Nada a ver

Textos grandes ou pequenos? A escrita como ferramenta de argumentação dos blogs

Olá, leitores!

Eu estava refletindo sobre várias coisas: a vida, o universo, meu projeto e tudo o mais. Aconteceu de me deparar com uma grande pegadinha da vida, o holismo dos acontecimentos mais recentes, que explodiram em uma conexão fenomenal às 3h da manhã na minha cabeça. Continue lendo “Textos grandes ou pequenos? A escrita como ferramenta de argumentação dos blogs”

Resenhas

Resenha: Dois garotos se beijando, de David Levithan, e as 5 razões para ler este livro

Olá Contagiantes!!

Hoje venho trazer a vocês mais uma resenha, só que desta vez eu resolvi fazer um pouco diferente. Vou falar um pouco do livro e a resenha vai se constituir em 5 razões para você ler este livro. Continue lendo “Resenha: Dois garotos se beijando, de David Levithan, e as 5 razões para ler este livro”

Resenhas

|Especial Quarteto Smythe-Smith| Uma noite como esta, de Julia Quin

Olá, leitores!

Vamos, finalmente, dar continuidade para o especial deste mês. Eu fiquei meio displicente com as resenhas, mas aí comecei a pensar o quanto eu queria falar do Hugh para vocês e, para isso, preciso que vocês conheçam Daniel Smythe-Smith e a idiotice que marcou tanto a vida dele quanto a de Hugh e de diversas pessoas em torno dos dois. Preparados?
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Resenhas

|Especial Quarteto Smythe-Smith| Simplesmente o paraíso, de Julia Quin

Olá, leitores!

Eu estou feliz e agradecida por poder fazer essa resenha para vocês, a primeira do nosso Especial Quarteto Smythe-Smith. Gente, o livro é tão bom e ao mesmo tempo nada demais. Eu fiquei arrebatada ao terminar, precisei dar duas voltinhas no quarto e esparecer. Fechei o livro e pensei, como posso ter gostando tanto de algo tão simples? Espero que consiga explicar o que me conquistou e me fez tomar gosto pela série logo no primeiro livro. Continue lendo “|Especial Quarteto Smythe-Smith| Simplesmente o paraíso, de Julia Quin”

Lançamentos, Livros

|RESENHA| E viveram felizes para sempre, de Julia Quinn

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Olá, leitores!

Você, fã de Harry Potter, que se emocionou ao ponto das lágrimas quando o logo da Warner aparatou na tela do cinema no início do maravilhoso, incrível, extraordinário, Animais Fantásticos e Onde Habitam, eu finalmente consegui captar o sentimento! Para isso, bastou eu ler a sinopse do livro de hoje, dessa série que eu acompanho há anos, que teve um percurso de 8 livros lindos. Ahhh, queridos, não há nada que agarre meu coração como um bom romance de época… Apesar de Eddie Redmayne fazer um trabalho muito bom! Continue lendo “|RESENHA| E viveram felizes para sempre, de Julia Quinn”

Livros, Resenhas

|RESENHA| Cilada para um marquês, de Sarah MacLean

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Queridos leitores,

Se ainda no século XXI a fofoca reina, imagina no século XIX, quando as aparências eram tudo e um pouco mais, a reputação era considerada a joia mais preciosa de uma dama e a aristocracia não tinha mais nada a fazer, além de tomar conta da vida dos outros. De certa forma, a fofoca só migrou de plataforma, apesar de os jornais e revistas especializados ainda existirem sob o pretexto de “informar” os interessados em saber quem é a nova conquista de Neymar Jr. Continue lendo “|RESENHA| Cilada para um marquês, de Sarah MacLean”

Livros, Resenhas

|RESENHA|Escândalo de cetim, de Loretta Chase

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Olá,

Tem jeito melhor de terminar o ano, para nós leitores, do que com um bom livro? Eu acho que não, já até selecionei um livro para a virada de ano. Na verdade, eu tinha separado Escândalo de cetim, mas Loretta é Loretta, e foi impossível esperar. Além de Loretta Chase ser a minha autora favorita de Romances de Época, no primeiro livro da série As modistas, Sedução da seda, foram-nos apresentadas as três anti-convencionais irmãs Noirot, que vêm de uma longa linhagem de vigaristas, e são proprietárias de um refinado ateliê em Londres, a Maison Noirot. Elas têm um objetivo muito ambicioso, vestir as damas da nobreza e, assim, tornar a Maison Noirot um referencial da moda. E farão o que preciso for para isso, desde usar suas aptidões de manipulação e espionagem até… Bem, os Noirot poucas vezes conhecem um limite.

CONTÉM SPOILERS DE SEDUÇÃO DA SEDA

Em Escândalo de cetim, segundo volume da série As modistas, Sophia Noirot mostra que há pouco que elas não farão para alcançar seus objetivos. Após a irmã mais velha de Sophia, Marcelline, casar com o duque de Clevedon — não bastando toda a repercussão do casamento de um nobre com uma lojista —, a mãe de sua cliente mais importante e quase futura noiva por anos do referido duque começa a fazer propaganda negativa da loja entre as damas. Não bastasse isso, a tal cliente importante (e amiga) — Clara Fairfax — se envolve em um escândalo com um barão que não tem onde cair duro em frente de toda a alta sociedade londrina. E, para piorar, a Trapos (loja concorrente) volta a abrir as portas, apesar dos esforços das irmãs Noirot. Sophia é a mais indicada para resolver essa situação, pois ela não só desenha os chapéus mais elegantes como também tem um dom para planos infalíveis, espionagem, escrita extremamente elaborada e disfarces.

Conde Logmore, irmão de Clara, precisa de ajuda urgente para salvar a reputação de sua irmã e evitar que ela se case por causa de uma lapso momentâneo com um homem que claramente a seduziu e a expôs de propósito por seu dote. Ele não acredita muito que Sophia possa ajudar de alguma forma, mas se tem alguém que pode resolver isso é ela, e a mesma se oferece prontamente para dar um jeito na coisa toda. Parece até que ele é sensato ao pensar nisso, mas não se enganem, Longmore é um troglodita, sem modos, não muito inteligente, insensível, pouco sutil, sedutor, charmoso, alto, porte atlético, moreno, bonito e sensual. Além de conseguir ajuda para a irmã, Longmore vai poder passar mais tempo com a misteriosa e cativante Srta. Noirot como seu ajudante em um grande e desafiante plano, algumas pequenas trapaças e excursões de espionagem, e talvez, com sorte, ele consiga seduzi-la. Isso tudo em meio a muitas brigas, desavenças, divergências de opinião e até alguns socos.

Longmore é do tipo muito músculo e pouco cérebro, o que o faz fugir de ser um completo clichê é com certeza seu humor. Ele não ri de coisas bobas ou faz piadas sem noção, mas sabe apreciar com requinte as peripécias no caminho. Bom para ele ter encontrado uma mulher que é seu oposto, e maquiavelicamente perspicaz. Sophia também se deu muito bem nessa história; um homem como Longmore, que está sempre disponível a participar de suas empreitadas e ainda apreciá-las com tanta alegria, é difícil de encontrar. Mas o felizes para sempre deles vai ser um pouco difícil, parece até impossível. Se ela aceitar suas investidas, é muito provável que a Maison Noirot vá à falência, a mãe de Longmore muito provavelmente nunca iria aceitá-la e só parece improvável demais para os dois. Eles vão precisar de muito mais que essa química incrível que eles sentem um pelo outro; vão precisar de praticamente um milagre.

A trajetória pode ser difícil — você pode até chorar e sofrer —, mas vai dar tudo certo e você estará com um sorriso sonhador no final, porque isso é um Romance de Época. Contudo, como eu disse, Loretta é Loretta, você vai se apaixonar por esses personagens, gargalhar bastante, torcer a todos os momentos pela Sophia e o Longmore, e tentar imaginar cada detalhe de cada vestido e chapéu — o que é preciso de uma mente extremamente criativa. Loretta Chase cria personagens cativantes, que ultrapassam as convenções e que nos levam a repensar vários conceitos. Longmore tem aquele traço comum dos heróis de Loretta Chase; ele distribui comentários machistas e pensamentos retrógrados — que eram (e ainda são para alguns) uma noção comum em relação às mulheres —, contudo, Sophia sempre o faz reconsiderar com respostas insolentes e ações impensáveis. Ainda, sua história é inteligente e seus diálogos são brilhantes e divertidos, o enredo flui e leva o leitor em um ritmo extraordinário. E, sem dúvida, Loretta Chase é mestre em tramar uma história de amor a ser gravada para sempre em nossas memórias.

CITAÇÕES

” – […] É fácil reconhecer o trabalho dela no Spectacle. Um enorme fluxo de palavras sobre fitas, laços, rendas e pregas aqui e franzidos acolá. Nenhum fio de linha deixa de ser mencionado.

Ela também percebe gestos e aparências – acrescentou Clevedon. – Ninguém conta uma história como ela. 

– Sem a menor sobra de dúvida – concordou Longmore. – Uma jovem cheia de adjetivos e advérbios.”

Longmore e Clevedon sobre Sophia, p. 18

” – Ela tem centenas de nomes, isso depende da conveniência. Não tente aprender todos eles. Só vai lhe dar dor de cabeça.”

Longmore sobre Sophia para Fenwick, p. 77

” –Truques fazem parte do seu departamento, Srta. Noirot. O meu é distribuir socos. Mas fico lisonjeado pela senhorita imaginar que sou esperto o bastante para enganá-la.”

Longmore, p. 79

” – Isso é algo que eu jamais faço. E é preocupante… Talvez tenhamos feito uma daquelas coisas pequenas e cor-de-rosa que se movimentam muito e urram a noite inteira.

– Um bebê?”

Longmore e Sophia, p. 179

” – O truque é acreditar enquanto você finge, mas voltar a ser você mesmo assim que sai do palco.”

Sophia, p.228

E o fim, esse fim é perfeito! 

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escandalos_de_cetim_1476478893619993sk1476478893bTítulo: Escândalo de cetim (As modistas; 2)

Autor (a): Loretta Chase

Editora: Arqueiro

Edição: 1 ed.

Ano: 2016

Páginas: 272

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Beijos, May.