácil. A história gira em torno de Mr. Norrell, que quer trazer a magia de volta a uma Inglaterra no passado desprovida de essência mágica, e Jonathan Strange, seu aprendiz. O livro demorou 10 anos para ser escrito, por isso, acreditem quando eu digo: ele é perfeito. Quem tiver oportunidade, cace esse livro e o aprisione para si. É uma leitura muito, muito linda, fantástica e fecha com chave de ouro a proposta do Bloco dos Contagiantes.

———

Bem, isso é tudo por hoje. Você já sabe, né? Se beber, não dirija! Se transar, use camisinha! Se ler o post, comente! Agora, queiram me dar licença, que eu vou bem ali curtir meu desfile de livros, porque não existe Sapucaí mais bonita do que minha estante.

Há braços.

Vlaxio.

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3 comentários em “Bloco dos Contagiantes”

  1. Ri horrores com esse texto!
    Morta com a Micareta e o Trio Elétrico.
    Minha leitura estava pausada, peguei meu livro para ler agora.
    Gosto de Carnaval (apenas Daniela Mercury) 4 dias atrás do trio rs, mas esse ano fiz algo diferente e viajei para Recife.
    Passei tantas horas viajando de ônibus que quase terminei minha leitura. Graças a Deus trouxe outro na sacola para a volta.
    Bom Carnaval e boa leitura!
    Abraços!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Morri com o seu comentário sobre a Bella. Kkkkkkk
    Muito boas indicações. Mas você me deixou bem ansiosa, espero que a resenha sobre “a campeã” não demore, pois eu já estou aguardando rs.
    Bom, quanto ao que eu estou lendo… Hoje terminei de ler ” Bela distração”, da Jamie McGuire, que é o primeiro spin-off, da série “Belo desastre”, não gostei muito dos três primeiros livros, mas esse, uau! Me lembrou um pouquinho, beeeem pouquinho, os livros da Julia Quinn, pelo fato de ser voltado ao público new adult, mas é bem, beeeem mais explícito, tudo, as vezes, até me incomodava tantos detalhes. Mas, super recomendo.

    Curtido por 1 pessoa

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