#LeituradaSemana, Lançamentos, Livros, Resenha da Leitura, Resenhas

Resenha: A origem, de Dan Brown

Se você acompanha o blog há algum tempo, provavelmente deve saber que sou suspeito para falar dos livros do Dan Brown. O cara é um monstro do suspense contemporâneo, com capacidade de escrita de uma fluidez assombrosa e, muito embora suas histórias estruturem-se a partir de uma fórmula comercial, ele consegue se destacar facilmente entre outros nomes que trabalham com o mesmo gênero.

Agora ele resolveu falar sobre a origem do universo. Continue lendo “Resenha: A origem, de Dan Brown”

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#LeituradaSemana

Vamos tirar um tempo para HQ

Sim! As histórias em quadrinho (HQ’s) estão aí faz bastante tempo e cada vez mais elas ganham seu destaque em todos os lugares. Então, sim, caro leitor, tire um pouco do seu tempo de leitura e vá ler uma HQ, ela pode lhe trazer tanto conteúdo quanto o livro que você lê. Continue lendo “Vamos tirar um tempo para HQ”

#LeituradaSemana

#MLI2015 – Atualização Semanal #03

Olá,

A temática da semana era Romance, YA e Drama. Não sou fã de Drama – corro longe desse tipo de livro -, mas sou uma leitora fissurada em Romance. Então fiz uma aposta alta para essa terceira semana de maratona: três livros grandes. Tenho satisfação em dizer que consegui realizar a meta e que fiz ótimas leituras. Há um certo consenso entre os livros que as pessoas loucas vem da Califórnia e que pessoas felizes não moram no Canadá. Vamos lá!

RESUMO DA SEMANA #03

Livros:

1. Fury, de Laurann Dohner *resenhado

2. Sedutor, de Christina Launren *resenhado

3. O inferno de Gabriel *resenhado

Total de páginas: 1.253

Até a próxima semana!

Beijos, May

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#MLI2015 – Half Bad & Half Lies, de Sally Green

Half Bad

Olá!
Não sei como anda a maratona de vocês, mas a minha começou fodidamente bem. Desculpa o palavreado de baixo escalão, mas não existe um advérbio que se encaixe melhor. Talvez maravilhosamente cruel e monstruoso funcione também… Difícil dizer.

Só não posso acreditar que demorei tanto para começar a ler a Trilogia Half Bad e mergulhar de cabeça nesse mundo onde existem os bruxos das Sombras e os bruxos da Luz, que obviamente se odeiam e se matam mutuamente. O plano de fundo é a Europa e seus personagens são de diversos lugares, sempre tendo a magia como ponto em comum. Nesta estória devemos esquecer que o bem é representado por um símbolo e que o fato de tratar-se de bruxos exime-os de serem tão cruéis, se não mais, nas torturas físicas. Não há essa de eu sou um representante da paz, da justiça e de tudo que há de bom no universo, esse tipo é o pior monstro, é aquele que te torna uma massa sangrenta e ri em cima do seu cadáver. Se tiver uma coisa que posso afirmar sem culpa nenhuma de spoiler é que Half Bad é crueldade crua e nua, um misto de intolerância e impertinência.

Acompanhamos a trajetória de Nathan e sua evolução de menino a homem, um menino afastado de sua própria sociedade por ser o que eles chamam de meio-código – meio bruxo da Luz e meio bruxo das Sombras. Se fosse simples, o que com certeza não é, ser um mestiço entre duas facções de bruxos que se odeiam, Nathan é filho do bruxo das Sombras mais procurado do globo e o mais maligno de todos, conhecido por caçar e matar bruxos de não importa qual facção e comer seus corações para obter seus poderes. Nathan foi criado pelo lado da Luz de sua genética sendo odiado por sua meia irmã mais velha Jessica e criando um laço de amizade e companheirismo com seu meio irmão Arran; ele se apaixonou no início da adolescência por uma linda bruxa da Luz da mais pura linhagem chamada Annalise, levou umas surras, bateu de volta… O básico para um menino. A coisa é que o Conselho dos Bruxos da Luz o vê como uma de duas armas profetizadas que podem matar Marcus, o pai de Nathan. Agora chegamos ao ponto que eu queria, Nathan não fica de mimimi “eu não quero ser que nem meu pai e eu vou atrás dele e matá-lo para provar que eu sou bom e blábláblá”. Ele sente no fundo do âmago que o pai dele é de algum jeito bom, que ele se importa com Nathan, que ele sempre o tem vigiado e que o ama. Ele quer encontrar esse pai, quer provar que nunca o mataria. E essa ideia é reforçada quando Nathan é tirado de sua família pelo Conselho e entregue a uma ditadora que ninguém sabe se odeia ou se gosta. Nathan tem que escapar de qualquer modo e encontrar uma bruxa, Mercury, que pode ajudá-lo a se tornar um bruxo de verdade, pois eles têm que passar por um ritual elaborado aos 17 anos.

“— Tanto em termos de violência quanto de fama, sua família supera a minha.”

— Gabriel, p. 227.

Nesse quesito o livro não peca. Sally Green conseguiu construir uma cultura envolvendo esses dois povos e seus vários outros componentes, recheou o livro com a necessidade que Nathan tem de passar por esse ritual de transição e descobrir o seu dom. A narrativa na primeira parte do livro, posto que ele é dividido em seis partes, me deixou com um pé atrás. Acontece que ele narra em segunda pessoa, eu nunca tinha lido nada assim, mas é só na primeira parte mesmo. Depois, quando entendi o porquê daquele início, eu só conseguia ficar abismada e xingar de tão incrível que a escritora conseguiu externar o fato de que o personagem estava andando na corda bamba da loucura. E o Nathan, minha gente, é um filho da mãe impertinente. Existem poucos personagens principais que nós podemos encher a boca para falar que adoramos, que são incríveis, Nathan é assim para mim. Acho que é muito culpa da autora também, ela te liga ao personagem e você se aferra às necessidades dele como se fossem suas.

“— Ela é uma bruxa velha e maluca — digo. — Ninguém mais na família foi convidado. Não a conheço e não devo ir a lugar nenhum sem a permissão do Conselho. — Sorrio, para o deleite de Arran. — É claro que vou.”

— Nathan, p. 96.

Além de o livro trazer toda uma ideia sobre preconceito e intolerância, ele me fez questionar se podemos ser bons fazendo o mal. É nisso que Nathan acredita sobre o pai e é nisso que Arran acredita em relação ao irmão. E durante a trajetória de Nathan, a escritora nos prova que é possível. A sobrevivência vem em primeiro lugar.

Agora eu preciso falar um pouquinho de um dos meus personagens favoritos, Gabriel. Gabriel aparece depois da metade do livro como um contato na Suíça que pode ou não levar o nosso protagonista à bruxa Mercury; ele é gay e se apaixona pelo Nathan. É através dele que sabemos que Nathan é um tipo de celebridade, mas também descobrimos um lado sutil do mesmo. A coisa é que eles se tornam amigos, algo que os dois necessitavam. Mesmo depois que Nathan tem jogado na cara dele por um terceiro que o Gab é apaixonado por ele, ele não se afasta e nem tem aquelas reações homofóbicas. É sutil e ao mesmo tempo lindo e desesperador. Eu shippo os dois, mas sabemos que o Nathan ainda tem aquele amor de infância…

“Ele sorri, depois me dá um beijo no rosto, diz algumas palavras e, apesar de ser em francês, sei o significam. Damos um abraço apertado.”

Nathan, p.277.

Eu estou querendo muito ler a continuação, Half Wild, e ontem quando terminei ainda não queria me desligar desse mundo incrível. Existe um conto que foi publicado pela Editora Intrínseca em formato e-book chamado Half Lies, é uma estória que se passa nos Estados Unidos com a irmã do Gabriel, antes de ele se mudar para a Suíça. Ele tem por volta de 62 páginas, mas a prova viva que Sally Green sabe fazer narrativas incríveis não importa a quantidade de páginas. Half Lies é o diário de Michèle, retrata seu dia-a-dia, seu amor por um garoto chamado Sam, sua nova vida em um país novo com seu pai alcoólatra e inútil. Não posso falar muito senão conto tudo, mas no fim foi como se eu estivesse de luto por um membro da minha família. Esse conto me fez gostar ainda mais do Gabriel. Aqui vai um trecho sobre como é um bruxo das Sombras do ponto de vista de um:

“artista

bêbado

fumante

mulherengo

assassino

todas as alternativas anteriores

O típico bruxo das Sombras.”

Michèle sobre o pai.


Ficha Técnica

Título: Half Bad (Trilogia Half Bad #01)

Autor (a): Sally Green

Editora: Intrínseca

Páginas: 301

Ano: 2014

Sinopse:

A história é sempre contada pelos vencedores, dizem. E Nathan, infelizmente, não é um deles.

Na Inglaterra em que ele vive, bruxos e humanos dividem o mesmo espaço, sem, no entanto, se misturarem. Mesmo entre os bruxos, há os que se autodenominam bons, puros e justos – os bruxos da Luz e há, é claro, seus inimigos, aqueles que devem ser combatidos e aniquilados, a origem de todo o mal – os bruxos das Sombras. Nesse mundo dividido entre mocinhos e vilões, não ter um lado é pecado, e esse é exatamente o caso de Nathan, filho de uma bruxa da Luz com um bruxo das Sombras. E seu pai não é um bruxo qualquer, e sim o mais poderoso e cruel que já existiu, acusado de ter matado a mãe de Nathan.

O garoto é visto como uma aberração tanto por seus pares quanto pelo Conselho dos Bruxos da Luz; uma ameaça que precisa ser domada ou exterminada. E as coisas só ficam mais complicadas conforme o tempo passa, já que, ao completarem dezessete anos, todos os bruxos passam por uma cerimônia em que seu dom, o poder que carregarão por toda a vida, é finalmente revelado. Nesse momento se definirá se Nathan é um bruxo da Luz ou das Sombras, e dessa definição dependem suas chances de permanecer vivo.

E o tempo dele está se esgotando.

Em Half Bad, acompanhamos a jornada errante e frenética de Nathan para encontrar o pai, que ele jamais teve a oportunidade de conhecer, e, mais importante ainda, sobreviver. Mas como conseguir isso quando cada passo seu é vigiado e ninguém é confiável – nem mesmo sua família, nem mesmo a garota que você ama?

Com uma narrativa direta e dinâmica, Sally Green constrói uma história arrebatadora sobre intolerância, racismo e os caminhos tortuosos que todos trilhamos rumo ao amadurecimento.


Fiquem ligados no Instagram e descubra as minhas próximas leitura da #MLI2015.

Beijos, May.

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‘Lendo e Relendo’ Sete Dias Sem Fim, de Jonathan Tropper

Olá!

Sabe aqueles seus parentes chatos, intrometidos e bisbilhoteiros? Aquele vizinho que adora um motivo para ir fofocar dos outros na sua casa? Ou suas ex-namoradas, ou namorados, que surgem do nada, logo depois que você foi traído por sua mulher que estava transando com seu chefe sabe-se lá desde quando? Não?! Pois Sete Dias Sem Fim vai lhe ensinar a como lidar com esse tipo de gente. Não, não é autoajuda, mas sim um dos romances mais tragicômicos que você poderá ler esse ano.

Sete Dias Sem Fim, capa original da publicação brasileira.
Sete Dias Sem Fim, capa original da publicação brasileira.

Judd Foxman pegou sua mulher traindo-o com seu chefe. Ele não quer acreditar no que seus olhos estão vendo, não quer ver o que viu e nem consegue expressar a raiva e a dor que está sentindo. O choque de ver e de tentar acreditar nessa possibilidade nos é passado nos mínimos detalhes, e é um dos momentos mais paralisantes do livro! Eu tenho a sensação de já ter passado por isso, o fato de você ver mas não querer acreditar.

Então, Judd saiu de sua casa e foi viver em um porão, perdeu seu emprego – não por ter sido demitido, mas por ter dado um show ao tacar uma cadeira no seu ex-chefe –, e vive arquitetando planos de como acabar coma felicidade de sua ex-esposa e do cretino que roubou seu lugar. Nessa depressão toda ele recebe uma trágica notícia.

De todas as coisas terríveis que estão acontecendo na vida de Judd, seu pai morrer deveria ser ‘simplesmente’ um problema fácil de resolver. Enterre-o, receba os pêsames e volte para casa. Cruel? Não, os Foxman são incapazes de expressar sentimentos, seja em momentos dramáticos ou não! Cheios de sarcasmo, ironia e planos de fuga, eles conseguem tornar qualquer evento numa grande piada.

Porém, o pai de Judd tem um último desejo: que os quatro filhos e a esposa se reúnam na casa onde viveram e cumpram a shivá – uma cerimônia judaica de sete dias de luto. Sete dias com seus três irmãos e sua mãe nada normais não é pra qualquer um. Eles não conseguem passar sequer um dia sem acabarem em algum tipo de briga, imagina sete! E Judd acabou de se tornar a ovelha negra da família, roubando o posto quase permanente de seu irmão mais novo.

Nova edição brasileira com cartaz do filme.
Nova edição brasileira com cartaz do filme.

Os irmãos de Judd são uma coisa… Wendy, a única mulher dos quatro, é casada com um babaca, têm três filhos e construiu um mundo paralelo que reflete o futuro que ela deveria ter tido. Paul é um cara grosseiro, tem um ódio profundo de Judd e é o filho que permaneceu nas asas da família para tocar os negócios do pai. Phillip – o meu irmão favorito – é um vagabundo, mulherengo, vive arranjando encrenca e namora com sua antiga terapeuta, uma mulher respeitada e cheia do dinheiro (hum… tá pra ti!).

Mas o real problema da família Foxman é a sua matriarca. A mãe de Judd, Hill, é uma autora best-seller de livros sobre como criar seus filhos. Ela utilizou suas próprias experiências ao criar seus filhos para escrever seu livro – uma história recheada de momentos desagradáveis que geraram muito bullying.  Além disso, Hill é uma mulher sem filtro algum, não existe tema tabu que não vaze de sua boca em segundos, não há segredos na família que não possam ser discutidos à mesa de jantar e não há privacidade que não possa ser quebrada num piscar de olhos, através da análise dos lençóis, ou de escutar conversas telefônicas.

Já deu para sacar que sete dias com essa família tem tudo para acabar em desastre! Mas além do lado cômico, Judd vai ter muito o que pensar sobre seu futuro e passado, sobre seu casamento e o seu pai, e as crises dessa fase turbulenta pela qual está passando sua vida.

Nunca pensei que poderia existir uma família tão louca quanto a minha, mas Jonathan Tropper superou qualquer expectativa que eu tinha sobre o que é ter uma família problemática e hilária. O livro tem muito humor, mas também é trágico. O equilíbrio entre esses dois fatores o tornou inesquecível. A narrativa acontece de tal forma que você se sente na pele do Judd, já que é ele que narra a estória em primeira pessoa. É tão envolvente que você fica paralisado ao descobrir a traição, ri e chora sem perder a piada da vida e o extremo pessimismo do personagem principal.

Como nem tudo são flores, o livro tem muitos flashbacks longos no início. O autor dá um gostinho no início da família Foxman, mas aí entra um flashback comprido, quando na verdade eu queria ter mais, e o mais depressa possível, o resto da família e a convivência entre eles. Já na segunda parte do livro, levando em conta depois da página 150, tem um flashback que poderia ser melhor desenvolvido, mas ficou frustrante o fato de ter sido tão rápido. E, mais frustrante ainda é o final… Não que seja ruim, mas é um daqueles finais incertos! Eu me apeguei tanto a todos os personagens que queria saber cada mínimo detalhe de suas vidas depois daqueles sete dias retratados.

Eu gostei muito do livro, gostei dos personagens e, fora os detalhes acima, eu gostei de como foi trabalhado o enredo. E, para os meus queridos não leitores e fãs de cinema, o livro ganhou adaptação para as telonas, com estreia para o dia 27 de novembro. Deixo o trailer para vocês, e até a próxima!

Beijos, May.

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‘Lendo e Relendo’ A Seleção, Kiera Cass.

Banner A SeleçãoFonte: Blog Reticências.

Olá,

Depois de muito mimimi… Decidi ler A Seleção. Como vai ter evento aqui em Manaus, eu não vou pagar de poser. Mas já posso ir adiantando que me arrependo de não ter lido antes, talvez não tanto já que eu iria ter que esperar um certo tempo pela continuação. E nessa espera eu ia acabar pirando. Ou perdendo o ritmo! Essa semana eu decidi ler toda a trilogia, e quem quiser saber um pouco mais de como está indo tudo isso: entre no meu perfil ou na página do blog para acompanhar.


Título: A Seleção

Série: The Selection

Autor (a): Kiera Cass

Editora: Seguinte (Companhia das Letras)

Páginas: 386

Ano: 2012

Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.

Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.

Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.” Sinopse via Skoob.


Sobre Illéa, o sistema de castas e A Seleção…

Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, após a 4ª Guerra Mundial, e mais recentemente a Illéa, um país jovem divido em castas que vive sobre uma monarquia, a Seleção é uma competição que reúne trinta e cinco mulheres entre dezesseis e vinte anos para competir pelo príncipe e a coroa.

Após a 4ª Guerra Mundial, as pessoas que tinham mais posses doaram para reestruturação do país. Assim surgiu o sistema de castas, aqueles que mais contribuíram se tornaram casta DOIS ou TRÊS, enquanto que aqueles que estavam afrente do projeto se tornaram UM, a realeza. Illéa vive sobre esse sistema rígido, e há 8 castas. Sendo que aqueles com mais poder e mais riquezas são UM e os mais pobres são OITO, funciona de forma decrescente. Cada casta tem seu lugar para a sociedade, seus atributos. Por exemplo, a casta CINCO é constituída de artista. E a SEIS de serviçais. Há um grande abismo social entre as castas, muita desigualdade e fome nas castas inferiores (CINCO, SEIS, SETE e OITO).

Diferente do que nós vemos por aí, os príncipes de Illéa se casam com plebeias quando atingem a maior idade. A explicação é  que é para elevar a alta-estima do país. Para selecionar a futura rainha acontece uma competição conhecida como A Seleção, tudo muito Reality Show. Trinta e cinco mulheres são selecionadas, e devem se mudar para o castelo que sofre vários ataques rebeldes e competir pela atenção do príncipe. As últimas dez se tornam A Elite, que é quando elas começam a aprender os ofícios de uma princesa até o ponto em que o príncipe faça sua escolha final.


A Seleção (o livro)

America Singer é uma garota normal até certo ponto, tem dezessete anos, pertence a casta CINCO, uma excelente cantora (mesmo sem eu nunca a ter ouvido cantar), toca inúmeros instrumentos e fala três idiomas. Concordo que há músicas magnificas em francês. Bem, ela tem um namorado secreto (como quase a maioria das meninas). Mas Aspen pertence a casta SEIS, e a mãe de America é bem enfática sobre o fato de que ela almeja que seus filhos subam na vida e de casta.

A vida de America muda quando uma carta chega a sua casa anunciando A Seleção. Claro que America quer continuar com o amor da sua vida, mas a mãe dela tem outros planos. Mesmo America já tendo em mente se inscrever para A Seleção, após Aspen a convencer (achei ele muito altruísta), ela deixa a mãe pensar que cedeu aos seus caprichos e consegue tirar o lucro dela de suas apresentações solo. No fim, America pensou que nunca seria selecionada, muitas meninas competindo e o que deveria ser um sorteio não é bem um sorteio, mas uma disputa de quem tem os melhores contatos e atributos.

Óbvio que ela é selecionada, tendo recentemente rompido com Aspen e o dinheiro que sua família ganhará em sua ausência como grandes motivadores para ela participar. Ela tinha em mente permanecer o máximo possível, mas não estando na competição em si. América pensa muitas coisas ruins do príncipe Maxon, considerando-o arrogante e mimado, ela não quer o príncipe e nem a coroa. Mas as coisas mudam quando ela o conhece…Maxon não é nada do que América esperava, ele não tem um pingo de tato com as mulheres, é tímido, bonito, educado, engraçado e um pouco sarcástico sobre si mesmo.

America começa a se aproxima do príncipe e se encanta com ele, e ele com ela. Se tornam amigos logo e ela promete lhe ajudar a encontrar uma boa esposa, mas as coisas mudam de rumo e disputar sua atenção com trinta e quatro mulheres e o seu trabalho vai ser um grande desafio. E seu coração ainda bati celerado por Aspen, aparentemente ele nunca vai sair de sua mente e nem o amor que ainda sente por ele de seu coração.


Minha opinião…

Primeiro, ainda não sei se devo torcer para o Aspen ou o Maxon…

Eu gostei muito do livro, achei que a estória é fantástica. Eu adorei o fato do Maxon querer o melhor para a America, e gostei da America ter a convicção de que o ama e que esse amor superaria tudo, até a fome. O Maxon foi uma agradável surpresa e uma grande incógnita muitas vezes durante o livro. Ele é um homem apaixonante, dedicado e sensível. Gostei da America, principalmente quando ela revelava o lado dela mais forte e capaz.

Acabei lendo o livro só de uma vez. É daqueles que você perde o tempo, fica sem noção de quanto passou e de onde você realmente está. Quando eu terminei já tinha clareado e eu fiquei embasbacada como passou tão rápido e eu mal tinha aproveitado o livro! Já comecei A Elite, o 2º volume da trilogia, e vou lê-lo com calma para prestar atenção aos detalhes.

E sim, A Seleção é um livro que eu indico. Gostaria de agradecer a todos que ficaram no meu ouvido dizendo que eu deveria ler, que eu ia amar e que era muuuuuuuuito muito-muito-muito bom.


Kiera Cass

Kiera Cass nasceu em 1981, na Carolina do Sul, Estados Unidos. Formou-se em história na Universidade de Radford, na Virginia, e publicou seu primeiro livros, The Siren, em 2009, em uma edição independente. Beijou aproximadamente catorze garotos em sua vida, mas nenhum deles era um príncipe.

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