Nada a ver

Para onde eu fui…

Olá, leitores!

Sumi, eu sei. Foram quatro dias, foram muitos levando em consideração a proposta de publicar todos os dias. Queria vim fazer piada e dizer ‘escovem os dentes, crianças!’, afinal, eu consegui – por causa do meu descaso – gastar o valor de um notebook novo (muito necessário) com a conta do dentista. A dor é imensa, pior na hora de deitar a noite, mas não foi isso que me fez ausentar esses dias.

Acho que eu já cheguei a comentar sobre notícias falsas, que me fazem pensar umas 2 vezes antes de compartilhar e tentar confirmar se for do meu interesse. Essa semana, uma página estava compartilhando que um amigo meu tinha falecido. Fui conferir e ele estava internado e várias pessoas pediam para que parecem de compartilhar a notícia falsa. Ontem, foi o enterro do tal amigo e ainda acho que estou em negação. Talvez seja mais uma notícia falsa, mas eu sei que não é mesmo que eu queira muito que seja.

José Batista
José Batista, o Cosmo

José Batista era um desses meninos alegres, animados e que contagiava as pessoas de felicidade onde quer que ele fosse. Ele é bem conhecido por amar e disseminar a cultura sul coreana em Manaus, dançarino de K-pop e muitas vezes esteve participando de competições de dança ou apresentado vários grupos. Ele de vez em quando ia aos nossos encontros de leitores, não era um leitor assíduo e sim animado para participar e conversar. Ele era do tipo que as pessoas gravitavam ao redor.

Muitas pessoas ficaram abaladas com a notícia, foi tão repentino. Talvez para as pessoas próximas tenha sido dolorosamente lento, talvez ainda seja. Quando vi a notícia pela primeira vez, pensei que o tinha vista um dia desses e não era possível algo assim. A última vez que o vi foi rápida, não falei com ele e só acenei. Ele estava longe naquele dia.

Hoje, ele está definitivamente longe.

Tchau, José.

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3 thoughts on “Para onde eu fui…”

  1. Sinto muito!
    Acredite, sei o que é isso.
    Em fevereiro perdi um amigo da época de escola de uma forma trágica.
    Eu estava em Recife, então as informações chegavam pela metade, eu meio perdida sem saber no que acreditar. Primeiramente fiquei sabendo pelo Facebook que o Sidney (a quem eu carinhosamente chamava de Sidinho) estava desaparecido desde a madrugada. Era Carnaval, já comecei a ficar preocupada, mas pensei “Carnaval, diversão pura em Salvador, já já ele aparece”.
    Uma hora depois vi uma mensagem angustiante da esposa dele (sim, ele estava casado com a moça que segundo ele era a mulher da vida dele, e eles formavam o casal mais lindo que já vi nessa vida).
    Final da tarde, li que houve uma tiroteio em um certo bairro de Salvador, briga de tráfico, três mortos… Uma hora depois, meu Sidinho foi reconhecido (lugar errado, na hora errada. Achou 100,00 na rua e resolveu r curtir o Carnaval).
    Eu perdi uma amigo, a mãe dele perdeu um filho, a esposa perdeu o amor da vida dela e o filho dele nunca vai conhecer o pai (sim, a esposa dele está grávida).
    Sidney Nascimento (mais conhecido como Cydrak Nascimento), 25 anos, casado, prestes a ser pai, trabalhador, cantor de rapper muito conhecido em Salvador se foi e sinceramente? Percebo o quanto está sendo difícil essa perda.
    Apesar de seguir os preceitos do espiritismo e ver a morte como uma continuidade, não consigo pensar nele e não chorar, nesse momento choro, choro pelo meu Sidinho, choro pelo seu José, choro pelos jovens que estão falecendo por conta de doenças, maldade alheia, suicídios…
    Eu só consegui chorar dias depois, quando voltei para Salvador, no café da manhã, pensei nele, chorei, chorei muito! Não escrevi texto no facebook e em nenhum outra rede social como inúmeros amigos fazem até hoje (ele era e é extremamente querido), não conversei com ninguém sobre, a ficha ainda não caiu, ontem mesmo assisti algo que nós dois gostávamos e… preferi parar de ver, lembrei daquela risada gostosa, daquele jeito extremamente amável e não consegui suportar os pensamento mais uma vez. São os detalhes e a saudade que nos corrói, mas são eles também que nos fazem perceber o quanto à vida pode ser efêmera e que devemos aproveitar cada minuto ao lado das pessoas que amamos.
    Então, acho que escrevi tudo isso muito mais para mim do que para você. Talvez assim eu finalmente compreenda que ele não vai mais voltar, mas que de uma forma ou de outra Cydrak ainda vive dentro de cada um daqueles que teve o privilégio de conviver com ele.
    Força May, sinta-se abraçada!

    Curtido por 1 pessoa

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