Resenhas

Antes de ser feliz com alguém, seja feliz sozinha… P$%&@!

Querida leitora,

Não se engane, eu não irei passar a mão na sua cabeça enquanto você chora por algum cafajeste que não te merece e nunca te mereceu. Eu irei fazer de tudo para reerguê-la das cinzas, encontrar sua alto-estima e desbravar seu lado selvagem. É claro que alguns conselhos serão necessários, mas nada de palavras suaves. Palavras suaves não combinam com a nossa protagonista de hoje, ela é dura e direta. Libertina, língua afiada e saltos “foda-me”. Aqui vão alguns comentários sobre O juiz, de Katherine Laccom’T: Continue lendo “Antes de ser feliz com alguém, seja feliz sozinha… P$%&@!”

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Entrevistas

Entrevista: Leila Plácido, autora de Quase o fim

Ontem apresentei para vocês a resenha de Quase o Fim, livro da autora Leila Plácido, aqui de Manaus. Hoje temos mais um dia de entrevista especial no mês de aniversário aqui do blog e com isso temos para vocês esta super entrevista com a Leila. A Leila caprichou nas respostas contando bastante coisas sobre ela e a vida como escritora.

Vale lembrar que Quase o Fim foi o primeiro livro lançado por Leila que mandou muito bem já na sua estreia. Ela esteve ano passado lá na Bienal e continua bombando. Não vou enrolar muito e deixar vocês com a entrevista.

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Livros, Resenhas

RESENHA: Quase o fim, Leila Plácido

Quase o Fim é uma distopia no estilo documentário, onde a personagem principal, Zoé, narra a história pela qual ela já passou até chegar onde ela está. Zoé é bem sincera e já deixa bem claro no início que ela está machucada e que vai morrer; conforme se passa a narração, vamos descobrindo tudo o que vai acontecendo. Continue lendo “RESENHA: Quase o fim, Leila Plácido”

Livros, NEWS

Sue Hecker e a Série Mosaico

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Olá, leitores!

Preparem seus corações, temos uma nova e prestigiada autora parceira, Sue Hecker. Na verdade, estivemos conversando por alguns meses, e cruzando os dedos, para que dê certo um bate-papo com sessão autógrafos nesse lugar perdido, chamado Manaus. Enquanto não sai uma confirmação, irei apresentar aos que não conhecem e tornar a regalá-los com minhas impressões acerca de sua série Mosaico, publicada pela HarperCollins Brasil. E, como fevereiro é mês de aniversário do blog, temos mais umas surpresas guardadas.  Continue lendo “Sue Hecker e a Série Mosaico”

Livros

RESENHA – Lucas e Nicolas, Gabriel Spits

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Olá pessoal, precisei vir aqui correndo para falar com vocês, pois eu aproveitei esse feriadão para adiantar algumas leituras, e uma delas (que acabei agorinha) foi um dos lançamentos da Fábrica 231, selo da editora Rocco: Lucas e Nicolas.

Lucas e Nicolas é o romance de estreia do autor paulista Gabriel Spits. Somente nisso já temos duas coisas: livro de estreia e autor nacional, eu já tive ótimas experiências com livros de estreia de autores, mas sempre é um terreno desconhecido em que pretendemos entrar com livros de estreia, haha. Já com a questão do autor nacional, eu não tive tão boas experiências, mas Lucas e Nicolas foi um caso incomum. Fiquei sabendo sobre quando mediei o evento da Fanáticos Rocco aqui em Manaus e ele me deixou curioso. Sou um fã de livros com temática Gay e, sabe, uma hora os livros do David Levithan já lançados acabam, rsrs. Com o conhecimento deste curioso livro, a pitada de ele ser nacional, e eu poder ver como alguém poderia retratar este tema aqui em nosso país, instigou mais ainda a leitura. Foi pedido certo, esperei chegar o meu exemplar e assim que chegou eu o iniciei.

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Lucas e Nicolas

Gabriel Spits

R$ 22,40 até R$ 29,50

Ano: 2016 / Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Fábrica 231

“Aparentemente, eles têm pouco em comum: Lucas não tem talento para o esporte, mas é um gênio na escola. Sua vida social é nula, mas nas redes sociais se vira bem; Nicolas é o fortão da turma, bonito, popular. Suas notas são vergonhosas, mas nos esportes ele se destaca. Suas dúvidas irão uni-los; suas certezas podem ser desastrosas. Em seu romance de estreia, o paulista Gabriel Spits pinta um retrato honesto, cativante e bem-humorado da adolescência nos dias de hoje. Lucas e Nicolas é um romance sobre amizade e homossexualidade, amor e descobertas na fase mais conturbada da vida. Perfeito para fãs de Will & Will, de John Green, e dos livros de David Levithan, entre outros romances do segmento young adult.”

O livro acontece em uma cidade do interior de São Paulo, o que é algo que já trás esse tema para uma realidade mais próxima de nós brasileiros do que os já conhecidos livros estrangeiros de mesmo tema. Com suas 272 páginas, o livro é muito cativante. Mas vamos por partes, pois o livro é dividido em quatro delas: as partes abrangem os pontos de vistas dos personagens, o que o faz bem mais interessante, já que podemos ver que muitas vezes as coisas não são o que aparentam ser. Temos a parte do Lucas, a do Nicolas, a do Lucas e Nicolas e a do Lucas, Nicolas, Matheus e Laís.

Começamos o livro conhecendo o Lucas, que é uma pessoa cheia de amigos… no facebook. Muitos likes e comentários, amigos apenas online e pessoas de outras cidades e estados, até mesmo sua ex-namorada de outro país! Um de seus amigos mais próximos é Matheus, que mora na capital e vive chamando Lucas para ir à São Paulo para se conhecerem; é com Matheus que Lucas mais conversa. Sim, mas na sua vida real, fora da internet, Lucas não tem nenhum amigo, não é como os outros jovens de sua turma, é considerado CDF e usa uma franja, apenas isso já basta para ser taxado de o gayzinho da escola. Taí algo que já é comum em nossa realidade. Lucas não dá pinta de gay, não só por que não tem jeito de gay, mas também tentando evitar certas coisas como ouvir um rock quando está na rua enquanto gosta mesmo é de Lady Gaga. Lucas sofre muito bullying tanto na escola quanto nas ruas, no caminho para casa, por exemplo, outros alunos ficam gritando coisas ofensivas enquanto ele passa. Para completar chega na escola um aluno novo, o Nicolas. Vindo da capital São Paulo e faixa preta em caratê (marrom na verdade), alto, forte e loiro, Lucas vê que Nicolas é o tipo boy magia mesmo, mas que não passa de um machão cabeça oca.

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É aí que entramos nos capítulos de Nicolas. Nicolas não estava indo bem na escola quando morava na capital, por isso teve de se mudar para essa nova cidade e viver com o seu pai. Podemos ver como Nicolas na verdade está lidando com toda essa mudança, cidade nova, sem amigos, com um pai divorciado e alcoólatra, Nicolas tem que mostrar que é forte e independente, que pode ajudar o pai em casa, ir bem nas aulas e se dedicar ao esporte no qual quer seguir carreira. Ele teve de aprender a se defender sozinho, deixar de ser alvo dos valentões e acabou tomando para si a imagem de valentão para justamente se proteger dos mesmos. Vai logo se tornando popular na escola, todos querem ser amigos de Nicolas e todas as garotas querem ficar com ele.

Os caminhos de Lucas e Nicolas começam a se cruzar quando Nicolas precisa de aulas de reforço e o coordenador da escola designa Lucas para ajudá-lo com duas aulas por semana para revisar o assunto na casa de Lucas. Com isso eles vão começar a se conhecer e se desentender mais ainda.

É na ultima parte que os dois personagens coadjuvantes, Matheus e Laís, ganham mais destaque. O destino os coloca juntos em uma aventura bem divertida e sem noção. Matheus, que veio da capital para visitar Lucas e Laís, que tenta encontrar um grupo onde se encaixe.

“Existe felicidade off-line, afinal”

É incrível como o livro retrata bem o bullying que jovens gays sofrem em nossa realidade atual, que bem aos pouquinhos vem sendo mudada. É um livro que não trata de dúvidas sobre quem você é, e sim sobre as certezas e as consequências que elas podem tomar. Uma leitura ótima e leve que retrata a dura realidade, Lucas e Nicolas cativa e emociona. Não diria que desejo uma continuação, gostei do final e acredito que a história deles foi contada. Se fosse para pedir algo eu iria gostar muito era de conhecer a história de Matheus e de Laís, pois mesmo sendo personagens que pouco aparecem são personagens bastante carismáticos, Matheus com suas gírias gays que tornam tudo mais divertido e Laís com suas certezas e determinações e seu olhar mais critico.

Com isso fica essa dica aí para vocês de leitura, abraços e até a próxima!

Roh

Livros, Resenhas

‘Lendo e Relendo’ Evangeline – relatos de um mundo sem luz, Jan Santos.

Banner 1 Evangeline - relatos de um mundo sem luzOlá,

Para fechar a semana, nada melhor do que com um pouco de fantasia. E, ainda por cima, com um autor da minha região. Evangeline – relatos de um mundo sem luz é uma parceria do blog com o escritor Jan Santos, acadêmico de Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Amazonas e fã de Tolkien. Quem quiser saber um pouco mais sobre a parceria com o Jan, clique aqui.

evangeline-relatos-de-um-mundo-sem-luzEste livro é uma coletânea que reuni contos e poesias sobre personagens da obra principal e mitos de uma terra chamada Hélade, onde não há sol a mais de 400 anos. Os mitos têm similaridades com os mitos gregos, mas também há um conto que tem características regionais. O livro foi escrito com o intuito de divulgar a série Evangeline e atiçar a curiosidade do leitor para o primeiro volume da série, As algemas do dia.

Eu gostei bastante de Sabedoria de copo e Um prelúdio para o Emissário, como ambos são escritos por um bardo, creio eu que são ‘trechos’ de canções. Eles até tem uma sonoridade bonita quando lindos em voz alta… Sim, eu li alto uma dúzia de vezes.

Entre meus contos favoritos estão Lágrimas de sereia, A lamparina e O peregrino. Mas, com certeza, Sono de adúltero é o conto principal do livro. Sem muitos comentários para não soltar spoilers, mas tem história aí. Destaque para A lamparina, meu conto favorito, que conta um pouco sobre um prostituto que está empurrando a vida até a visita do próximo cliente. Os fortes entenderam o porquê de ser o meu conto favorito.

Uma leitura agradável, e bem rápida até. Então, por que a demora? Simplesmente, era um livro que requeria mais de minha atenção do que eu poderia oferecer enquanto estava enterrada entre faculdade e os eventos. Não só por ser uma parceria que eu queria me dedicar, mas pela linguagem formal do escritor. Acabei lendo esse livro umas três vezes, na última só reli algumas anotações, mas em alguns contos é impossível não se perder na leitura como se fosse a  primeira vez.

Curiosidades

  1. Jan começou a escrever o primeiro livro por causa de um trabalho de escola quando tinha 17 anos;
  2. O primeiro volume da série era conhecido até recentemente como Emissário de Fogo, que agora passará a ser o título do segundo volume;
  3. O primeiro livro concorrerá ao Prêmio Bang! só para livros fantásticos da editora SDE Brasil. Vamos torcer bastante para o Jan!!

Onde encontro meu exemplar?

Em Manaus, Livraria Nacional (Centro) e Livraria da Lua (UFAM);

Outros estados, entre em contato pelo e-mail assessoriajansantos@gmail.com ou pela página Evangeline – relatos de um mundo sem luz no Facebook.

Beijos, May.