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#JulhoDeÉpoca | Irmãs Lyndon, de Julia Quinn

Olá, leitores!

Na postagem #JulhoDeÉpoca | Os destaques do 5º Encontro Nacional de Fãs Romances de Época Arqueiro, falei rapidamente sobre Mais lindo que a lua e Mais forte que o sol. A série Irmãs Lyndon é a prova da incrível habilidade como escritora que a Julia Quinn possui. Afinal, ela trabalha dois clichês de forma única, imprimindo sua marca em cada um. Por esses e outros fatores, resolvi dedicar uma postagem dentro do nosso mês temático para essa série.

De vez em quando, alguns leitores me perguntam como começar a ler Romances de Época. Para mim, o gênero começa e termina com os livros da Julia Quinn. A maioria dos seus livros, principalmente a série Os Bridgertons, representa bem o que é esse subgênero dos Romances Históricos de fato. Ou seja, um mix de costumes da era vitoriana, protagonistas que vão além de seu tempo e sempre lindos finais felizes sem grandes dramas.

Outra coisa, as obras da Julia Quinn acabam traçando uma linha para definir o que é muito bom e o que é ruim dentro do gênero. Esse parâmetro funciona com os próprios livros da autora. Eu amo a série Os Bridgertons, mas você já leu Agentes da Coroa? Aquilo é INCRÍVEL! São dois livros maravilhosos, engraçadíssimos e com sacadas para o enredo bem inusitadas. Quem imaginaria ser confundida com uma perigosa espiã ou que um auto-ajuda contemporâneo seria o pontapé para uma caça-marido?

Pois é, não é surpreendente que a autora possa transformar dois clichês atemporais, amor a primeira vista e casamento de conveniência, em algo completamente diferente do que temos visto em outros livros. Esses dois tópicos não se restringem aos Romances de Época, eles estão espalhados por todos os lados, mas eu duvido que tenha por aí com a mesma narração maravilhosa e com personagens tão apaixonantes. Gente, Romances de Época é ser cativado pelo “óbvio” e vibrar com o inusitado!

Irmãs Lyndon
Irmãs Lyndon, de Julia Quinn. Arqueiro, 2018.

Em Mais lindo que a lua, conhecemos as irmãs Victoria e Ellie Lyndon que são filhas do novo vigário de Bellfield, um homem de convicções férreas e de mente fechada. Logo após eles se mudarem, Victoria se encontra com o Robert Kemble, e eles acabam se apaixonando. É bem surreal esse início mesmo, Robert olha para ela e não sabe o que o atraí, mas tem certeza que é a única para ele.

Dois meses se encontrando, com Robert pagando à Ellie para esquecer de ser dama de companhia, levam eles a decidirem se casar, mas Robert é o conde de Macclesfield. Muito acima da posição social a que Victoria reside. O pai de Robert ameaça deserdá-lo, o pai de Victoria acredita que o tal conde só que roubar a virtude da filha e, por isso, eles decidem fugir. E é aí que dá tudo errado para esse casal…

Ele sentiu o coração disparar e teve de procurar se lembrar que não gostava dela, que só queria seduzi-la e arruinar sua vida.

Eles voltam a se reencontrar sete anos depois do ocorrido e, por todo esse tempo, nutriram raiva e ódio um pelo outro. Como se tudo que houvesse dado errado em suas vidas fosse culpa do outro, o que torna explosivo o reencontro deles. Robert está sedento por vingar seu coração partido e Victoria quer distância pelo mesmo, mas eles poderiam ainda se amar.

Eu tive dificuldade de engolir o início do livro, mas faz muito sentido quando vemos como amor pode se transformar em sentimentos mais sombrios. Robert é aquela criatura revoltante que é impossível não amar, e querer estrangular com vontade. Victoria, por sua vez, é uma mulher forte que vai se encontrando durante o livro e levantando questionamentos acerca da felicidade na independência.

Mais forte que o sol começa com lorde Charles Wycombe caindo do céu aos pés de Ellie para, em seguida, ser arrastado por ela e, por fim, pedi-la em casamento. A situação inteira seria hilária se os dois não estivessem em uma saia justa, ele tem que casar antes do 30 para não perder a herança e Ellie tem que fugir da noiva medonha que o pai arranjou.

Ellie poderia ser mais uma Cinderella, entretanto, ela é uma mulher racional e muito boa com finanças. Lembra daquele trocadinho que o Robert dava para ela fingir ser dama de companhia para ele e a irmã? Pois é, ela fez pequenos investimentos lucrativos. O problema é que as mulheres não poderiam fazer isso, sendo assim ela investiu usando o nome do pai.

Sem saída e com a irmã distante, ela aceita o pedido de Charles. Contudo, ela tem alguns pedidos, um deles é que não haja a consumação do casamento. Charles tem o dele também, que ele tenha a liberdade para seduzi-la. Uma coisa que não falta para este casal é química, desde o primeiro momento é impossível não perceber a eletricidade entre os dois.

— Pode ficar aqui esta noite? Pelo menos até eu adormecer?

Ele assentiu e beijou sua têmpora.

— Que bom. Fica mais quente com você aqui.

Charles soprou a vela e deitou em cima das cobertas. Então, quando tinha certeza de que ela estava dormindo, tocou o próprio coração e sussurrou:

— Fica mais quente aqui também.

O desenvolvimento do casamento deles, do dia a dia, que deu o toque para eu ter gostado tanto do casal. É mais acreditável que o amor e a admiração sejam uma evolução do que um simples estalar de dedos e, pronto, felizes para sempre. A química é um ponto a ser levado em grande consideração, mas a convivência é a chave para ter dado tão certo esse livro.

Eu gostei muito dessa duologia e a Nany Anjos, frequentadora dos eventos, jurou que ainda vem coisa melhor da JQ por aí. Mal consigo me aguentar para o lançamento de agosto! Não sei se meu coração aguenta, estou catando as moedas para comprar com aquele brinde especial…

Obrigada aos que chegaram até aqui! Espero que tenham gostado.

Beijos, May.

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5 comentários em “#JulhoDeÉpoca | Irmãs Lyndon, de Julia Quinn”

  1. A cada postagem fico mais interessada por esse gênero, já prometi para Aline q é uma fã de Romances de época que vou começar, só não sei por qual livro, só tenho certeza que tem que ser dessa autora pois só ouço e leio elogios sobre Julia Quinn.

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  2. May, dear, pulei a parte do segundo livro da resenha porque ainda não li. kkkk! Mas li o primeiro e ache tão fofo!!.. E depois, aff! Como desfazer e reacertar?!?… Mas ri, chorei, suspirei, pirei… ❤ Bem que você e a Eli disseram que viciava…rs. Bjk.

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  3. Olá!

    Bom, o “Mais lindo que a lua” não me chamou muito atenção. Acho que não sei lidar com essas ideias de amores arrebatadores, que surgem em um piscar de olhos.
    Mas fiquei interessada no “Mais forte que o sol”.
    Em algum momento as histórias se encontram, ou apenas os personagens são citados?

    Beijos May! 😙

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  4. Romances de época são adoráveis, inusitados e maravilhosos!

    Creio que quase todo mundo inicia nesse gênero com Julia Quinn, mas depois vão descobrindo um universo inteiro com direito a Tessa Dare, Mary Balogh, Carina Rissi e muitas outras. Bem, foi assim para mim, pelo menos!

    E que dicas maravilhosas! Só livros absurdamente perfeitos!

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