Resenhas

Resenha: 99 dias, de Katie Cotugno

E aí leitores, tudo bem?

Como já havia comentado, os meus livros favoritos são aqueles com um gostinho de mistério que me deixam ansiosa do início ao fim. Mas nem só de suspense vive essa leitora; é necessário sair da bolha e se aventurar por outras histórias. Por isso, a resenha de hoje é do livro 99 dias da editora Rocco.

…a gente nunca sabe o que alguém guarda bem no fundo do coração.

Quem aí na adolescência nunca cometeu um erro que atire a primeira pedra. 99 dias, esse é o tempo que a adolescente Molly Barlow tem para tentar sobreviver às suas piores férias de verão. Nesse livro, temos a história de Molly, que guardou um segredo não por muito tempo, até que resolveu contar para alguém que confiasse, sua mãe. Agora, imagine se sua mãe fizesse de seu pior dia um best-seller?  Foi exatamente isso que aconteceu.

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Escritora, a mãe de Molly resolveu transformar a história da filha em um livro, fazendo com que metade de seus conhecidos descobrisse sobre o segredo de Molly. Depois de um ano da publicação, a garota decidiu voltar para a sua cidade, Star Lake. Mesmo passado um tempo a protagonista não se vê tão bem-vinda depois de metade dos seus conhecidos descobrir que se envolveu com o irmão de seu namorado.

Sendo narrados em formato de contagem de dias, os capítulos são voltados para o triângulo amoroso que se tornou a vida da protagonista através de sentimentos que a fazem ser impulsiva, como vergonha, culpa e tristeza. Conforme a narrativa do livro vai avançando, podemos perceber que 99 dias não se trata de o leitor escolher um lado, entre o herói ou vilão, mas o de apresentar uma crítica com base na situação dos três personagens.

É caligrafia da Julia em tinta cor-de-rosa no verso de um cardápio de comida chinesa para viagem: Vadia suja. O pânico é frio e úmido e escorregadio por um segundo, imediatamente substituído pela onda quente de vergonha; meu estômago se contrai. Tiro o cardápio do para-brisa e amasso o papel mole e pegajoso no punho fechado.

Apesar de ser feito para o público juvenil, o livro possibilita a discussão para um assunto importante: gêneros e julgamentos, que penso ser um ponto positivo do livro. Molly, Patrick, e o irmão Gabe são os protagonistas dessa história que mostra o erro de cada um, a traição. Mas no decorrer dos capítulos apenas a menina é julgada como “ruim”, recebendo ofensas, enquanto os meninos são vistos como os que o leitor deve sentir pena.

Para quem lê a sinopse do livro tem logo o primeiro pensamento de ser uma típica história de drama adolescente, e é exatamente isso, mas a escritora Katie Cotugno apresenta a narrativa de uma forma criativa e leve, resultando em uma leitura rápida. Confesso que a história não me chamou tanta atenção como quando havia lido algumas resenhas, mas pude conhecer digamos que “os dois lados da moeda”, comecei lendo acreditando em algo, e terminei torcendo para que houvesse uma reviravolta no final.

Enfim, para quem curte uma história com drama adolescente, 99 dias é o livro.

Até mais 😉


O LIVRO

Título: 99 dias

Autor: Katie Cotugno

Editora: Rocco Jovens Leitores

Páginas: 384

Ano: 2018

Adicionar: Skoob

Comprar: Amazon

13 comentários em “Resenha: 99 dias, de Katie Cotugno”

  1. Só vim aqui dizer que as pessoas precisam parar de encarar a traição como um tipo de contrato social para o amor/sexo/sentimento. Traição é quando a gente é esfaqueado pelo amigo e isso desencadeia a queda do Império Romano. Monogamia para seres humanos é apenas um produto machista resultado das religiões ocidentais. Enfim, vou sair correndo agora…

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  2. Infelizmente ainda vivemos em um mundo machista, onde nós mulheres somos sempre as culpadas e o pior é que outras mulheres é quem mais nos condenam.
    Já fiquei abismada da própria mãe da Molly expor o que aconteceu, deve ter sido horrível e mesmo após um ano as pessoas da cidade ainda a criticarem e com certeza sem nem saberem realmente o que houve. E os irmãos o que acarretou aos dois?
    Valeu Elânny pela indicação e aguardando novas resenhas.

    Curtido por 3 pessoas

    1. Ooi, tudo bem ?💕
      Com uma mãe igaul a de Molly quem precisa de inimigos não é mesmo, Joyce ? Partilho do mesmo pensamento sobre o mundo machista, apesar do livro não deixar isso explícito acredito que uma das propostas da autora era trazer essa reflexão, que funcionou por partes.😊

      Curtido por 2 pessoas

  3. Olá!
    Esse realmente não faz meu estilo de livro, raramente gosto de obras que giram em torno de personagens jovens.
    Mas como tenho que sair da zona de conforto, recentemente tive contato com “O Sol Também é Uma Estrela”. Sinceramente?!
    Amei!

    Beijos!

    Curtido por 2 pessoas

    1. Oláá 😊
      Também não sou muito fã de personagens adolescentes, mas assim como você tento sair da zona de conforto. Quase sempre é bom, né ? Ah, o livro “O Sol também é uma estrela” está na minha lista 😉
      Valeu, Samy ♡

      Curtido por 1 pessoa

  4. Nossa, imagino a confusão de sentimentos dentro dessa protagonista, afinal, quem nunca foi traído? Já fui traída por amizades que jurava que eram 100%, hoje em dia conto na palma de uma mão as pessoas que confio.
    Meu pensamento sobre esse tema é como o do Vláxio.

    Curtido por 2 pessoas

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