Resenhas

|Especial Quarteto Smythe-Smith| Os mistérios de sir Richard, de Julia Quinn

Queridos leitores,

Chegamos ao último livro do Quarteto Smythe-Smith e a reta final do nosso especial da série, talvez não a última postagem sobre o assunto, já que eu ainda estou elaborando uma postagem sobre a série como um todo e mexendo os pauzinhos para descolar um sorteio para vocês ou algo assim. Se eu irei conseguir ou não, é um mistério tal qual o livro de hoje. Um bom segredo sempre dá um sabor a mais em uma boa estória, vocês não acham? Pois eu adoro a antecipação, criar teorias e, se couber, imaginar várias soluções. Parece até um jogo divertido, mas não é bem assim para os envolvidos.

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Título: Os mistérios de sir Richard (Quarteto Smythe-Smith; 4)

Autor: Julia Quinn

Editora: Arqueiro

Páginas: 280

Ano: 2017

Adicionar: Skoob

Comprar: Amazon | Saraiva | Submarino

Nossa estória de hoje começa na primavera de 1825, durante mais uma apresentação hedionda do Quarteto Smythe-Smith, claro. Iris Smythe-Smith, do lado da família conhecido como O Buquê Smythe-Smith, mais uma vez se esconde atrás de seu violoncelo, desesperada que acabe logo aquela tortura. Por incrível que pareça, ela é talentosa, mas ninguém conseguiria ouvi-la debaixo daquela cacofonia. Muitas vezes ela se questionou sobre adoção. Se só Dayse, sua amada e sem noção irmã, parasse de andar de um lado para o outro tocando seu violino como se estivesse encarnado a música só que não, seria mais fácil de aguentar.

— Tão habilidosas… — cantarolava a mãe de Iris, ano após ano. — Tão serenas…

“Tão cega…” era a resposta que Iris guardava para si mesma. “Tão surda…”

Iris é irônica, um pouco pessimista, nem um pouco otimista, embora diga que não. Entretanto, Iris é mesmo uma observadora nata. Nada escapa de seus olhos, nem a sensação de que há algo errado no interesse exacerbado de sir Richard Kenworthy nela. Afinal, Iris não é uma mulher bonita, nada que inspire poesias, ela é muito pálida e quase não tem cílios, segundo Dayse, e raramente é tirada para dançar. Apesar de desconfiada, ela recebe os avanços de sir Richard, ele é charmoso, bonito e atencioso.  Ele a ver, para ele, ela não passa desapercebida.

Sir Richard Kenworthy precisa, melhor, necessita de uma esposa desesperadamente, ele tem um mês para arranjar uma e não pode ser muito exigente. Quando seu amigo Winston Bevelstoke lhe convida para ir a um concerto com ele, Richard vê como uma ótima oportunidade de caçar uma esposa, mas fica desconfiado com a forma que Winston está agradecido e mais ainda quando ele sugere que coloque bolas de algodão nos ouvidos. Bem, ele entende muito bem o porquê depois que o quarteto começa a tocar o terror. E, é assim, que ele avista Iris tentando se esconder atrás de um violoncelo, e, ao se concentrar nela, ele consegue ouvir algumas notas que mostram surpreendentemente que ela é talentosa.

Richard tem alguns critérios para uma esposa, apesar do desespero, ele quer uma inteligente e, com muita sorte, uma que seja agradável a vista. Iris é isso e mais, ele gosta dela, ela é uma boa companhia, é inteligente, sagaz e bela. Se fosse em outra situação, ele poderia não a ter visto, mas nesse momento ele queria dar a chance de ela o escolher, fazer uma proposta romântica até. Contudo, ele não irá deixá-la escapar e isso será outra coisa para ele se arrepender porque, adivinhem, vai ser preciso uma armação para eles se casarem tão rápido. Richard coloca seu plano em ação e obtém sucesso, mas não passa desapercebido para Iris.

Quem imaginaria que ele acabaria gostando tanto dela?

Gostando.

Quem gosta de uma esposa? Em seu mundo, as esposas eram toleradas, agradadas e, se o sujeito fosse muito sortudo, desejadas. Mas gostar?

Richard deveria ter contado antes do casamento, ele pretende contar quando chegarem às suas terras, mas ao chegar lá nem sua irmã Fleur, 18, ou Marie-Claire, 15, estão na propriedade. Sendo assim, ele quer aproveitar cada minuto antes de revelar qualquer coisa, quer que ela se apaixone por ele, talvez assim concorde e não fique tão irada. Claro que Richard tem plena consciência que quando Iris descobrir o que ele quer dela, o que o levou ao casamento, ela o odiará. Ela toca todos os anos naquele concerto horrível por sua família, com certeza irá entender o quanto está se sacrificando pela sua. Ele acha que todo mundo tem que concordar com ele sempre…

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Vamos dizer que Iris não concorda nem um pouco; para ela, todos eles não estão sendo nem um pouco racionais. Eu tenho que concordar com ela aqui, parece que eles não estão enxergando a situação muito bem. E Richard revela um lado dele não muito agradável nisso, muito autoritário para o meu gosto. Ele não consegue perceber que ele está exigindo demais, que ele está magoando as pessoas ao seu redor. E temos um pouco mais de segredos do que se esperava, algo que escapou do próprio Richard e, obviamente, Iris conseguirá limpar isso e ter seu final feliz. Só depois de muitas lágrimas, ameaças violentas e incursão de muito senso em todos eles.

— Você roubou a minha liberdade — acusou ela, odiando ouvir como a própria voz estava tremula de emoção. — Roubou a minha dignidade. Mas não vai roubar meu amor-próprio.

Os mistérios de sir Richard é um livro que testa a nossa condição, como leitores, de amar e odiar uma personagem ao mesmo tempo, contestar se deve ou não haver perdão e querer muitas vezes mergulhar nas páginas e partir para agressão. Com certeza, é meu livro favorito da série por eu conseguir sentir quão mal um segredo pode fazer, como ser ingênua, insegura e confusa, e como qualquer um pode tirar vantagem disso. A autora soube como criar uma protagonista, que mesmo sem muita autoestima, soube manter o amor-próprio, e isto é muito importante. Não, perdoar. Esquece perdoar, é preciso ser divino para isso.

Beijos, May.

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4 comentários em “|Especial Quarteto Smythe-Smith| Os mistérios de sir Richard, de Julia Quinn”

    1. Eu li no Skoob que muita gente ficou surpresa e que é o melhor livro dela ou melhor da série, eu já achei muito bom, mas não vamos exagerar. Ainda tenho como meu preferido O conde enfeitiçado, mas esse do Richard é muito bom e diferente. Você pode me dizer o que achou depois de lê-lo!

      Beijos, May.

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  1. Hey!
    Estou em uma estado que não posso ver nada relacionada a Julia Quinn que já lembro de você May!
    Rs…
    Participando de inúmeros sorteios para tentar ganhar esse box autografado (seria meu sonho?), mas já estou pensando em compra-lo. Curiosidade em ler, além de ser belíssimo!
    Meus Deus, como ando consumista! 😀
    Mas acho que livros não são consumo e sim investimentos rs

    Beijos!

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