Diário de Leitura

Diário de Leitura #03: descobrindo as desgraças da vida…

Olá, leitores!

Eu acordei na segunda-feira da terceira semana e só conseguia pensar no quanto estava, com o perdão da palavra, fodid*. Eu tenho tanta coisa acumulada que meu cérebro deu problema, quis um resert e pediu para eu começar a fazer todas as pendências. Não sei se vocês já sentiram isso, é como um momento de clareza angustiante que te suga os ossos e a alma. 

Diário de leitura - 3a semana

Apesar da minha agonia, li bem durante a semana. Contudo, diminuí o ritmo e selecionei daquela pilha os que eu realmente queria ler. Ou seja, A besta, de J.R. Ward. Mais um livro da Irmandade da Adaga Negra, a Virgem Escriba (sabe-se lá qual o número do volume que eu já me perdi faz tempo). É a minha série favorita, da minha escritora/deusa mais amada. E, sim, eu passei a semana toda falando palavrão. Isso sempre acontece depois de ler qualquer livro dessa mulher.

Primeiro, Irmandade não é uma série para se dar sinopse. Se vocês lerem por aí uma, provavelmente receberam um bombardeio de spoiler. Ainda mais agora com a autora remodulando toda ordem do seu universo e colocando novamente em evidência os “Irmãos Originais”. Ainda que vocês lessem a sinopse, não entenderiam muita coisa ou sentiriam a emoção do reencontro com antigos problemas não solucionados. E, para fechar com três, é imprescindível que os livros da série sejam lidos em ordem de lançamento, levando em conta a spin-off, Legado da Irmandade Adaga Negra.

Ou seja, comecem logo a ler para podermos conversar bastante. Eu sei que tem gente aí que desistiu no primeiro volume, mas tentem de novo. Você não deu uma chance real, um livro não representa os outros 14, principalmente quando é o primeiro. Okay?

Eu li mais um livro da Alexa Riley, mas vamos pular esse.

Já que tiramos a pornografia de baixo escalão do meio, concentremo-nos nos livros que tem aquele romance recheado de suspiros. Eu li o terceiro volume da série GearShark, #Swag, da Cambria Hebert. Falei sobre os dois primeiros livros da série no Diário de Leitura da primeira semana, #Junkie e #Rev. Dois livros maravilhosos, que fecham a trajetória do Trent e do Drew.

Por eu ter gostado tanto deles dois, poderiam de alguma forma ter ofuscado a Joey. Só que isso não aconteceu, pois a autora soube equilibrar romance (lindo e sem grandes dramas) a um tema em evidência, o lugar da mulher no mercado de trabalho. Joey é a filha de Gamble, um bilionário bem conhecido por seus investimentos em esporte. Sendo ele o maior investidor na profissão da filha, já que Joey é uma das únicas duas motoristas profissionais nos Estados Unidos.

Aí que surgem vários problemas: ser mulher, ter um pai rico e ser muito boa no que faz. Esses problemas básicos da mulher moderna, que precisa ser menos para bater de frente com o frágil ego masculino. Contudo, não importa quantas vezes ela prove seu talento, quantos investidores ela consiga, sempre é subestimada e deixada de lado. E quando a oportunidade de aparecer na mídia surge, ela é tratada como “mulherzinha”, uma pequena estrofe num artigo.

Se a capa deste livro é sugestiva? É muito. Não só pelo contexto do enredo, mas também pelas ideias feministas que a autora discute. E, por fim, já que estou tentando terminar este post há horas, o que me surpreendeu foi a forma que a Cambria conseguiu retratar uma mulher forte, determinada e segura que ao mesmo tempo convive com assédio e algumas vezes até com o abuso no ambiente de trabalho.

Ficou faltando um livro, mas a gente fala com mais cuidado dele semana que vem.

E vocês… o que andaram lendo nessa terceira semana de maio?

Beijos, May.

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6 comentários em “Diário de Leitura #03: descobrindo as desgraças da vida…”

  1. Lindo horrores com o “Já que tiramos a pornografia de baixo escalão do meio”.
    Mas vem cá, são 14 livros da mesma série? Socorro!!!!
    Acho que quando comecei a visitar o Blog li algo sobre essa série, se não me engano até comentei que não fazia meu estilo (não tenho certeza se foi essa coleção), mas assim, estou em uma época de dar chance para o novo, então vou dar uma olhada.
    Ah! Falando em dar chance para o novo, adivinha o que sonhei essa noite?
    Que fui nas Lojas Americanas e comprei “O Duque e Eu” por 7 reais!!

    Quando conte a minha mãe hoje pela manha ela ficou rindo e mandou eu dar uma passadinha nas Americanas amanhã, vai que…

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    1. Querida, 7 reais eu não sei, mas de 9,90 talvez. De vez em quando eles fazem uma baita promoção e sai baratinho. Às vezes a Alexa Riley acerta, mas esse que eu li foi bem baixo escalão. Nível prostituta da SEFAZ, um lugar bem daqueles de esquina. A quantidade de livros da série IAN muda com a sua perspectiva, 14 a série mesmo, 1 da spin-off, mais 4 do universo de Coldwell (que não interferem em história nenhuma). Leia os primeiros com paciência, o primeiro principalmente.
      Bjs!

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      1. Eu nunca acho ele nas Americanas. Sempre acho os demais menos o primeiro. Ele estava de 10 reais (promoção) nas Lojas Americanas (Site) semana passada. Fiz a compra dele e do segundo, mas quando vi o frete… DESISTI NA HORA!
        Mas acho que vou acabar comprando em junho independente do valor.

        Curtido por 1 pessoa

  2. May, em relação ao acumulo de atividades, passei por isso no final do semestre passado, tem uns dois meses.
    Achava que não conseguiria dar conta de tudo, priorizava uma coisa e depois achava que poderia ter dado mais atenção a outra… Surtei mesmo! Estava uma pessoa insuportável!
    O fim do semestre veio e eu venci! Rs…
    Tive um mês de férias, já tem um mês que a Universidade retornou e estou tentando fazer de tudo para não acumular nada!
    Focando em manter os textos em dias, abrindo mão das minhas séries e filmes (tô sofrendo, não vou mentir), ritmo de leitura por lazer lentíssimo (em compensação estou usando esse tempo para reler alguns livros), mas enfim… Não quero surtar!
    Universidade suga a gente demais, trabalho, vida social… Socorro!
    Ps. após a prova do dia 05 vou “meter o louco” e assistir toda a terceira temporada de “Grace and Frankie” em um Sábado e ler algo da Clarice Lispector em um Domingo.

    Beijão!

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