Resenhas

Paixão ou reputação: Onze leis a cumprir na hora de seduzir, de Sarah MacLean

Olá, leitores!

Chegamos ao fim de mais uma série de Romances de Época da Editora Arqueiro, eu já havia dito que este ano muitas delas se encerrarão e, para o ano que vem, podemos esperar coisas completamente diferentes. Damos adeus hoje à trilogia Os número do amor, da querida Sarah MacLean. Peço, gentilmente, que leiam as resenhas de Nove regras a ignorar antes de se apaixonar e Dez formas de fazer um coração se derreter. Para aqueles que têm pressa, tentarei fazer uma panorama geral de onde nosso livro de hoje se encaixa.

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Livros, Resenhas

|RESENHA| Nove regras a ignorar antes de se apaixonar, de Sarah MacLean

Nove regras a igonarar antes de se apaixonar

Olá!

Tem algo que você quer muito fazer, mas não tem coragem? Você sente que precisa fazer aquilo, sentir como é, e viver aquela emoção pelo menos uma vez, contudo, você não pode? Não é nem uma opção para você, esqueça as ideias malucas e coloque-se no seu lugar. Porém, se ninguém descobrir, ficar tudo na surdina, por que não?

Nove regras a ignorar antes de se apaixonar é o primeiro livro da trilogia Os números do amor, de Sarah MacLean, publicado pela Editora Arqueiro em março. Estava muito ansiosa por esse livro, já que eu tinha lido os dois primeiros volumes de O clube do canalhas na virada do ano e gostei bastante. Recebi minha cópia linda e maravilhosa e a primeira coisa que eu fiz foi olhar as críticas, e o BookRiot.com diz:

“Divertido, perspicaz, feminista e fogosamente apimentado”.

Bem, eu fiquei esperando por esse ‘feminista’ e, confesso, pela a parte do ‘fogosamente apimentado’ também. Sobre o ‘feminista’, eu fui entender a referência quando o livro estava chegando à página 100; isso porque não é a heroína que é feminista, mas as ideias discutidas no texto. Acho que eu fiquei esperando algo meio Lydia, de O último dos canalhas. Uma mulher determinada a manter sua independência, lutando pelos marginalizados de Londres e uma figura imponente. Entretanto, o que eu recebi foi  Lady Calpúrnia Hartwell – Callie, pelo amor de deus -, uma mulher acomodada com seu lugar na sociedade.

” – O senhor e o resto da sociedade acreditam que é melhor para mim ser posta em um pedestal de formalidade e retidão… O que poderia ser bom, se uma década nesse pedestal não tivesse simplesmente feito com que eu permanecesse solteira. Talvez moças como nossas irmãs devessem estar lá. Mas e eu? – A voz dela sumiu enquanto baixava os olhos para as cartas em suas mãos. – Nunca vou ter a chance de experimentar a vida lá de cima. Só o que há lá em cima é poeira e pedidos desnecessários de perdão.”

p. 260

Callie sabe que nunca vai estar dentro do padrão de beleza para a alta-roda, a única coisa que ela tem é sua boa reputação. E para se manter assim ela precisa continuar enfadonha, sem graça e passiva. Logo ela, uma solteirona, a que deveria se preocupar menos em ter uma reputação perfeita. O problema dela não é só estar fora do ‘padrão’; é ela ficar sendo lembrada disso a cada momento da sua vida pela sua mãe, pelos seus familiares intrometidos e por quem mais quiser dar conselhos insensíveis. E fazer isso no dia do noivado da sua irmã mais nova é simplesmente cruel; a irmã que ela ama, mas sente uma pontada de inveja por estar recebendo tudo com que ela sonha acordada: um marido que a ame, uma família e felicidade sem fim.

– Não… o que queria mesmo era ser homem.

– Como disse?

– É verdade! Por exemplo, se lhe dissesse que vai ter que passar os próximos três meses tendo que ouvir comentários insensíveis relacionados ao casamento da Mari, o que diria?

– Diria “para o inferno com tudo isso” e me esquivaria de qualquer situação em que pudesse ouvir tais comentários.

Callie usou a taça de xerez para apontar na direção dele.

– Exatamente! Porque você é homem!

– Um homem que conseguiu evitar um grande número de eventos que teriam levado a críticas a respeito de sua solteirice.

– Benedick, a única razão por ter conseguido evitar esses eventos é você ser homem– disse Callie, com franqueza, levantando a cabeça. – Eu, infelizmente, não posso jogar pelas mesmas regras.

– Por que não?

– Porque sou mulher.

p. 36

Vamos concordar que não dá pra aguentar gente assim sóbrio nem se você fosse um santo! Uma taça de vinho, depois outra e mais uma, junte um pouco de influência do seu irmão mais velho e um pouco de ódio de si mesma. Tenha certeza que que nenhuma decisão boa ou lúcida pode sair disso. O que Callie faz nesse momento? Compila numa lista as coisas que ela gostaria de fazer. Coisas que os homens têm como garantidas, mas as mulheres estão muito longe de ter como opção. Callie não quer fazer essas coisas porque ela, como mulher da alta sociedade, não pode. Ela associa o modo como os homens vivem e o que eles fazem com liberdade, esses atos com aventura e tudo isso com viver. E ela nunca viveu de verdade, sempre tentou ser o que os outros esperaram que ela fosse, sempre tentando alcançar o inalcançável. Não só disso se faz a lista dela, é claro. Mesmo depois de toda a desilusão que é a vida dela, ela é do tipo que acredita no amor, nas cenas dos romances e em todos aqueles heróis perfeitos. Só tem 9 coisinhas na lista dela:

  1. Beijar alguém… apaixonadamente

  2. Fumar charuto e beber uísque

  3. Montar com as pernas abertas

  4. Esgrimir

  5. Assistir a um duelo

  6. Disparar uma pistola

  7. Jogar (em um clube para cavalheiros)

  8. Dançar todas as danças de uma baile

  9. Ser considerada linda. Pelo menos uma vez.

Aí você pode pensar que ela poderia começar por beber uísque, bem fácil até. Mas não, se for fácil, não tem aventura. E, lembre-se, ela está chumbada (bêbada). Eu não contei pra vocês, Callie imagina como o herói de todos aqueles romances um único homem, Gabriel St. John, o marquês de Ralston. Ela tem uma queda gigantesca há 10 anos pelo pior libertino de Londres, quiçá de toda a Europa. E ele, com certeza, não deve gastar nenhum segundo pensando nela. Não até Callie invadir a casa de Gabriel exigindo um beijo no meio da noite. Logo ele, que distribui beijos por aí quer negociar com Callie por esse. Isso porque Gabriel acabou de descobrir que tem uma irmã por parte de mãe da qual ele é responsável. Gabriel precisa da boa reputação de Callie para que sua irmã seja aceita, ou pelo menos tolerada, na alta-roda. A reputação que está em muito risco se for pela pequena e bombástica lista de regras a serem quebradas pela adorável Lady Calpúrnia.

“– Eu? Não era para eu estar aqui? – A voz dele falhou. – Da última vez que verifiquei, este era o meu clube esportivo! Um clube esportivo para homens! Onde homens esgrimem! Da última vez em que verifiquei, a senhorita era uma mulher! E mulheres não esgrimem!

– Esses são todos argumentos válidos – desconversou ela”

p. 179

Nos Romances de Época, sempre tem o casal principal que é o centro da estória toda. Callie e Gabriel tem uma sincronia interessante, os dois pensam parecido, mas não expressam. Eles sempre parecem divergir em todas as situações, mas eles funcionam muito bem. Tem um momento do livro em o Gabriel pensa e sente tudo o que Calpúrnia quer ouvir, mas ele não fala. Na verdade, ele abre a boca e diz a pior coisa que ele poderia ter dito. Apesar deles serem um casal lindo e viverem momentos muito engraçados, acabei relegando o Gabriel a um personagem coadjuvante. O protagonista sempre rouba a minha atenção nesse tipo de romance, mas a Calpúrnia me sugou completamente. Não que o Gabriel não seja um personagem interessante, fui eu que coloquei Callie em um pedestal e fiz dela a estrela mais brilhante. Eu senti uma conexão com ela, algumas vezes até me enervei com ela. Eu ficar meio louca, conversando sozinha e gritando com o Gabriel mentalmente, foi o que tornou o livro ainda mais maravilhoso. Estou louca para poder ler a estória do Nicholas, irmão gêmeo do Gabriel, e da Juliana, a irmã perdida.


FICHA TÉCNICA

Sarah MacLean - Os números do amor 1 - Nove regras a ignorar antes de se paixonar Título: Nove regras a ignorar antes de se apaixonar (Os números do amor; 1)

Autor (a): Sarah MacLean

Editora: Arqueiro

Edição: 1 ed.

Ano: 2016

Páginas: 374

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Beijos, May.