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Dica de leitura: Fera, de Brie Spangler

Olá, leitores!

Não é resenha, mas uma notificação de que tem um livro incrível que você poderia está lendo e, em vez disso, está aqui olhando para as minha palavras… Continue lendo “Dica de leitura: Fera, de Brie Spangler”

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Desafios e Metas 2016, Eventos, Livros

Retrospectiva 2016 + Melhores do Ano

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Primeiramente, FORA TEMER!

Vamos fazer um pacote hoje, não dá para ficar enrolando mais. Vamos deixar 2016 para trás, fazer um resumão das leituras, para assim poder colocar as metas — literárias e não-literárias — para 2017 em vigor. Para isso, irei fazer uma retrospectiva rápida e, por fim, mostrar os livros favoritos de 2016. Preparados? Continue lendo “Retrospectiva 2016 + Melhores do Ano”

Desafios e Metas 2015, Livros, Resenhas

#MLI2015 – Selva de Gafanhotos, de Andrew Smith

Selva de gafanhotos banner resenha

Olá,
Selva de Gafanhotos foi um dos livros que ganhou destaque durante a 4ª Turnê da Editora Intrínseca, que aconteceu em abril. Vamos dizer que quando alguém diz que um livro vai falar sem preâmbulos de sexo, cigarros, deuses gays adolescentes e gafanhotos gigantes alinhados à história do fim do mundo, você fica louco pra ler. Eu fiquei.

Essa é a verdade.

Seguindo a temática da primeira semana da #MLI2015, eu encaixei Selva de Gafanhotos para leitura como ficção cientifica. Devo confessar que fiquei um pouco indecisa sobre a categoria do livro, já que o mesmo é narrado por um garoto de dezesseis anos passando por uma fase. Eu me perguntei se não poderia ser um YA, mas como classificar um livro que tem de tudo um pouco?! No fim, eu decidi que não é nem um nem outro, mas os dois e um pouco mais. Ouvi dizer que é um tal de Weird Fiction (saiba mais no link), um subgênero da Fantasia que une ficção científica a elementos bizarros.

“O fim do mundo já tinha quase uma semana.

O fim do mundo já tinha começado havia quase uma semana e só três pessoas em Ealing sabiam sobre ele: eu, Robby Brees e Shann Colins.”

— Austin Szerba, p. 228

Selva de Gafanhotos é, em suma, a História do fim do mundo contada pela perspectiva de Austin Szerba, um adolescente de dezesseis anos em crise com sua orientação sexual e com uma super predisposição para registrar a História. Austin não ocultará nada dos nossos pobres olhos, ele é muito bom em contar as coisas como elas realmente aconteceram sem descartar nada. Nada mesmo. Tipo o fato de que ele andou fazendo experiências com seu melhor amigo, Robby Brees, ou que ele é louco para transar com sua namorada, Shann Collins. Ele também irá nos afogar em fatos que, aparentemente, são sem nexo com a História principal a ser contada. Eu realmente gosto de como ele traça a história de seus antepassados e dos outros personagens e nos mostra que tudo é um emaranhado de conexões, que tudo está interligado, que o passado está ligado ao presente, o futuro ao passado, todos convergindo várias e várias vezes.

“Todas as estradas não param de se cruzar na ponta de minha caneta.”

— Austin Szerba, p. 329

Austin é um personagem que eu quis estrangular, ele está passando por um momento crítico e está tão confuso que faz você se sentir confuso. Ao mesmo tempo, eu não pude parar de me sentir um pouco Austin. Somos egoístas, temos dúvidas e magoamos a quem amamos continuamente. Acho que o livro era para ser engraçado, de certa forma até foi, mas eu o usei como algo para reflexão. Os gafanhotos gigantes que só comem e fodem são um artifício como muitos outros no livro que descascados tornam a estória bem profunda, esse livro precisa de leitores que possam descascá-lo ou ele se tornará um conjunto de palavras esdrúxulas a serem evitadas.

“Eu me perguntei se um dia eu deixaria de sentir tesão, ou ficar confuso sobre meu tesão, ou confuso sobre por que eu sentia tesão por coisas que não deveriam me dar tesão.”

— Austin Szerba, p. 24

Andrew Smith construiu uma história do fim do mundo bem bizarra, cheia de momentos engraçados e citações inesquecíveis. Nunca mais poderei ouvir “Essa é a verdade.” sem lembrar do Austin, assim como “Não foi uma boa ideia.” sem pensar que alguém fez uma ação pequena que resultou na própria morte. Eu adorei a narração, o modo como Austin era repetitivo ao contar cada história ou acontecimento ou fatos ligados aos personagens, como ele tirava da cartola mágica que é sua sua memória uma história de alguém para ligá-la a uma sensação ou um hábito. Até o fato de que as coisas mais estranhas e simples lhe darem tesão ou ainda a obsessão por um ménage à trois com seu amigo e sua namorada. Depois do sucesso que foi esse livro pra mim, pretendo ler Minha metade silenciosa do mesmo autor.


Ficha Técnica:

Título: Selva de Gafanhotos

Autor: Andrew Smith

Editora: Intrínseca

Páginas: 350

Ano: 2015

Sinopse:

“Previsão: Selva de Gafanhotos vai ser um sucesso estrondoso. Você nunca leu nada igual.”

John Green

Na pequena cidade de Ealing, Iowa, Austin e seu melhor amigo, Robby, libertam acidentalmente um exército incontrolável. São louva-a-deus de um metro e oitenta de altura, completamente tarados e famintos.

Essa é a verdade. Essa é a história. É o fim do mundo e ninguém sabe o que fazer.

Com todos os elementos obrigatórios de um romance apocalíptico, Selva de Gafanhotos mistura insetos gigantes, um cientista louco, um fabuloso bunker subterrâneo, um mal resolvido triângulo amoroso-sexual, muita, muita confusão, e está longe de tratar apenas do fim do mundo.

Engraçado, intenso e complexo, o livro fala de um jeito inovador de adolescência, relacionamentos, amizade e, claro, de temas um tanto mais inusitados, como testículos dissolvidos e milho modificado geneticamente. Um romance surpreendente sobre a odisseia hormonal, amorosa e intelectual que é essa fase da vida.


E assim foi meu dia. Você sabe o que quero dizer.

May