Resenhas

|Especial Quarteto Smythe-Smith| Uma noite como esta, de Julia Quin

Olá, leitores!

Vamos, finalmente, dar continuidade para o especial deste mês. Eu fiquei meio displicente com as resenhas, mas aí comecei a pensar o quanto eu queria falar do Hugh para vocês e, para isso, preciso que vocês conheçam Daniel Smythe-Smith e a idiotice que marcou tanto a vida dele quanto a de Hugh e de diversas pessoas em torno dos dois. Preparados?

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Lembram de eu dizer, na resenha de Simplesmente o paraíso, que é quase impossível escapar do Quarteto Smythe-Smith? Morte ou casamento são as únicas maneiras, mas lady Sarah Pleinsworth conseguiu se safar do recital de 1824 com uma doença um tanto misteriosa. Difícil saber se foi tontura ou dor de estômago. Em compensação, ela jogou a pobre governanta de suas irmãs mais novas na fogueira, Srta. Anne Wynter, que curiosamente toca piano e era a única opção viável.

umanoitecomoesta_capawebTítulo: Uma noite como esta (Quarteto Smythe-Smith; 2)

Autor: Julia Quinn

Editora: Arqueiro

Páginas: 267

Ano: 2017

Adicionar: Skoob

Comprar: Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino*

Anne é uma mulher misteriosa que, obviamente, não é quem diz ser e estremece de medo com a própria sombra. Ela é a governanta das três endiabradas mais novas Pleinsworth, Herriet, a dramaturga; Elizabeth, apesar de sua veia cruel, a mais normal entre elas; e, Frances, que sempre está a contestar o status de não-existência dos unicórnios. As três meninas são hilárias e Anne as adora. De fato, esse é o melhor trabalho que ela já teve, não é entendiante e não precisa se preocupar que seu empregador vá invadir seu quarto no meio da noite. Anne guarda sua verdadeira identidade e seus segredos a sete chaves, mas assim que o carismático, encantador e engraçado lorde Winstead, Daniel Smythe-Smith, começa a entrar em sua vida as coisas mudam drasticamente.

E, naquele momento, Daniel soube.

Alguém a magoara. Anne Wynter sabia o que significava estar à mercê de alguém mais forte e poderoso.

Eu não sei como eu poderia expor o Daniel da forma que normalmente faço nas resenhas. É impossível ser imparcial com ele, ainda mais depois de ter lido o livro seguinte a este. Daniel passou três anos fugindo pela Europa depois de um tolo duelo com seu amigo Hugh, a quem ele causou um grave ferimento na perna. Daniel passou esse tempo com tanto medo, sem poder confiar em alguém e um pouco paranoico. Sabe o que levou esses dois amigos a um duelo? Algumas regras sociais de merda entre os homens. Quando desafiado, ou aceita ou nunca mais coloca a cara na rua. E essa desgraça ocorreu por uma mistura de bebidas demais, um gênio matemático que nunca perde e um lorde ganhando não se sabe como. Como os dois arruinaram tanto suas vidas por um jogo tolo…

De fato, alguns momentos de idiotice podem marcar muito e arruinar uma vida inteira. Hugh quase morreu, ele sente dor em cada passo, mas isso não o impediu de tentar convencer o pai de deixar Daniel em paz e procurar o mesmo até a Itália. É neste momento  que eu comecei a me interessar pelo Hugh. Por que o pai dele caçaria Daniel por anos se não há muito amor paterno envolvido e Hugh não é seu herdeiro? Além disso, Hugh é um pouco louco, muito excêntrico e um verdadeiro gênio. Isso é algo para discutimos na próxima resenha, e até uma percepção diferente que o terceiro volume traz à luz acerca de Daniel.

Daniel retorna à Inglaterra no mesmo dia do concerto anual de sua família, segundo ele:

Nada era mais sinônimo de “lar” para um homem da família Smythe-Smith do que música mal tocada.

Escondido, ele observa que há uma mulher estranha ao piano, e ele tem quase certeza que não pertence à família (há muitas primas). Daniel tem aquela coisa, vocês sabem… aquele tal de ‘amor à primeira vista‘ com ela, mas Anne o pega olhando e gela de medo sem saber se ele sabe quem ela é ou não. Assim que descobre que Anne é governanta de suas primas, ele começa a usar a desculpa de visitar as primas para vê-la, para estar próximo dela. E quando boatos sobre Sarah fingir uma doença para não tocar se espalham, lady Pleinsworth decide levar Sarah para se “recuperar” e as filhas para a propriedade rural de seu amado sobrinho.

É em Whipple Hill que acontece um acidente misterioso. Aí fica a dúvida: é o pai de Hugh ainda procurando vingança ou Anne tem um inimigo que a quer morta? De certa forma, Anne e Daniel são muito parecidos. Uma noite como esta é um livro com mistérios a serem solucionados, podem até ser óbvios, mas dão um toque a mais na trama. Ah, não vamos deixar de fora que, durante esta estória, apreciaremos o desenvolvimento da brilhante obra de lady Harriet Pleinsworth intitulada Henrique VIII e o unicórnio do mal.

E durante todo aquele tempo, Daniel não conseguia parar de pensar em como gostaria de pegar a mão dela.

Só isso. Apenas a mão dela

Ele a levaria aos lábios e inclinaria a cabeça em uma saudação terna. E saberia que aquele beijo simples e cavalheiresco seria o começo de algo fantástico

Por isso teria sido o bastante. Porque seria uma promessa.

No início da leitura, achei que o Daniel seria um herói mediano e quem carregaria a atenção seria a Anne, mas ambos são interessantes. Anne por seus mistérios e Daniel por ser um bom homem. Gente, como eu odeio usar essa expressão: bom homem. Sempre fica parecendo que ele é melhor do que se espera de um ser do sexo masculino quando, na verdade, é nada mais do que deveria ser. O problema com o Daniel é que a situação dele com a Anne pode ser muito mal interpretada, um lorde e uma governanta. Lembram das regras veladas da sociedade? Elas têm seu jeito de se infiltrar em tudo sempre.

Entretanto, Daniel é uma pessoa magnífica, ele sempre está atento para que Anne saiba que seu interesse por ela envolve respeito. Nunca deixa que algumas piadas não fiquem esclarecidas, remói sua má conduta e se culpa por não conseguir se afastar dela, não porque ela não ‘serve’ para ele, mas por colocar em risco o trabalho que Anne tanto ama. E, diferente de muitos dos seus pares, para ele toda mulher deve receber respeito, independente de sua posição social, e ele não guarda sua opinião para si. Não adianta achar que algo não está certo se você finge que não está acontecendo, fecha os olhos e evita o conflito. Ele é bom, tem um coração enorme e ama Anne. Nem preciso esclarecer quão apaixonada eu fiquei por ele e isso só aumentou em A soma de todos os beijos.

É uma pena que eu não possa falar muito da Anne, ela é um mistério que vocês devem desvendar sozinhos.

Espero que vocês tenham gostado, até a próxima!

Beijos, May.

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8 thoughts on “|Especial Quarteto Smythe-Smith| Uma noite como esta, de Julia Quin”

  1. May, você leu meus pensamentos, ontem eu estava me lembrando que ainda não tinham postado resenha do livro 2.
    Estou louca de ansiedade, esperando meu box. 😍
    Amo mistério!

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  2. Se o objetivo é me fazer querer ler a Julia, pois bem, está conseguindo!
    Estou louca para comprar o Box.
    Mas ele vai ter que esperar um pouco, pois, quero muito comprar o box da Clarice Lispector.
    Ainda tem o de Desventuras em Série…
    Abraços!

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    1. Desventuras em Série está tãããããão caro que eu desisti do box, apesar de que é um luxo! Ainda não vi o da Clarice ou vi e não me lembro, mas nunca li nada dela. Quem sabe eu não invisto, todo mundo que leu gostou. Julia é uma questão de persistência e tentativas, ela tem livros muito bons e outro nem tanto… Esse é maravilhoso!

      Bjs

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      1. Sou fã da Clarice. Meu amor, minha diva maior!
        Só lhe digo uma coisa: LEIA!
        Comece por A Hora da Estrela ou então Felicidade Clandestina (que por sinal é o meu livro preferido de contos).
        Clarice tem um box da Saraiva (mas já tango todos os livros).
        Mas tem um outro com quatro livros intitulados de cabeceira. Os livros separadamente são faceiro de achar mas o box não é maia vendedido em livrarias. Achei uma pessoa vendendo lacrado. Então né…
        Coração de fã não aguenta ❤

        Curtido por 1 pessoa

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