Resenhas

|Especial Quarteto Smythe-Smith| A soma de todos os beijos, de Julia Quinn

Olá, leitores!

Hoje é a vez do Hugh!

Ahhhh… Hugh ❤

Gênio matemático, invencível nas cartas – até Daniel Smythe-Smith vencê-lo bêbado – e segundo filho do marquês de Ramsgate, não que este último seja algo a contar como mérito.

Ao terminar Uma noite como esta, resenha disponível aqui, já estava um pouco enamorada pelo Hugh, mas eu não estava preparada para como as pessoas o viam ou como o próprio se via. A soma de todos os beijos é um livro que vai mostrar as consequências das consequências de uma idiotice movida a álcool, por isso, nada mais do que o esperado que se inicie pelo tal momento assim como no livro anterior, tornando esses dois livros intimamente ligados. No prólogo você vê o ponto de vista do Daniel e no outro você vê o ponto de vista do Hugh. Você pode me perguntar se é extremamente necessário que se leia na ordem, eu posso dizer que não. Contudo, para receber o impacto total do que são Daniel e Hugh, você necessita ler na ordem. Para mim, Uma noite como esta e A soma de todos os beijos são um conjunto, eles existem juntos e formam uma bela estória.

61uw09hxc8l

Título: A soma de todos os beijos (Quarteto Smythe-Smith; 3)

Autor: Julia Quinn

Editora: Arqueiro

Páginas: 271

Ano: 2017

Adicionar: Skoob

Sinopse [com os meus acréscimos]:

“Situações hilariantes, personagens magníficos e diálogos de morrer de rir. Uma história linda que é pura diversão!” – Library Journal.

“Julia Quinn é famosa por sua escrita cativante e perspicaz. Suas tramas realistas mexem com nossos corações. Uma autora de referência, que serve de porta de entrada para os romances de época.” – NPR Books

Um brilhante matemático pode controlar tudo…

A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo [a pessoa quando é arrogante e não sabe perder]. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada [na qual sente uma dor absurda, medicando-se à base de uísque] e os olhares de reprovação de toda a sociedade [como se ele fosse um vilão de boletim barato]. Não que ele se importe com o que pensam dele [já basta ele ficar se julgado o tempo todo]. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo [Sarah incomoda muita gente…].

Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida [longe disso]

Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa” [de fato, os dois termos se encaixam perfeitamente]. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração [no, no, no, concordo com Iris, Sarah é egoísta]. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo [ela deixou bem claro mesmo, menos a parte dos 14 cavalheiros]. Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro [junto à Grande e Terrível Caravana da Aristocracia Britânica], eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões [okay, Sarah não é uma cabeça de vento e nem Hugh um destruidor de famílias]. E quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras [e é um final digno da Disney].

Comprar: Amazon| Saraiva | Submarino

Se tem algo em que A soma de todos os beijos se destaca de todos os livros que eu já li da Julia Quinn é como ela começa a explorar alguns temas diferentes, não tão diferentes assim, mas diferentes para ela… hum. Estou pensando se devo ou não acrescentá-los, mas acho que vale jogar umas pistas, algumas que dei até na resenha anterior, para interessá-los. Freddie é o irmão mais velho de Hugh e renegado pelo pai. Segue o seguinte trecho da página 18, que explica o porquê de tanto:

Freddie tinha 27 anos e ainda era solteiro. Hugh tinha esperança de que ele se casasse, mas sabia que nenhuma mulher no mundo atrairia sua atenção. Aceitava isso em relação ao irmão. Não compreendia, mas aceitava.

Está óbvio, mas fica à interpretação de vocês. É uma mistura disso e daquilo (a loucura) que levam lorde Ramsgate a caçar Daniel pela Europa.

O seguinte ponto diz respeito a um fato recorrente na infância do Hugh, algo que o levou a ter dificuldades para dormir. Ainda há a considerar que ele não consegue parar de pensar em números, talvez não parar de pensar em números antes de dormir seja seu mecanismo de defesa para o tal fato, e isso o seguiu para a vida adulta não só na hora de dormir, mas também em outros pontos.

O sono nunca viera fácil para Hugh Prentice. Quando era pequeno, isso acontecia porque ele ficava escutando. Não sabia por que o quarto das crianças em Ramsgate não ficava em algum canto distante, como em todas as outras casas em que já estivera. Mas não ficava, e isso significava que às vezes – e nunca quando estavam preparados (o que não era bem verdade, já que viviam na expectativa de que isso ocorresse) – Hugh e Freddie ouviam a mãe gritar.

[…]

Hugh também ouvira a voz do pai. Ele parecera zangado. E então rira.

Página 172/173

Este trecho também fica aberto para interpretações não tão claras.

Quando Hugh ouviu isso pela primeira vez, ele era ‘inocente’, não entendia o que acontecia à mãe. Ele foi compreender mais tarde, já traumatizado, o que ocorria. Isso provoca um certo horror no Hugh durante alguns momentos do livro, e um sentimento de nojo com uma pitada de ódio pelo pai. Claramente, o senso de honra de Hugh é muito elevado, a quantidade de respeito nunca deve ser pequena para com uma mulher, qualquer mulher.

Estes dois pontos são os que eu mais me interessei em destacar para vocês, sendo que eles me dizem quem é o Hugh. Nós somos feitos das nossas experiências vividas e do que fazemos com elas. Hugh é um gênio que não consegue dormir, que tem um irmão que ele ama (mesmo que não compreenda) e que o ama, um pai louco e doentio. Hugh é um homem que leva a honra a outro nível, que se sente muito culpado pelo exílio de Daniel e que não acha que mereça ser feliz. Ele merece, merece uma pessoa completamente oposta a ele, que vá chacoalhar seu mundo e virá-lo de pernas para o ar, que o faça perder as contas tanto quanto o faça feliz. Sarah Pleinsworth foi feita sob medida para ele, muito dramática, um pouco egoísta, direta demais, alegre e divertida como só uma pessoa com sangue Smythe-Smith pode ser.

imagem-destacada_especialqs-s3

Hugh dissera coisas… pequenas coisas, um comentário estranho aqui, outro ali, que ele certamente não esperava que se fixasse na memória de ninguém. Mas Sarah ouvira. E guardara. E concluíra que Hugh Prentice não era feliz. Pior ainda, não achava que merecia ser.

Sarah, p. 181

A premissa para os acontecimentos é bem simples. Marcus e Honoria, assim como Daniel e Anne, irão se casar com pouca diferença entre as duas cerimônias, a primeira ocorrerá em Fensmore e a segunda em Whipple Hill. Como é fora de temporada e mais fácil ir de um para o outro em vez de retornar para Londres, os aristocratas se juntaram para ir do ponto A ao B. O que formou a Grande e Terrível Caravana da Aristocracia Britânica, termo dado por Sarah e grafado desta maneira por Harriet. Durante a primeira parada, Honoria pede à Sarah que faça companhia ao Hugh para que assim ele se sinta mais à vontade, já que ele é o vilão dos vilões e ele pode se sentir excluído sentado no canto. Só que Honoria não sabe que Sarah já disse umas boas para Hugh algum tempo atrás sobre ele arruinar a sua vida e a de sua família, e que é melhor ele sumir da face da terra. E é durante esse tempo de babá, como Sarah prefere chamar, que os dois se apaixonam.

O livro é divertido, com diálogos sem nexo, enervantes e que nos fazem rir muito. A trupe Pleinsworth está em peso, Harriet está finalizando sua peça sobre Henrique XVIII, que passou de Henrique XVIII e o unicórnio do mal para A pastorinha, o unicórnio e Henrique XVIII (Sarah ainda não sabe cadê a tal pastorinha mesmo após ler o roteiro); Frances está feliz por ter Hugh para discutir a existência ou a não existência dos unicórnios, ele a leva muito a sério e sempre fica admirado com a perspicácia dela; e, Elizabeth, por incrível que pareça, ela é bem normal.

Eu estava com muita expectativa para este livro, ele não me decepcionou e até que me surpreendeu. Eu espero que vocês se apaixonem pelo Hugh tanto quanto eu ❤

Beijos, May.

Anúncios

3 thoughts on “|Especial Quarteto Smythe-Smith| A soma de todos os beijos, de Julia Quinn”

  1. Fiquei mais encantada ainda. Meu box chegou ontem, tão lindoooo. Estou louca para começar a ler, só que antes, tenho o “E viveram felizes para sempre”, que veio junto.
    As capa dos livros estão lindíssimas, eu gostei mais da verde rs
    Adorei a resenha, amo Julia Quinn. 😍

    Curtir

    1. E viveram felizes para sempre é muito lindo! Tenho uma proposta para te fazer, já que você chegou ao fim da série… Te mando no privado depois!

      Eu acho lindíssima a verde, mas a minha favorita é a d’Os mistérios de Sir Richard. Mesmo assim, você percebeu que as capas estão melhores do que da d’Os Bridgertons? Achei as cores mais vividas e, talvez, ter feito todas de uma vez tenha ajudado à editora a fazer um padrão bonito.

      Leia logo pra gente conversar!!!

      Beijos, May.

      Curtir

Gostou? Não gostou? Deixe seu comentário, vamos ficar muito felizes em respondê-lo!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s