Resenhas

|Especial Quarteto Smythe-Smith| Por que ler + surpresa!

Olá, leitores!

Publicar a resenha d’Os mistérios de sir Richard não bastava, eu precisava deste post para fechar, de fato, a série. Era para ser um 5 razões para ler, mas as coisas saíram do controle. Necessito discutir com vocês alguns pontos que eu amei e achei interessantes, talvez eles convençam os indecisos a lerem, além de que revelarei uma pequena surpresa para os nossos leitores, espero que vocês gostem!

Antes de começarmos a última postagem do Especial Quarteto Smythe-Smith, preciso que decidam:

Música boa ou ruim? 

Para os que não conhecem o quarteto a resposta será óbvia, mas irei tentar fazê-los repensar seus conceitos. Afinal, vocês ainda não sabem o quanto música ruim é mais divertida. Tenho certeza que alguns dos nossos leitores estão descobrindo os benefícios de ter seus tímpanos estourados neste exato momento, por incrível que pareça, e eles devem estar amando.

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Aqui temos a carta, com um sabor doce e sádico, de Julia Quinn presente no box premium da série:

Caro leitor,

Muitos anos atrás, enquanto eu escrevia uma cena do meu terceiro romance, na qual o mocinho e a mocinha assistiam a uma apresentação musical amadora, eu pensei: ‘música ruim é tão mais divertida do que música boa!’ Assim nasceu o concerto anual das Smythe-Smiths. Na minha versão da sociedade londrina do Período Regencial, elas eram notáveis: quatro moças tocando as piores e mais dissonantes versões de Mozart que já chegaram aos ouvidos de uma plateia, mas sem parecerem ter a menor ideia de como eram péssimas.

Vários livros depois, me ocorreu: por que não fazer meus personagens atuais também passarem pela provação de um recital das Smythe-Smiths? Eu me diverti tanto trazendo a apresentação delas de volta que a coloquei em outro livro e depois em mais outro. Até que comecei a pensar naquelas pobres moças, forçadas a empunhar seus instrumentos musicais ano após ano. Elas tinham noção de como os concertos eram terríveis? Elas se incomodavam com isso? E, talvez o mais relevante, algum dia se apaixonariam?

No fim das contas, tive que escrever sobre elas. Simplesmente tive. E, como as Smythes-Smiths formavam um quarteto, a série precisaria ter quatro livros. Sou muito grata à Editora Arqueiro por decidir lançar todos os volumes ao mesmo tempo – Um verdadeiro quarteto!

Assim, é com imenso prazer que apresento as Smythe-Smiths (e sua péssima música) aos meus leitores brasileiros. Espero que você se divirta lendo sobre essa família tanto quanto eu me diverti escrevendo sobre ela.

Com carinho,

Julia Quinn.

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|Especial Quarteto Smythe-Smith| Simplesmente o paraíso, de Julia Quin

Logo nas primeiras páginas de Simplesmente o paraíso, eu comecei a amar a série. Vários dos motivos vocês podem checar na minha resenha do livro, vale destacar alguns para os já fãs da autora: o livro começa na pré-temporada de 1824, mesmo ano em que Colin e Penelope (Os segredos de Colin Bridgerton; 4) ficaram juntos – ambos comparecem ao concerto anual dos Smythe-Smith; o pretendente/vítima de Honoria (protagonista do livro) é o Gregory, que ainda estava na universidade na época; e Colin ajuda Honoria a fazer ciúmes em Marcus.

Afinal, o que eu adorei neste livro? O Marcus, óbvio. Um herói doce, tímido e um pouco inseguro.

Diferente de muitos heróis da autora, que são escorregadios na hora de juntar os trapos, Marcus vai a Londres com a intenção de cortejar Honoria assim que ele coloca em ordem seus sentimentos por ela (não demora horrores para isso). Sendo assim, Marcus tem momentos poéticos ao amor que está se desenvolvendo por Honoria. Acho que ‘desenvolver’ é pecar nas palavras, o amor que ele sente por ela está se modificando.

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|Especial Quarteto Smythe-Smith| Uma noite como esta, de Julia Quin

Ao resenhar Uma noite como esta, eu tinha tanto para falar do Daniel e da Anne. Eu não podia contar muito sobre a Anne, ainda acho que não devo, pois ela deve ser revelada por vocês, contudo, falei o que podia sobre o Daniel. Daniel é um tipo carismático, bonito e de bom coração, que não mereceu seu exílio ou medo constante que veio com ele. Como eu disse, ele é carismático, quando verte lágrimas logo no prólogo, meu coração já tinha sido conquistado e, no livro seguinte, foi roubado de vez.

A maioria dos homens teria ansiado por vingança.

Mas Daniel lhe agradecera. Agradecera-lhe por tê-lo encontrado na Itália, depois por ter posto fim à caça às bruxas de seu pai e, finalmente, por sua amizade.

Não havia nada, pensou Hugh, que ele não estivesse disposto a fazer por aquele homem.

A soma de todos os beijos, p. 123

Daniel existe em dois níveis: a visão que o próprio tem sobre si, que vai influenciar a nossa através de suas ações, e a visão que o Hugh tem sobre ele. Talvez você tenha me ouvido falar isso ou não, Uma noite como esta e A soma de todos os beijos existem em conjunto; separados são bom livros, mas quando juntos são maravilhosos. Um completa o outro. A percepção de quem é o Daniel só é total se vocês lerem os dois livros, assim como o peso que o Hugh carrega pelos erros que levaram Daniel a fugir da Inglaterra e o próprio ficar manco.

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|Especial Quarteto Smythe-Smith| A soma de todos os beijos, de Julia Quinn

Excentricidade, teu nome é Hugh.

– Eu agradeceria se você se esforçasse para não morrer em algum acidente infeliz. Eu com toda certeza culparia meu pai e, sinceramente, prefiro não me matar sem necessidade.

– Você é louco – sussurrou Daniel.

Hugh deu de ombros.

– Às vezes também acho que sou. Meu pai com certeza concordaria.

Uma noite como esta, p. 67

Okay, eu já disse tudo que podia dizer sobre o Hugh e sobre o porquê de você ter que ler A soma de todos os beijos na resenha do livro. Na minha humilde opinião, Hugh é o melhor personagem que a Julia Quinn já fez. Eu não estou sendo leviana nisso! O que, resumindo, faz dele meu personagem favorito da série.

– Você sabe que eu a amo.

Não era o que Sarah esperava. Infelizmente, o que veio depois também não era.

– Sempre a amarei – continuou Iris. – E você sabe que não posso dizer isso em relação à maior parte da minha família. Mas às vezes você é terrivelmente egoísta. E o pior é que nem percebe.

A soma de todos os beijos, p. 75

Partindo do princípio que o Hugh é maravilhoso e você deve ler o livro por causa tanto dele quanto do Daniel, sobra a Sarah Pleinsworth na mistura. Sarah é egoísta, egoísta de verdade. É difícil ver algo assim nos livros da Julia Quinn, uma protagonista que vai evoluir durante a trama e que precisa muito mesmo mudar.

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|Especial Quarteto Smythe-Smith| Os mistérios de sir Richard, de Julia Quinn

Os mistérios de sir Richard pode não ter o Hugh, mas é o meu livro favorito do quarteto. Não por ter sido bonito, fofo, lágrimas e blábláblá, ele não foi nada disso. Esse é um livro que vai mostrar que não só de personagens bons e doces se faz Julia Quinn, aqui ela conseguiu colocar vários personagens para odiar. Senti vontade de gritar e bater em alguém tanto quanto a Iris sentiu.

Richard é do tipo de homem que quando as coisas estão indo do jeito que ele quer está tudo bem, ele é carinhoso, cortês, amável, dedicado e perfeito, mas quando as coisas não andam conforme a sua música ele mostra o seu pior (ou seria seu verdadeiro eu?). As irmãs dele são esnobes, mimadas e egoístas. A situação toda do livro, relacionada aos tais mistérios, é permeada de muita hipocrisia.

!!!ALERTA DE SPOILER!!!

Ele era bom o suficiente para aquela menina abrir as penas, mas para casar não, né?!

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Se vocês não perceberam isso até aqui, Quarteto Smythe-Smith é uma série que vale muito a pena ler. Os livros são bem conectados, divertidos, com personagens diferentes do que a autora normalmente faz, diálogos incríveis e tem Bridgerton saindo do bueiro para ninguém sentir saudade. Isso deu muito mais que 5 motivos…

Ah! Gente, eu amei acompanhar o desenvolvimento e a encenação da peça A pastorinha, o unicórnio e Henrique XVIIIda Harriet Pleinsworth. Priminhos vestidos de cordeiros e lambendo pianos, um chifre colado com cola, um Henrique VIII empalado… Preciso mais do trio Harriet, Elizabeth e Frances, elas são geniais!

E qual é a surpresa?

Todos que participaram comentando nas postagens do especial ganharão um kit de marcadores do Quarteto Smythe-Smith mais alguns outros marcadores de Romances de Época dos livros publicados pela editora Arqueiro; alguns já foram até enviados e recebidos. Também irei sortear alguns kits de marcadores nas nossas redes sociais. Eu disse que ia tentar fazer algo bem legal…

Espero que tenham gostado. Até a próxima!

Beijos, May.

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8 thoughts on “|Especial Quarteto Smythe-Smith| Por que ler + surpresa!”

  1. Desisto!
    Tu conseguiu vencer meu orgulho. Sério. Quando eu leio tuas resenhas sobre romances de época, eu fico me perguntando o que falta pra eu me entregar de vez a esse paraíso. Soa tão divertido, interessante — sedutor, até! Daí eu me lembro que tem coisas que eu não gosto, como submissão, preconceito, muito açúcar e alguns outros temperos intragáveis demais pro meu paladar. Mas preciso admitir que essa resenha foi a gota d’água. Decidi dar uma chance ao universo de Julia Quinn e companhia. Se eu gostar, vai ser um guilty pleasure básico. E tudo isso graças à Mayara Tashiro, maior vendedora de romances de época que você respeita. O primeiro romance desse tipo de que tenho lembrança como leitura é ‘O despertar de Menfreya’, da Victoria Holt (não sei se tu conhece, mas o livro era um penny dreadful desses que a gente encontra em bancas de revista). Me recordo de ter lido e gostado bastante — apesar dos pontos negativos supramencionados –, exatamente pelo fato de que há um bocado de outras coisas legais que compensam o lado ruim, como bailes, figurinos, duelos, ambientação de época (que eu adoro), dentre outros itens a favor desse tipo de livro. Em sendo assim, como me considero ainda um marinheiro de primeira viagem, preciso de indicações (se quiser me emprestar, também, tô aceitando, muito embora teu ciúme em relação a esses livros seja lendário). Qual título você recomenda que eu leia por primeiro, para tomar gosto pela coisa? Vamos ver no que vai dar…

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    1. Assim, Vlaxio… Julia Quinn é tida como a Jane Austen do nosso tempo, ela é a porta de entrada do gênero. Os livros seguem um parâmetro tão bom quanto Julia Quinn, não tão bom quanto Julia Quinn ou foda demais, não tem nada a ver com Julia Quinn. Para eu te indicar algo bom pra caralho no gênero, você tem que ter lido Julia Quinn. Contudo, seguindo a premissa das coisas que você acha incomodas (eu tb até), você deveria ler o já super citado O príncipe dos canalhas e O último dos canalhas, que se encaixam no ‘Foda demais, não parecem Julia Quinn’. Tem um mais recente, tenho que resenhá-lo falando nele, Quando a Bela domou a Fera. A escritora e a tradutora estão sendo bem criticadas porque ela é uma escritora contemporânea com estórias ambientadas no século XIX, ou seja, ela não dá uma de Jane Austen. Os personagens dela são bem contemporâneizados (?), o protagonista tem um quê de Gregory House, em que ela de fato se inspirou, a protagonista é interessante, os coadjuvantes são hilariantes e contexto é de morrer de rir. Aqui não irá haver a delicadeza ou a maioria das regras sociais, vão se falar de amantes, doenças contagiosas desfiguradoras, casamentos rompidos e sobre indecências demais. Escolha, que empresto. Como sempre, os Romances de época são para uma rápida e gostosa leitura, nada muito complexo ou exaustivo.
      Bjs.

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