Resenhas

Resenha: E não sobrou nenhum, de Agatha Christie

Olá, como vão? Quero saber de vocês: já leram Agatha Christie? Gostam do gênero policial/mistério? Então, hoje venho trazer a resenha do primeiro livro que li de Agatha Christie. Continue lendo “Resenha: E não sobrou nenhum, de Agatha Christie”

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Resenha: Operação Red Sparrow, de Jason Matthews

Às vezes nem uma adaptação usando uma grande estrela do cinema consegue se igualar a um bom livro. Não adianta usar a Jennifer Lawrence para vender o filme se a personagem principal não possui a essência da personagem do livro. Mas a atriz interpreta seu papel muito bem, pena que o papel não é fiel a seu livro.

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Livros, Resenhas

#MLI2015 – O bicho-da-seda, de Robert Galbraith (J.K. Rowling)

O bicho-da-seda

Olá,

O bicho-da-seda é o segundo volume da série Detetive Cormoran Strike, escrita por J.K. Rowling usando o pseudônimo Robert Galbraith. O primeiro volume, O chamado do cuco, foi resenhado sábado e você pode conferir o que eu achei do livro aqui. Primeiro que nem estava nos meus planos ler a continuação, eu já estava com todas as minhas leituras planejadas para esse mês por causa da Maratona Literária de Inverno 2015. E, apesar de eu ter algumas dúvidas sobre se gostei ou não do primeiro volume, queria muito ler a sequência e descobrir mais sobre o Cormoran e a Robin. Diferente de O chamado do cuco, eu tenho certeza absoluta que gostei de O bicho-da-seda e que a sequência não deixa nada a desejar. Estranho, agora eu ando sonhando com detetives em preto e branco…

“—O mundo todo escreve romances que ninguém lê.”

—Michael Fancourt, cap. 43.

Cormoran Strike tirou o pé da lama depois do caso Lula Landry, ele está profissionalmente bem e ainda é reconhecido mesmo tendo passado oito meses. Tem até uma lista de espera por seus serviços! Vale ressaltar que ele parou de dormir no escritório, mas alugou um apartamento/sótão no andar de cima e não é a pessoa mais querida da polícia. A única mulher que pode suportá-lo é sua assistente, Robin, que está quase definitivamente no escritório. Ele gosta da presença de Robin, tenta fingir que não percebe o quanto ela é bonita e a gana dela por ser mais ativa na resolução dos casos. Strike tem suas reservas se ela continuará depois do casamento, já que o noivo tem um desgosto enorme pelo detetive. Robin está chegando ao ponto da ruptura, seu noivo não entende sua paixão pelo trabalho e seu chefe começou a falar de trazer uma pessoa nova para ajudar. Depois que ela abriu mão de empregos que pagavam muito melhor para poder ficar com Strike, ela que ser treinada. Esses atritos são somente a ponta do iceberg, eles têm um caso de desaparecimento estranho que é impossível recusar (mesmo que o pagamento pareça pouco provável).

Leonora Quine procura Strike para achar seu marido; há dez dias que ele saiu de casa e o dinheiro está acabando; a filha sente saudade e tem alguém colocando merda de cachorro na caixa de correio. Owen Quine já sumiu outras vezes; Leonora não quer alarde, ela quer o marido em casa, mas nenhum dos amigos dele quer contar onde ele está. Owen não é um exemplo de marido nem um exemplo de pessoa; na verdade, ele é um grande filho da puta, mesquinho, cheio de delírios de grandeza. A aparente desculpa por sua falta de senso moral é porque ele é um escritor, como se ser escritor te colocasse na categoria excêntrico/idiota. A esposa diz que ele sumiu depois de uma briga com sua agente por causa de seu último romance que é impublicável, Bombyx mori (bicho-da-seda). Neste livro, Quine faz várias alusões perversas a pessoas reais e muito conhecidas no meio literário de Londres. Então quando Quine aparece brutalmente assassinado, assim como o herói de seu livro, todos que são mencionados no tal livro são aptos a serem o assassino.

O caso todo é ambientado em um mundo que a autora conhece muito bem e isso deu uma veracidade enorme ao caso e ao livro. Ela criou suspeitos inteligentes e, através do Bombyx mori, nos mostrou esses suspeitos vestidos de literatura e significados profundos. Cormoran e Robin não são grandes leitores ou suficientemente entendidos para fazer a interpretação da obra de Quine; eu gostei desse ponto em que a escritora não forçou. Robin faz uma parca análise em vista de sua meia-graduação em Psicologia, mas não é uma interpretação crítica nem nada. Sobre o assassino, dessa vez eu fiquei meio perdida. Galbraith conseguiu brincar com a minha mente até os 45 min. do segundo tempo e me faz trocar de suspeito três vezes – fora que o modo como foi montada toda a investigação me deixou sem fôlego. Eu não quero soltar spoiler, mas dar o prazer das descobertas quando vocês lerem. Leiam!


Ficha técnica:

Título: O bicho-da-seda (Detetive Cormoran Strike #2)

Autor: Robert Galbraith (J.K. Rowling)

Editora: Rocco

Páginas: 464

Ano: 2014

Sinopse:

“Quando o romancista Owen Quine desaparece, sua esposa apela ao detetive particular Cormoran Strike. No início, ela pensa apenas que o marido se afastou por alguns dias – porque ele já fez isso antes – e quer que Strike o encontre e o traga para casa. Mas, à medida que Strike investiga, fica claro que há mais no desaparecimento de Quine do que percebe a mulher. O romancista acabara de concluir um manuscrito retratando de forma venenosa quase todos que conhece. Se o romance for publicado, destruirá a vida de muitos. Muita gente, portanto, pode querer silenciá-lo. Quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circunstâncias bizarras, começa uma corrida contra o tempo para entender a motivação de um assassino impiedoso, um assassino diferente de qualquer outro que Strike já viu. Romance policial que se lê compulsivamente, com guinadas a cada virada de página, O bicho-da-seda é o segundo de Robert Galbraith numa série muito aclamada apresentando Cormoran Strike e sua decidida jovem assistente Robin Ellacott.”


Beijos, May.

Livros, Resenhas

#MLI2015 – O chamado do cuco, de Robert Galbraith (J.K. Rowling)

O chamado do cuco

Olá,

Uma das maiores bombas literárias em 2013 foi, com certeza, a descoberta de que a aclamada escritora de Harry Potter, J.K. Rowling, tinha escrito um romance policial publicado com um pseudônimo masculino. Foi notícia em todo o canto, até aqui, apesar de eu não ser fã nem nada assim, que pudesse explicar o fato de que eu quase tive um mini enfarto… Essa mulher tem o poder de fazer qualquer um pirar! O fato de o livro ter sido publicado na surdina foi motivo para muitas especulações, apesar de que, antes da revelação, o livro estava sendo bem recebido pela crítica internacional e os direitos já estarem vendidos para a editora Rocco.

Logo nas primeiras páginas tem uma citação que, quando foi revelada a verdadeira identidade do autor, ganhou um segundo significado. Podendo este ser aplicado tanto ao crime a ser investigado quanto à própria Rowling:

“Is demum miser est, cuius nobilitas miserias nobilitat.

Infeliz é aquele cuja fama enobrece suas desgraças.”

Lúcio Ácio, Télefo

Tirem suas próprias conclusões! *cofcofcofcofcofcof* Vamos seguir com o que interessa…

Cormoran Strike é um detetive particular que está na pior (na pior mesmo!), ele tem uma imensa dívida, uma perna a menos, virou um sem teto depois de romper com a incrivelmente bela e perfeita noiva. Já disse que ele tá na pior? Não é só por esses pequenos detalhes, não. Cormoran é a infelicidade andante! Em contra partida, sua nova secretária temporária, Robin, está tão feliz com seu noivado e realizada com a vida ao ponto de que quase nada pode abalá-la. Robin é extremamente proativa e está se preparando para as entrevistas de emprego de ‘verdade’, mas quando descobre para onde a agência temporária a enviou ressurge nela todos os desejos profundos e infantis de se tornar uma investigadora.

A estória gira em torno da investigação do suposto suicídio de uma super top model, Lula Landry. Já passados três meses do acontecido e de toda a pavorosa cobertura da mídia, o irmão da modelo procura Cormoran para investigar o caso, pois ele acredita que não foi suicídio. Cormoran tem uma consciência, ele tem quase certeza que foi suicídio mesmo, e não quer arrancar dinheiro do tal irmão. Mas o cara pode pagar e pagar bem; Cormoran está falido e ainda tem que pagar a nova secretária. Então, ele se infiltra no mundo da moda e do glamour, contando com a excelente ajuda de sua nova funcionária que não esconde o prazer de trabalhar no caso.

Este livro entrou para minha TBR da maratona para sanar o desafio do gênero menos lido no ano passado, no caso romance policial/mistério, sendo que eu li somente Seis Anos Depois, do Harlan Coben, e fiquei extasiada com o autor e o estilo. Por isso, eu esperava que o mistério em O chamado cuco fosse maior e mais condensado do que se poderia imaginar à primeira vista, tipo como acontece nos livros do Coben e do Sidney Sheldon. Porém, eu passei da metade do livro e a estória não evoluía, nada de extraordinário veio à luz e todos os envolvidos continuavam a remeter os mesmos fatos sem o leitor poder fazer conexões para a solução do caso. E a teoria por trás só vem à tona no final do livro; eu esperava ‘aquilo’ desde que comecei a ler, mas precisava do porquê. A falta de conexões e do raciocínio por trás das pistas acabou por crescer em mim uma insuficiência para toda a resolução do final, não me convenceram de que só aquilo foi suficiente para desvendar o mistério.

Durante o livro, Cormoran é exaltado várias vezes como um homem inteligente e sagaz, mas para mim ele não é assim um gênio, confesso que ele tem uma memória invejável. Acho que mesmo que o crime fosse ‘terreno’ se o Cormoran mostrasse seu raciocínio e seu lado observador, eu teria me conectado melhor com o lado investigativo do livro. Peguemos House como exemplo, lá está ele cuidando da sua vida particular dando um foda-se para seus subalternos, seus chefes e seu paciente, mas aí o caso médico se complica, parece super difícil uma resolução por causa do agravamento e surgimento de novos sintomas. House reúne sua equipe médica e eles começam a lançar os dados da sorte sobre o que é e o que não é, filtrando as chances pelos dados que eles já têm. Até que, é óbvio, House tem um super insight e quebra algum tipo de regra para poder salvar seu paciente, na maioria dos casos. Lembrando que House é baseado no icônico Sherlock Holmes, muito bem, obrigada. Podemos ainda usar de exemplo: Elementary (CBS), Sherlock Holmes (BBC), entre outras diversas séries, filmes e livros.

Posso não ter gostado tanto assim do livro, mas tanto Cormoran quanto Robin são personagens marcantes. O caso terminou, mas a vida deles não. Eu fechei O chamado do cuco com vontade de continuar acompanhando a saga deles, os próximos crimes e sua vida pós-Lula Landry. Vamos resumir para: eu sou o tipo errado de leitor para este livro. Mas já comecei a ler O bicho-da-seda e, minha gente, eu estou adorando. O livro se ambienta no mundo editorial, que é bem o lugar em que a escritora transita, e está impossível de largar!


Ficha técnica

Título: O chamado do cuco (Cormoran Strike #1)

Autor: Robert Galbraith (J.K.Rowling)

Editora: Rocco

Páginas: 447

Ano: 2013

Sinopse:

“Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P.D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios”.


Beijos, May.