Resenhas

Antes de ser feliz com alguém, seja feliz sozinha… P$%&@!

Querida leitora,

Não se engane, eu não irei passar a mão na sua cabeça enquanto você chora por algum cafajeste que não te merece e nunca te mereceu. Eu irei fazer de tudo para reerguê-la das cinzas, encontrar sua alto-estima e desbravar seu lado selvagem. É claro que alguns conselhos serão necessários, mas nada de palavras suaves. Palavras suaves não combinam com a nossa protagonista de hoje, ela é dura e direta. Libertina, língua afiada e saltos “foda-me”. Aqui vão alguns comentários sobre O juiz, de Katherine Laccom’T: Continue lendo “Antes de ser feliz com alguém, seja feliz sozinha… P$%&@!”

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Parcerias

Um treinador para ser meu…

Ola, leitores!

Depois de todos aqueles Diários de Leitura, vocês perceberam que eu amo um livro curto e doce com um molho extra-clichê. Bem, quando a Vanessa Gramkow nos contatou em janeiro, estávamos sobrecarregados preparando o aniversário do blog e todas aquelas postagens e sorteios. Contudo, foi amor à primeira lida da sinopse. Eu não podia deixar de querer ler aquilo, relaxar minha mente com um lindo romance e algumas intrigas entre o casal para apimentar. Sendo assim, apresento a vocês nossa nova parceria e O treinador do meu sobrinho:

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Livros, Resenhas

‘Lendo e Relendo’ Evangeline – relatos de um mundo sem luz, Jan Santos.

Banner 1 Evangeline - relatos de um mundo sem luzOlá,

Para fechar a semana, nada melhor do que com um pouco de fantasia. E, ainda por cima, com um autor da minha região. Evangeline – relatos de um mundo sem luz é uma parceria do blog com o escritor Jan Santos, acadêmico de Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Amazonas e fã de Tolkien. Quem quiser saber um pouco mais sobre a parceria com o Jan, clique aqui.

evangeline-relatos-de-um-mundo-sem-luzEste livro é uma coletânea que reuni contos e poesias sobre personagens da obra principal e mitos de uma terra chamada Hélade, onde não há sol a mais de 400 anos. Os mitos têm similaridades com os mitos gregos, mas também há um conto que tem características regionais. O livro foi escrito com o intuito de divulgar a série Evangeline e atiçar a curiosidade do leitor para o primeiro volume da série, As algemas do dia.

Eu gostei bastante de Sabedoria de copo e Um prelúdio para o Emissário, como ambos são escritos por um bardo, creio eu que são ‘trechos’ de canções. Eles até tem uma sonoridade bonita quando lindos em voz alta… Sim, eu li alto uma dúzia de vezes.

Entre meus contos favoritos estão Lágrimas de sereia, A lamparina e O peregrino. Mas, com certeza, Sono de adúltero é o conto principal do livro. Sem muitos comentários para não soltar spoilers, mas tem história aí. Destaque para A lamparina, meu conto favorito, que conta um pouco sobre um prostituto que está empurrando a vida até a visita do próximo cliente. Os fortes entenderam o porquê de ser o meu conto favorito.

Uma leitura agradável, e bem rápida até. Então, por que a demora? Simplesmente, era um livro que requeria mais de minha atenção do que eu poderia oferecer enquanto estava enterrada entre faculdade e os eventos. Não só por ser uma parceria que eu queria me dedicar, mas pela linguagem formal do escritor. Acabei lendo esse livro umas três vezes, na última só reli algumas anotações, mas em alguns contos é impossível não se perder na leitura como se fosse a  primeira vez.

Curiosidades

  1. Jan começou a escrever o primeiro livro por causa de um trabalho de escola quando tinha 17 anos;
  2. O primeiro volume da série era conhecido até recentemente como Emissário de Fogo, que agora passará a ser o título do segundo volume;
  3. O primeiro livro concorrerá ao Prêmio Bang! só para livros fantásticos da editora SDE Brasil. Vamos torcer bastante para o Jan!!

Onde encontro meu exemplar?

Em Manaus, Livraria Nacional (Centro) e Livraria da Lua (UFAM);

Outros estados, entre em contato pelo e-mail assessoriajansantos@gmail.com ou pela página Evangeline – relatos de um mundo sem luz no Facebook.

Beijos, May.

Livros, Resenhas

Resenha: a base do iceberg, por Flávio Sanso (formidável)

Olá, pessoal, eu me chamo F. B. Vlaxio e vim aqui para falar um pouco sobre A Base do Iceberg, do Flávio Sanso – já parceiro do blog, diga-se… – e sobre algumas considerações quanto ao que achei do livro como um todo. Dispensem-se os argumentos ad hominem concernente à minha pessoa, pois o que escreverei abaixo é meramente um miolo de entendimento e opiniões particulares, e, portanto, pensamentos de uma especificidade que, por acaso, será compartilhada em forma de uma resenha crítica.

Sanso é um carioca de 33 anos, formado em Direito e, vejam só!, blogueiro. Assina postagens no Reticência, onde mantém uma lista de contos, crônicas e poesias próprios, e amplia sua atuação na web através do Coruja Cultural, que é um site destinado à divulgação de artistas e eventos culturais. Mas tudo isso vocês já sabiam desde que leram esse post há algum tempo.

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Uma coisa que me deixou receoso para começar a ler A Base do Iceberg foi a seguinte informação na orelha da contracapa do livro: […] é seu romance de estreia. Argh!, a gente que é brasileiro vindo de um sistema educacional “fálico” (risos) e de uma construção literária defeituosa sempre torce o nariz quando se depara com um título tupiniquim, o que não dizer quando o autor é de primeira viagem! Contudo, como na maioria das vezes, sempre acabamos nos enganando – e é aí que precisamos nos redimir. Isto posto, quero dizer que o livro que inaugurou o Sanso no mundo das publicações é, sem dúvida, um engano para lá de agradável.

A nível de sinopse, o enredo principal conta a história de Pedro, um jornalista excepcional, mas frustrado com o seu emprego atual. Rechaçado intelectualmente pelo seu chefe – história antiga, favores mau quistos –, ele resolve pedir demissão, porém esse é apenas um dos seus problemas, aos quais se somam seu divórcio por uma quase-traição e os conflitos internos de uma possível crise existencial.

A escrita de Sanso é musical, desliza na boca quando lida em voz alta. Dá para imaginar um audiobook com facilidade. O arsenal de palavras que ele usa é interminável, nossa senhora! A estética narrativa é pra revisor nenhum botar defeito. Os capítulos são pequenos e escritos pelo ponto de vista de mais de um personagem – o que gera a impossibilidade de o livro se tornar maçante, pois acaba criando um dinamismo na narração.

A suavidade com que os detalhes são descritos é simples e despretensiosa (talvez por isso eu tenho gostado tanto), e isso nos leva em algum momento a acreditar que o livro não é um projeto ambicioso, mas, então, logo em seguida nos vemos ludibriados, enganados da forma mais cruel que um autor pode fazer, especialmente no que diz respeito às personalidades de cada personagem.

Sanso vai concedendo migalhas racionadas sobre a história por trás da história, criando um ambiente onde especulamos muitas coisas. Mas ele só doa pistas suficientes para o leitor assossegar suas dúvidas, nunca satisfazê-las por completo, e, assim, ficamos com cara de bobos quando nossas tão-perfeitas conjecturas sobre o futuro e o passado se mostram categoricamente equivocadas. Romance de estreia, sei… Pode até ser, mas o autor não está nem perto de ser inexperiente, não deixa nada a desejar, e, admitamos!, é um bocado melhor que muito escritor best-seller vendendo beleza por aí.

Ele floreia quando escreve, encontrando formas simples de descrever coisas complexas e formas adicionais – mais bonitas, certamente – de escrever coisas simples. A maior parte do texto é composta somente pela narração dos eventos, deixando muitas vezes de lado o diálogo verbal entre os protagonistas, mas, veja bem, isso não é um defeito de estilo literário – pelo contrário, a escassez das falas nos incita a criá-las nós mesmos na nossa mente, sempre levando em consideração as características que conseguimos, a duras penas, extrair do que já foi lido.

Vez ou outra, é possível se sentir no centro de um romance noir de Agatha Christie, e aí você constantemente espera que o culpado seja o mordomo. Como no caso de Miguel, por exemplo, amigo de Pedro. Até que ponto vai essa amizade? Será que ela algum dia foi desprovida de interesses outros que não a irmandade entre dois seres humanos? É confuso, mas interessante. Assustador às vezes, mas também empático. Acabamos deixando nossas proposições de lado, mas o fato é que elas existiram.

O grande objetivo da história, creio eu, foi a criação caleidoscópica dos sentimentos experimentados pelos personagens, compartilhados entre si, e a interpretação particular de cada verdade contada. Há várias versões para um mesmo evento, mas no final tudo passa a fazer sentido e descobrimos que ninguém nunca está completamente errado. Existirá sempre uma ambiguidade de compreensão rondando a vida deles.

Despois que Pedro recebe a maioria dos baques conseguintes às suas desventuras (a parte mais legal do livro começa lá pela centésima página), ele passa a se dedicar àquilo que sempre quis fazer e nunca teve coragem, escrever um livro sobre a Revolução Fraterna e seu principal protagonista, Donatelo Veras. A princípio, pensei que a revolução descrita era mesmo verídica, e me empenhei em alguns minutos de pesquisas online para, só então, constatar que ela era fictícia. O que me fez acreditar na sua veracidade, no entanto, foi nada menos que a credibilidade e confiança com que o autor descreve as cenas. Ele me fez acreditar.

Entrementes, apesar de todo o mar de rosas que eu estava vivendo na leitura, há um aspecto que me incomodou um pouco. Não chega a ser uma falha; apenas, talvez, um equívoco de gentileza. Depois que memorizamos a estrutura da narrativa, passamos a achar a história de certo modo previsível, não de acordo com os fatos, é claro, mas no quesito organizacional do enredo: ele primeiro nos agracia com uma dúvida, e, ao invés de fazê-la perdurar para que nos corroamos de curiosidade, simplesmente nos dá as respostas logo em seguida, sem falta. Isso acontece algumas vezes, muito embora não seja algo que atrapalhe na leitura. Como disse, não é uma falha. Mas foi algo que ficou martelando na minha cabeça por alguns bons capítulos.

Mais do que uma história de versões e dicotomias, A Base do Iceberg ganha pontos positivos pelo simples fato de ser uma busca. Uma jornada, se preferirem. O encontro de Pedro com seu ídolo é delicado, razoável e sensato, na medida certa para nos fazer simpatizar com a comunhão entre ambos. Tendo sempre em mente, é óbvio, que nem tudo é o que parece.

Pedro, antes de jornalista, é escritor. E em determinadas partes do livro ele chega mesmo a dar dicas, mesmo que discretamente, para quem gostaria de escrever. Organização, foco, café… várias dessas coisas são artifícios que ajudam e muito na hora de colocar no papel aquela história carcomida de séculos de idade que a gente “nunca tem tempo” para elaborar completamente. E, como seria de esperar, o bloqueio mental é uma doença dantesca que aflige a todos os mortais, independente da sua raça, credo, orientação sexual ou gosto musical.

Fiquei ao mesmo tempo chocado e sem fôlego quando ele roubou o diário do museu. Eu no lugar dele, muito provavelmente, teria feito a mesma coisa, mas, estando fora de um romance, eu com certeza seria pego em flagrante. O livro tem dessas coisas, ora deixa a gente sem fôlego, ora apreensivos, ora com vontade de socar certos chefes à la Tutankamon. Sanso quis brincar com nosso estômago e conseguiu nos levar até as vias de fato para ver se aguentaríamos determinadas situações. Genial.

Uma das veias importantes no quesito social é o apelo que o livro faz quanto à cegueira tupiniquim quando se trata da própria história. Isso é uma verdade tenebrosa, devo admitir. De algum modo, não sei bem o porquê, tornamo-nos xenofílicos ao ponto de vendermos uma “patriofobia” social quando nos relacionamos. Parece que os gringos e sua bagagem cultural são sempre mais interessantes que nós mesmos. Acabamos nos esquecendo, porém, que estamos quase sempre equivocados quanto a isso. E sabem por quê? Ora, isso é simples: não vivemos em um país politicamente incorreto, vivemos num país incorreto politicamente.

O livro termina de forma saudosista e esperada. Minhas expectativas foram todas supridas, mas, para falar a verdade, essa é mais uma das gentilezas do autor. Eu explico: fiquei surpreso. Mais do que imaginava, na verdade. Em algum lugar, entretanto, pensei que haveria um final odioso, mas válido. Esperava um complemento derradeiro menos provinciano e mais funesto, quem sabe. A história, contudo, é sensacional, e coloco minha mão no fogo por essa afirmação. Meu trecho favorito é um dos últimos:

Abandonar-se ao sumiço na escuridão, mergulhar no vazio, deixar de existir. Dormir é uma sensação desesperadora, e se não damos conta disso é por causa da certeza que se tem a respeito do ato de acordar. Ao final de todos os dias me entrego à expectativa infantil de conseguir sonhar. De preferência um sonho em que eu consiga voar pela extensão de distâncias improváveis, assim como fazem as aves que ensinam o caminho da verdade.” (SANSO, p. 321)

Entre altos e baixos, as mais de trezentas páginas são preenchidas por gracejos narrativos que nos fazem querer terminar a leitura em uma só tentativa. Existe uma monotonia recorrente no ritmo dos acontecimentos, mas, de novo, o que seria, talvez, um ponto negativo da história acaba se tornando um de seus trunfos. Sanso não se apressou em fazer seus relatos, tomou o tempo necessário para tratar de cada aspecto, e, então, alcançou o topo da trama com maestria.

Esse livro com certeza entrou para a minha lista de títulos que pretendo reler no futuro. Algo me diz que a história é atemporal, pois, mais do que qualquer coisa, trata-se de relações e convivências, verdades e omissões. Faço votos de que o Sanso possa continuar na carreira de escritor e lance mais que rapidamente um novo título. Logo. Gostaria que o Brasil tivesse, atualmente, mais autores desse calibre, principalmente nessa onda cinzenta de tons sexuais pela qual passamos.

Espero que tenham gostado (e entendido) da resenha. É uma história que recomendo sem medo de errar para pessoas entre 18 e 109 anos.

Obrigado pela atenção e até uma possível próxima vez,

Vlaxio. =)

Eventos

O Que Teve na Minha Estante Esse Mês #05… de Outubro.

Oi,

Para os que não lembram, a coluna O Que Teve na Minha Estante Essa Mês é aonde eu falo sobre os livros que comprei, emprestei e ganhei durante o mês em questão. A coluna de hoje está recheada, a 1ª Feira do Livro de Manaus me rendeu não só livros, mas novos amigos e histórias engraçadas. Principal Eu sigo um certo parâmetro, só conto um livro dentro de um mês quando ele chega no tal mês. Não adianta eu comprar em um mês, se ele só chega no próximo. Se não eu fico louca tentando saber quando eu comprei, ganhei… Bem, para resumir, eu ganhei o Top Comentarista no blog da Camila, o Leitora Compulsiva, e o prêmio era um livro a minha escolha.

Com um Pé na Sepultura – Night Huntress #2 – Jeaniene Frost “Você pode até fugir da sepultura, mas não pode se esconder para sempre… A meio-vampira Cat Crawfield é agora a Agente Especial Cat Crawfield, trabalhando para o governo para livrar o mundo de mortos-vivos mal intencionados. Ela ainda usa tudo o que Bones, seu ex-namorado sexy e perigoso, ensinou a ela. Mas quando Cat torna-se alvo de assassinos, o único homem que pode ajudá-la é justamente o vampiro que ela abandonou. Estar perto dele desperta todas as suas emoções, desde a adrenalina ao matar vampiros ao seu lado à temerária paixão que os consome. Mas o preço por sua cabeça – Procura-se: morta ou meio-morta – significa que sua sobrevivência depende de unir-se a Bones. Não importa o quanto tente manter as coisas profissionais entre eles, Cat irá descobrir que o desejo dura para sempre… E que Bones não vai deixá-la fugir novamente. “Uma nova reviravolta nos clássicos mitos de vampiros… Jeaniene Frost tem um livro campeão em suas mãos.” Yasmine Galenorn, autora bestseller de Changeling, USA Today.” Sinopse via Skoob.

Como eu já estava no clima Night Huntress, eu escolhi esse livro como prêmio do Top Comentarista. Já tem resenha aqui no blog de Com um Pé na Sepultura, aproveitem e deem uma olhada que o livro é fantástico.

A Bibliotecária – Logan Belle

“A jovem Regina Finch acaba de chegar a Manhattan para trabalhar na Biblioteca Pública de Nova York. Mas o que parecia ser a promessa de uma rotina tranquila em meio a clássicos da literatura logo se revela um irresistível jogo de sedução quando ela conhece o envolvente Sebastian Barnes, investidor da instituição e um dos homens mais cobiçados da cidade, que fica obcecado pela beleza da bibliotecária. A até então ingênua Regina se entrega a um crescente e selvagem desejo que parece consumi-la mais a cada dia, uma paixão que despertará na jovem sensações jamais imaginadas.” Sinopse via Skoob.

Esse livro é tão a minha cara! Okay, eu comprei por causa do título. Já comecei a ler e semana que vem faço resenha para vocês, e foi baratinho na Saraiva!

Os próximos dois são muito especiais, Contos da Caçadora  e Poderes Encrenqueiros são da escritora Viviane Machado. A Vivi disponibilizou na Amazon os dois de graça por três dias, e como comemoração do seu aniversário semana passada estava na Amazon de novo (de graça) com mais outros dois livros dela, O Caçado e Steph, a super-hiperativa, por 1,99. Quem saber mais? Clique aqui!

Sobre os Contos:

Contos da Caçadora é uma coletânea de contos feitos pela autora ao longo dos anos para os fãs da série, os quais ela disponibilizou em seu site. Os Contos são para serem lidos um dia após o outro (não todos de uma vez), que seria o dia a dia de Jessi e Zack – a caçadora de vampiros mais incompetente do mundo e o vampiro mais sacana do mundo.

Viviane Fair, Contos da Caçadora.

Poderes Encrenqueiros é um conto baseado no livro Quem precisa de heróis?

Na Amazon:

Steph, a super-hiperativa.

Contos da Caçadora

O Caçado

Poderes Encrenqueiros

Agora vamos começar a escalação da 1ª Feira do Livro de Manaus!

Secundária

Eu vou começar pelo livro do Jan Santos, mas não vamos falar muito dele que essa semana eu farei um post especial sobre o autor e o livro.

Evangeline – Relatos de um mundo sem luz

“Há lugares dos quais os homens esqueceram de ter ouvido falar. Há mundos por detrás da lembrança que escondem um passado sombrio. E há Hélade, uma terra sem sol, de deuses assassinados e de futuro incerto. Através da noite perpétua que aprisionou o Dia, há tantos séculos, escutam-se sussurros, uns mais altos, outros em menor tom… Mas todos com vozes distintas. Dentre reis e plebeus, sacerdotes e feiticeiras, soldados e corvos, vivos e mortos, todos têm uma história a ser contada.” Sinopse via fã page oficial no Facebook.

 Jan Santos – Acadêmico de Letras Língua Portuguesa, amante da literatura tolkiana… Um cara pra se passar no corredor e dizer “oi”.

SAM_1578Magia de Horféria  – Parte 1: Em busca da Pro-Raio, de E. V. Pinheiro.

Eu não sei o que dizer da estória desse livro, não tem resumo ou resenha alguma, mas eu sou do tipo que persiste em novos escritores e acabei comprando do mesmo jeito. E. V. Pinheiro estuda Letras na UFAM e esteve vendendo seu primeiro livro no estande da N-Linguagens, projeto dos alunos de Letras da UFAM, na feira. O título do livro me chamou atenção e também o que seus colegas de curso disseram sobre a dedicação do escritor. O interessante desse livro é que ele foi feito artesanalmente, numa passada de olhos você perde esse detalhe pelo capricho com que foi feito.

Beijinhos para o pessoal do N-Linguagens. Vocês foram muitos bons comigo, eu só tenho a agradecer!

As batalhas do castelo

As Batalhas do Castelo – Domingos Pellegrini

“Mais ou menos lá pelo meio da Idade Média”, um bobo da corte recebe de herança do rei um castelo abandonado – e também os doentes e aleijados do reino como súditos… Começa assim este romance de heróis estranhos (e na realidade tão comuns), lutando por uma vida melhor, com armas muito atuais: o trabalho, o companheirismo, a confiança, a criatividade, para vencer a fome e a peste. Depois, enfrentando o obscurantismo e a opressão, o Castelo resiste, e vence novamente através do perdão e da união, lições também muito atuais para o mundo de hoje.” Sinopse via Skoob.

Gente, nem sei o nome de quem me deu! Sei que é uma acadêmica de Letras Francesa. Pra vocês verem a situação… Este livro é uma reedição de As batalhas do castelo, publicado originalmente em 1987 e que ganhou o prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte APCA para melhor livro juvenil.

O Véu – Luis Eduardo Matta

“Araci Quintanilha, é a proprietária da Casa Quintanilha de Leilões, no Rio de Janeiro, que vive dias de expectativa com a aproximação do leilão onde uma misteriosa tela a óleo, chamada ‘O Véu’, será posta à venda. O quadro que foi condenado por várias lideranças muçulmanas em todo o mundo por retratar uma mulher seminua usando o véu islâmico, tem uma trajetória marcada pelo sucesso, pela polêmica, pela intriga e pela tragédia. Diversas pessoas morreram por sua causa – inclusive o próprio pintor, Lourenço Monte Mor, vitimado por um incêndio em sua casa, jamais esclarecido. Obscuros segredos do passado ligam o quadro ao assassinato, em 2005 na Arábia Saudita, de Abu al-Horiah, o líder da Azadi, uma organização extremista iraniana responsável por inúmeros atentados terroristas nas décadas de 1980 e 1990. Tudo levava a crer que a morte de Abu al-Horiah e de seu filho Arsalan, tido como seu sucessor, sepultara de vez a Azadi, mas, tempos mais tarde, começaram a circular rumores de que a organização estaria se rearticulando sob o comando de uma nova líder, conhecida como Umm al-Hakika. Os rumores sobre a ressurreição da Azadi coincidem com a chegada ao Brasil de Mohsen Khajepour, um conceituado intelectual iraniano radicado na Suíça, que acaba assassinado em circunstâncias misteriosas, às vésperas das eleições presidenciais iranianas de 2009. Durante anos acreditou-se que ‘O Véu’ tivesse sido destruído no incêndio que matou Lourenço Monte Mor, mas ele estivera, todo esse tempo, escondido no apartamento de Araci Quintanilha. Quando o seu leilão é anunciado e a opinião pública toma conhecimento de que a polêmica obra sobrevivera, Araci, subitamente, se vê arrastada para um redemoinho vertiginoso de acontecimentos perturbadores onde sua própria segurança é colocada em risco. Ameaçada por terroristas, ela é obrigada a fugir, sem perceber que uma conspiração de proporções gigantescas está em curso. E que o misterioso quadro, que guardara consigo durante anos, esconde um terrível e fantástico segredo, que poderá mudar tragicamente a geopolítica do mundo. Nesse thriller eletrizante e envolvente em que os bastidores do rico mercado de arte se mesclam às entranhas sórdidas da turbulenta política do Irã, os destinos de três mulheres se cruzam na busca pela verdade e pela liberdade.” Sinopse via Skoob.

A Outra Face do Desejo – Luis Eduardo Matta

“Durante muito tempo, a publicitária Fernanda Soares de Lima, de 36 anos, teve um casamento estável, porém monótono. Quando o marido morre inesperadamente, a redoma de segurança que ela ergueu em torno de si é rompida e emoções há muito tempo adormecidas vêm à tona. A principal é a lembrança da única grande paixão da sua vida, Ricardo, que Fernanda conheceu no  final da adolescência e nunca mais viu desde então. Esse, porém, está longe de ser o maior problema da sua nova fase de vida. Fernanda ainda tem que lutar contra o ódio doentio da sogra, Adelina Figueroa, que arquiteta um plano diabólico para destruir a nora. A situação se agrava quando a melhor amiga de Fernanda é inexplicavelmente assassinada, transformando todos à sua volta em potenciais suspeitos. Em meio ao mistério em torno do crime, Fernanda tem sua vida abalada por uma sucessão vertiginosa de episódios inexplicáveis e aterrorizantes que ameaçam arruiná-la. E enquanto procura desesperadamente entender o que está acontecendo, ela reencontra sua antiga paixão, sem imaginar que ele pode se transformar no seu maior pesadelo. Misturando drama, amor, mistério e suspense, A outra face do desejo é um thriller envolvente que conduz o leitor pelos labirintos dos comfitos existenciais e afetivos até um desfecho surpreendente e assustador.” Sinopse via Primavera Editorial.

Luis Eduardo Matta esteve na 1ª Feira do Livro de Manaus, eu não conhecia o escritor, mas veja como eventos como esse traz oportunidades não só para escritores, mas também para leitores e blogueiros. Quando li cronograma e soube que ele estaria palestrando, peguei os livros no stand da Valer e li as sinopses, a que devo ressaltar são muito boas. Não resisti e comprei um dos livros para ele autografar para mim. Luis Eduardo Matta é muito atencioso e do tipo que gosta de fazer piada com a própria desgraça, sendo sempre muito simpático e espontâneo. Os livros são do gênero thriller não-policial, nunca li nada parecido. Espero que me surpreenda, já acho que ficarei viciada. SAM_1524

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Quero indicar para os que ficaram curiosos, estiveram ou não na Feira, o blog Moral da História, que esteve cobrindo e fazendo entrevista com os palestrantes e escritores durante a Feira. Eles tem um canal no Youtube com as entrevistas, vou deixar os links.

É isso, desculpem-me pelos atrasos nas postagens (fiquei sem notebook!!), espero todos por aqui!!

Beijos, May.