Diário de Leitura

Diário de Leitura #01: mal começou e…

Olá, leitores!

No início da semana, vocês devem recordar (ou não), propus uma meta de leitura para este mês e os notifiquei sobre os livros selecionados na postagem “O que nos reserva maio…“. Engraçado como a gente se conhece, né? Eu sabia que ia desviar um pouco da lista e acabar acrescentar mais uns 5 ou 6 livros, até escrevi isso no post. Só que, meus queridos, eu não tinha a menor ideia do estrago que eu ando fazendo nas minhas leituras!

Como estou sem atualizar o Skoob, não notei as variações do meu vício. Não, eu não estou procrastinando, estou devorando livros. Quando eu quero dizer devorando, estou fazendo exatamente isso. Minha frequência é de 10 livros por mês, mas somente nesta primeira semana de maio eu li 5. E, durante este período, juro para vocês, senti que eu não estava muito no pique. Ou seja, quem sabe o quanto estou lendo mesmo?

Okay, vida que segue. Já sabemos o porquê de eu não conseguir dormir, produzir algo interessante para as aulas de metodologia e pular alguns dias de postagem do blog. Isso quer dizer que eu vou parar? Claro que não, vou só tentar monitorar o que eu ando lendo e regular as horas dedicadas a este meu hábito, que deixou de ser saudável. Tudo na vida precisa de limites, até mesmo ler…

Agora, vamos para a parte onde eu falo um pouco dos livros que eu li e se tem algo no meio que seja interessante para vocês:

Diário de leitura - 1a semana

Vocês já ouviram falar de Cambria Hebert? Ela é a autora da série Hashtag, um New Adult (NA) bem conhecido nos Estados Unidos. Tentei o primeiro livro, mas (se eu não me engano) saiu a continuação de Psy-Changeling (uma série que eu amo de paixão) e acabei deixando de lado o livro. Só que, em um dos grupos que participo no Facebook, algumas meninas começaram a infernizar por causa de um tal de #Rev. Curiosa, fui olhar o tal do livro.

#Rev é o segundo livro da série GearShark, a spin-off da série Hashtag. O primeiro livro da série é #Junkie, que eu li no fim do mês de abril. Antes de me curvar à minha curiosidade, tentei saber pela sinopse o que era todo o rebuliço e não consegui nenhuma dica.

Cambria Hebert, como diz Allison Andrade, é estilo ABNT, padrãozinho. Fiquei super impressionada de que o casal deste livro, que é o mesmo do livro seguinte, é homo. Trent e Drew aparecem muito na primeira série e, pelo que eu entendi, já se tinha uma sensação sobre eles.

Fiquei impressionada com o desenrolar da estória do casal, suspirei horrores e chorei muito. Ela pode ter tido uma falhas alarmantes, pode não ter nem 70% de traquejo para o tema, mas levando em conta o público dela e o alcance… Foi impressionante.

O legal dessa série (no geral) é que ela sai daquele habitat da universidade, focando nas corridas ilegais. Na série, vemos a criação de uma nova modalidade de corridas de carro e vários personagens surgem nesse meio. #Rev é o indicativo de uma revolução, não só para os motoristas do submundo das corridas que terão o mérito que merecem, mas também para a diversidade. E foi o primeiro livro lido em maio.

Em seguida, dei início à leitura de Ligeiramente perigosos, último livro da série Os Bedwyns. Gente, eu prometo resenhar este livro para vocês. Tenho muitas coisas a falar sobre ele e vamos deixar espaço para aqueles que eu não pretendo resenhar. Só para deixar gravado, Wulf a seu modo sempre (até o fim). Ele continua a ser do mesmo jeito que ele sempre foi, não há um novo homem por baixo ou um verniz mais sociável. Ele não consegue se expressar, e nós temos que perceber nas ações o tipo de homem que ele é.

Eu acompanho dua séries da R. L. Mathewson, Pyte/SentinelA Neighbor From Hell. A primeira é sobrenatural e a segunda é contemporânea. Eu reli The game plan, quinto livro da série A Neighbor From Hell, para poder ler o sexto livro (que eu perdi a vontade de ler ou fui distraída com o livro seguinte). Eu não sei por que continuo lendo a sobrenatural, meio que perdi a vontade no quarto livro. Contudo, A Neighbor From Hell é uma das minhas séries contemporâneas favoritas.

Se eu estou triste, pego algum livro dessa série para reler. Se estou com fome, pego algum livro dessa série para reler. Se eu quero rir, eu… vocês entenderam. Essa série é sobre a família Bradford, uma família cheia de peculiaridades que remontam 200 anos. Normalmente, eles estão com fome, lutam por comida e levam seus vizinhos à loucura antes de se casarem com eles.

Nenhum casamento nesta família é planejado, sequestros e viagens impulsivas para Vegas (caso não haja alguma proibição para a entrada dos membros desta família no estado) são comuns. Nenhum casamento planejado deu certo, todos eles duraram dois meses no máximo. Se um Bradford planeja, quer dizer que não está apaixonado o suficiente para cometer uma loucura.

Eu reli o quinto livro por estar, segundo a autora, intimamente ligado com o sexto. O que não é comum, já que a autora sempre preza para que cada livro funcione por si só. The Game Plan tem um Bradford planejando, já dá para sacar que não vai dar nada, nada mesmo, dando certo. Talvez eu pegue a continuação assim que terminar este post…

Tem muito livro com protagonistas gays no mercado, sendo mais fácil encontrar obras voltados ao público Young Adult (YA) no Brasil. Normalmente, é sobre o início da discussão acerca da orientação sexual, declarar ao mundo ou não o que é ou deixa de ser. É procurar a aceitação da família, dos amigos e conhecer a si mesmo em outro nível. Começar a namorar e se relacionar com pessoas que entendam o que eles estão passando.

Isso é bom, mas parece que o mercado saturou. Vai ler sobre isso o resto da vida? Não há nada além?

Tem, sim, alguns livros voltados para o público NA, que não fogem tanto dos indicativos do YA. E o público adulto e aqueles querem ir além dessas discussões? Eu recomendo, do fundo do meu coração negro que vocês leiam Broken. Broken é sobre um casal superando uma doença mental, este casal é homo. Eles não estão lidando com questões de identidade ao nível de um YA ou NA, já passaram por isso anos atrás.

Como eu já li alguns livros sobre tema, eu fui reconhecendo os sintomas e diagnostiquei a doença foco. Só que não é nada florido e delicado, como nos livros voltados ao público infanto-juvenil que eu li. É triste, assustador e te faz pensar sobre a vida. Para vocês terem ideia, o livro começa com uma cena de suicídio. Os pensamentos são mais fortes do que o ato em si, o que leva alguém a fazer aquilo é o que vamos descobrir durante a leitura.

O último livro é Even The Score, da Beth Ehemann. Eu tive a sensação de que ele está ligado a outros livros, que eu não pretendo ler. Não que seja ruim, mas não foi nada instigante, pareceu até que era um livro feito para agraciar os leitores com a derrota de um personagem muito odiado.

Ela escreve bem, tem bons personagens e tem competência para fazer coisas incríveis, mas não funcionou comigo. Uma pena, tentei começar sem nenhuma expectativa. Se eu tivesse, teria me decepcionado muito. Eu vi que, de fato, tem livros com os amigos do protagonista, mas sem chance mesmo de eu pegar para ler.

E vocês… o que andaram lendo nessa primeira semana de maio?

Beijos, May.

Anúncios

1 thought on “Diário de Leitura #01: mal começou e…”

  1. May, quando eu era mais jovem (entre 12 e 16 anos), meu ritmo de leitura era assim.
    Chega a ler um libero em dois dias, ou até em um dependendo do tamanho.
    Depois veio trabalho, Universidade… Confesso que sinto falta, pois, meus dias são extremamente corridos, leio nos pequenos intervalos, ainda tenho vários textos teóricos, o cansaço físico e mental… Socorro!
    Mas realmente, qualquer coisa que passa dos limites deixa de ser saudável.

    No momento estou nas últimas folhas de “Trem-Bala”, da Martha Medeiros.

    Curtir

Gostou? Não gostou? Deixe seu comentário, vamos ficar muito felizes em respondê-lo!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s