Resenhas

|Especial Quarteto Smythe-Smith| Simplesmente o paraíso, de Julia Quin

Olá, leitores!

Eu estou feliz e agradecida por poder fazer essa resenha para vocês, a primeira do nosso Especial Quarteto Smythe-Smith. Gente, o livro é tão bom e ao mesmo tempo nada demais. Eu fiquei arrebatada ao terminar, precisei dar duas voltinhas no quarto e esparecer. Fechei o livro e pensei, como posso ter gostando tanto de algo tão simples? Espero que consiga explicar o que me conquistou e me fez tomar gosto pela série logo no primeiro livro.

A série Quarteto Smythe-Smith começa com uma maravilhosa surpresa, Simplesmente o paraíso se passa em 1824 — o mesmo ano em que Colin finalmente enxergou a Penelope (volume 4 da série Os Bridgertons). As festas, as pessoas e até a cor da moda serão as mesmas, mas teremos uma história de amor bonita, porém distante dos nossos amados personagens, ainda que no mesmo círculo. Afinal, todos fomos aterrorizados durante vários livros com os abomináveis concertos das Smythe-Smiths!

61zk2bexvtmlTítulo: Simplesmente o paraíso (Quarteto Smythe-Smith; 1)

Autor: Julia Quinn

Editora: Arqueiro

Páginas: 266

Ano: 2017

Adicionar: Skoob

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Marcus não conseguiria de modo algum descrever o som produzido pelos quatro instrumentos na sala de ensaio das Smythe-Smiths. Não sabia nem se havia palavras para descrevê-lo, ao menos não de forma educada. Abominava a ideia de chamar aquilo de música; na verdade, era mais uma tortura do que qualquer outra coisa.

— Marcus

É de conhecimento geral que o concerto anual dos Smythe-Smith, ou centro de tortura da nobreza, é o evento que ninguém quer comparecer, mas que se deve sempre aceitar o convite. Os acentos no final da sala são os mais concorridos e os da frente são para a família e os solidários com as pobres damas. Não há desculpas suficientemente fortes para escapar. Talvez uma doença contagiosa de morte rápida e dolorosa?

— Está dizendo que sabe que vocês… ahn, quero dizer…

— Que somos péssimas? É claro que sei. Achou que eu fosse idiota? Ou surda?

— Marcus e Honoria

Honoria Smythe-Smith é devotada a sua família e suas tradições, ela ama ensaiar com suas primas e durante o concerto sempre é a que está com um grande sorriso. Sim, ela sabe que elas são terríveis, mas isso não faz ela querer se atirar pela janela ou arrastar o primeiro pobre coitado para o altar. Honoria é a filha mais nova do seu ramo com uma grande diferença de idade dos outros irmãos, pelo menos 6 anos de Daniel, o segundo mais novo, ao qual Honoria sempre nutriu um afeto exacerbado. Quando Daniel voltava da escola, Honoria iria grudar nele e querer participar de tudo. Que menino iria querer a irmã mais nova, apelidada carinhosamente de carrapato, colada nele o tempo todo?

— Você seria perfeito demais se não fosse tímido.

— Honoria

Marcus Holroyd teve uma educação típica, pais distantes e nenhum amigo na infância para brincar até que, felizmente, o pai o enviou para o colégio interno. Mesmo que ele não conseguisse interagir com os outros meninos, teve muita sorte de ter como companheiro o extrovertido Daniel Smythe-Smith. Um convite para o fim de semana, outro para as férias de verão e mais um para o feriado levaram Marcus a passar mais tempo com os Smythe-Smiths do que com a própria família. Apesar de retraído, ele sempre adorou a loucura daquela família barulhenta.

— Ela o odeia. Agora você é oficialmente um membro da família.

— Daniel para Marcus

E ele foi, até que Daniel precisou fugir do país — não cabendo a mim dizer o porquê, vocês têm que descobrir sozinhos. No momento da sua partida, Daniel implorou para Marcus não deixar que Honoria se casasse com qualquer imbecil. Marcus preso ao momento aceitou, e assim começou a espantar qualquer pretendente inadequado de forma silenciosa. Se ela soubesse que ele estava fazendo aquilo, capaz de esganá-lo e depois procurar Daniel pela Itália para fazer o mesmo.

Ela o amava. Sempre o amaria. Isso fazia tanto sentido… Quem não amaria Marcus Holroyd?

— Honoria

Honoria não era apaixonada por Marcus aos 6 anos e nem mesmo durante os 15 anos seguintes, mas tinha uma verdadeira afeição por ele. E, mesmo que fizesse tudo o que a pequena manipuladorazinha quisesse só por ela olhá-lo com grandes olhos de cachorrinho, nem Marcus era apaixonado por ela. Ele sempre sentiu carinho e até um conforto de ser ele, e não o homem severo que aparentava,  com ela.

E também para Paul, embora, quando o consultei para saber como salvar meu herói enfermo, ele tenha respondido: “Não tem jeito, ele vai morrer.”

— Julia Quinn, agradecimentos ao marido

A situação mais importante para unir nosso casal é o momento de enfermidade de Marcus, que é tudo culpa de Honoria. Ele quase morre porque ela escavou um buraco de toupeira para fingir um acidente e colocar suas guarras em Gregory Bridgerton! Bem, é meio que culpa dele também, ninguém mandou ele ficar espionando ela, pisar no buraco duas vezes e torcer o pé, não conseguir andar e ter de esperar na chuva por horas e depois ter sua bota cortada por seu valete, que lhe deu um corte de 10 centímetros na perna. Corte esse que infeccionou e quase levou a morte o homem dos meus sonhos.

— Você precisa melhorar — sussurrou Honoria. — Não sei o que farei se você não melhorar. — Então, tão baixinho que ele mal a escutou, acrescentou: — Talvez você seja o meu porto seguro.

— Honoria

Marcus não tem nenhuma família, Honoria, sabendo disso e se sentindo culpada, enfia a mãe em uma carruaje e segue para a mansão dele. Esse momento — ela sem saber o que de fato fazer para ajudá-lo, a insegurança da recuperação, a aflição ao ouvir os gritos de dor—, colaborou para eu acreditar que, apesar de anos sendo próximos, os dois poderiam se apaixonar e serem muito felizes de verdade. Fora que, mesmo as pessoas não captando o seu senso de humor, Marcus consegue rir e contar piadas até no leito de morte.

Tudo nela era encantador. Talvez devesse ter pensado em outro modo, mais poético, de descrevê-la, porém às vezes as palavras mais simples são as mais sinceras.

Honoria era encantadora. E Marcus ansiava por ela.

— Marcus

Marcus se recupera e tem uma lista de afazeres: cortejar Honoria, mesmo que não tenha a mínima ideia de como fazer isso; esperar Daniel retornar para pedir a mão dela em casamento; e, procurar o momento certo para declarar seu amor. Voltemos para a ‘mínima ideia de como cortejar uma dama’, ele não tem mesmo nenhuma. O deixa completamente inseguro e desconfortável fazer isso, e Honoria anda estranha com ele. Flores? Qualquer pessoa gosta de flores. Até ele gosta. Mas se ela o rejeitar? É melhor cortejá-la em público… Muitas coisas passam pela cabeça de Marcus e a de Honoria fervilha, mas no final vai dar tudo certo. Tudo os leva no caminho de um belo e doce final feliz digno de Julia Quinn.

Até mais e espero que tenham gostado!

Beijos, May.

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3 thoughts on “|Especial Quarteto Smythe-Smith| Simplesmente o paraíso, de Julia Quin”

  1. Esses livros da Julia Quinn não possuem limites de beleza não?!
    Todos lindíssimos!
    Pelo que vejo tem uma certa pessoa aqui que é fã mesmo em?!
    Vou parar de enrolar e vou comprar algo dela para começar a ler. Hora de colocar a mão na massa e entrar no universo dos romances de época.
    Abraços!
    Ps. A Editora Arqueiro é maravilhosa e vejo que estão investido nesse estilo de livros. Ótimo!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ahhh Samy, ela é maravilhosa! Esteve em Manaus em 2015, cuidei da sessão de autógrafos dela e pude conhecê-la, foi inacreditável. Super mãezona, divertida e amável. Peguei mais gosto pelos livros dela depois de conhecê-la ❤

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