Resenhas

Para todos os garotos que já amei, de Jenny Han, e Não tira o batom vermelho, de JoutJout

Olá, leitores!

Odeio começar posts assim, mas preciso situá-los para o fato de que estou em fim de semestre, que me esforcei para passar em todos as matérias pela primeira vez em 4 anos e que estou fechando um projeto de pesquisa, e é por essas e outras que o blog se encontra um pouco largado. Contudo, respondendo aos pedidos das nossas amadas leitoras Aline e Samy, resolvi “reler” Para todos os garotos que já amei e resenhá-lo para vocês. Continue lendo “Para todos os garotos que já amei, de Jenny Han, e Não tira o batom vermelho, de JoutJout”

Anúncios
Livros, Resenhas

|RESENHA| Os bons segredos, de Sarah Dessen

Os bons segredos

Olá,

Essa resenha é um oferecimento de uma pessoa muito oferecida chamada Allison Andrade, do canal Allison7Potter, em parceria com a Editora Seguinte (selo jovem da Companhia das Letras). O Allison me indicou para resenhar Os bons segredos nessa ação promovida pela editora, mas tanto ele quanto eu já estávamos de olho nos livros da Sarah Dessen faz um tempinho. Isso porque, além de escrever para o público jovem adulto, Sarah Dessen escreve dramas, já recebeu diversos prêmios e queríamos incluir seus livros no Clube do Livro Saraiva Manaus.

Os bons segredos é um livro instigante desdo início. Sydney está totalmente indiferente à situação ao seu redor, ou seja, o julgamento do seu irmão mais velho. Mesmo esse sendo o ponto de partida, logo nos dois primeiros capítulos vemos do ponto de vista da protagonista como a situação chegou àquele estado exato, mas há um distanciamento emocional do relato. Ela vai apresentar de forma fria e simples como o irmão, Peyton, passou de um garoto bonito e atencioso para um delinquente autodestrutivo. Ela sempre esteve à sombra do irmão: apesar de parecidos, ele sempre foi mais bonito, charmoso e amado. E também como, no decorrer de várias situações, os pais deles foram não só aceitando, mas também querendo tirar as responsabilidades dos atos de Peyton. Até que ele faz algo que é impossível de se livrar: atropela um menino de 15 anos enquanto estava alcoolizado e o menino fica paralítico.

Porém, diferente dos pais, Sydney não vê o irmão como uma vítima, ela acha que ele tem que pagar pelos próprios atos. Para ela, é horrível a forma como a mãe tende a culpar terceiros pelos erros do irmão, culpar a própria vítima do acidente até. Ela não consegue tirar da cabeça o menino de 15 anos que tinha um futuro brilhante, não consegue parar de pensar nele, e no que o irmão fez. E o desinteresse dos pais nela, somado ao fato de ela se sentir insegura em casa, levam-na a se retrair e sentir um anexo indesejável. Além de que ela está sob uma camada de repressões por causa do irmão, que ela não fez nada por merecer. Por causa das condições financeiras da família, Sydney decide mudar de escola e, claro, viver sem a sombra do irmão. Primeiro dia de aula foi meio mais ou menos; sem vontade de voltar pra casa, Sydney entra numa pizzaria chamada Seaside, come a melhor pizza de pepperoni da vida e, de quebra, presencia um pequeno drama adolescente. E é assim que os Chatham entram na vida dela, mas é mais correto dizer que ela é que se encontra no furacão que é essa família.

Esse livro vai falar sobre amadurecimento. Ver Sydney crescer a cada página é o que mais vale a pena nesse livro. Ela tem uma visão muito monocromática sobre o irmão, sobre os pais e sobre si. E como é estranho, e compreensível, que ela consegue se abrir e se sentir querida por pessoas que não têm nenhuma relação com ela. Layla Chatham nunca a julga e sempre está ali para ouvi-la e protegê-la, uma amiga que faria tudo por ela e que tem um ritual maluco para comer batata-frita. Sarah Dessen consegue escrever uma série de cenas emocionantes, tingidas de realidade e que envolvem completamente o leitor. Se você tem irmãos como eu, pequenos dramas sempre parecem tsunamis e os grandes, a Terceira Guerra Mundial. Então, é impossível não se identificar com o que Sydney está passando. Na verdade, é preciso só ter passado pela fase catastrófica da adolescência para isso.


a1cljryfealTítulo: Os bons segredos

Autor (a): Sarah Dessen

Editora: Seguinte (Cia das Letras)

Edição: 1ed.

Ano: 2015

Páginas: 403

Skoob: Adicione!

Compre: Amazon


Beijos, May.

Livros, Resenhas

#MLI2015 – Atualização Semanal #01 + Dias de Sangue e Estrelas, de Laini Taylor

#MLI2015 Semana #01

Olá!

Esse post era para ser um simples update da Maratona Literária de Inverno 2015, uma prestação de contas, por assim dizer. Contudo, eu tenho que acrescentar uma mini resenha da minha ultima leitura da primeira semana de maratona. Dias de Sangue e Estrelas é o segundo volume da trilogia Feita de Fumaça e Osso, escrita por Laini Taylor. Eu li o primeiro livro para o evento de Trilogias da Editora Intrínseca, organizado pelo Rômulo Neto, que rolou aqui em Manaus em maio. Feita de Fumaça e Osso ganhou resenha do Kem no blog, você pode conferir aqui!

Ficha Técnica

Título: Dias de Sangue e Estrelas (Trilogia Feita de Fumaça e Osso #02)

Autor: Laini Taylor

Editora: Intrínseca

Páginas: 447

Ano: 2013

Sinopse:

“Dias de Sangue e Estrelas – Karou, uma estudante de artes plásticas e aprendiz de um monstro, por fim encontrou as respostas que sempre buscou. Agora ela sabe quem é – e o que é. Mas, com isso, também descobriu algo que, se fosse possível, ela faria de tudo para mudar: tempos atrás Karou se apaixonou pelo inimigo, que a traiu, e por sua culpa o mundo inteiro foi punido.

Na deslumbrante sequência de Feita de fumaça e osso, ela terá que decidir até onde está disposta a ir para vingar seu povo. Dias de sangue e estrelas mostra Karou e Akiva em lados opostos de uma guerra ancestral. Enquanto os quimeras, com a ajuda da garota de cabelo azul, criam um exército de monstros em uma terra distante e desértica, Akiva trava outro tipo de batalha: uma batalha por redenção… por esperança.

Mas restará alguma esperança no mundo destruído pelos dois?”

Este livro me deixou frustrada! Nesse segundo volume, Akiva e Karou estão mais do que de lados opostos da guerra milenar entre os Serafins e os Quimeras. Não me diga que a ignorância auto imposta não é uma perda de senso moral, pois é. Enquanto um perde, o outro ganha, no caso o Akiva que encontra alguma humanidade e senso de dever com as quimeras e ainda consegue aos poucos convencer os próprios irmãos que o massacre de uma raça não é a resposta certa. Esse livro tem pouca ação, nada de romance e um toque de crueldade. Além de uma reviravolta surpreendente na guerra, talvez aquela esperança de harmonia entre as duas raças possa ser possível – ou não.

“Não foi você que nos condenou. Foram milhares de anos de ódio.”

—XXX, p.304

Não posso discordar que o livro é bem escrito e que há um grande amadurecimento da escritora, mas eu teria cortado muitas coisas na revisão final que são consideravelmente desnecessárias. O início foi extremamente parado, teve um ar de fato impossível para fazer um suspense que eu achei bem clichê. É claro que houve cenas de tirar o fôlego, bastante sangue e um pouco de filosofia para manter o leitor mais ou menos satisfeito, entretanto essa degustação veio nas últimas 150 páginas. Nem preciso dizer que o primeiro volume é meu favorito até agora e só por ele que eu irei terminar a trilogia, e o fato de precisar ler uma trilogia para o 2015 Reading Challenge.

RESUMO DA SEMANA #01

Livros:

1. Half Bad, de Sally Green *resenhado

2. Half Lies, de Sally Green *resenhado

3. Selva de Gafanhotos, de Andrew Smith *resenhado

4. Dias de Sangue e Estrelas, de Laini Taylor

Total de páginas: 1.160

Boa sorte a todos os maratonistas! Vamos desviar do flop 😉

Beijos,

May

Desafios e Metas 2015, Livros, Resenhas

#MLI2015 – Selva de Gafanhotos, de Andrew Smith

Selva de gafanhotos banner resenha

Olá,
Selva de Gafanhotos foi um dos livros que ganhou destaque durante a 4ª Turnê da Editora Intrínseca, que aconteceu em abril. Vamos dizer que quando alguém diz que um livro vai falar sem preâmbulos de sexo, cigarros, deuses gays adolescentes e gafanhotos gigantes alinhados à história do fim do mundo, você fica louco pra ler. Eu fiquei.

Essa é a verdade.

Seguindo a temática da primeira semana da #MLI2015, eu encaixei Selva de Gafanhotos para leitura como ficção cientifica. Devo confessar que fiquei um pouco indecisa sobre a categoria do livro, já que o mesmo é narrado por um garoto de dezesseis anos passando por uma fase. Eu me perguntei se não poderia ser um YA, mas como classificar um livro que tem de tudo um pouco?! No fim, eu decidi que não é nem um nem outro, mas os dois e um pouco mais. Ouvi dizer que é um tal de Weird Fiction (saiba mais no link), um subgênero da Fantasia que une ficção científica a elementos bizarros.

“O fim do mundo já tinha quase uma semana.

O fim do mundo já tinha começado havia quase uma semana e só três pessoas em Ealing sabiam sobre ele: eu, Robby Brees e Shann Colins.”

— Austin Szerba, p. 228

Selva de Gafanhotos é, em suma, a História do fim do mundo contada pela perspectiva de Austin Szerba, um adolescente de dezesseis anos em crise com sua orientação sexual e com uma super predisposição para registrar a História. Austin não ocultará nada dos nossos pobres olhos, ele é muito bom em contar as coisas como elas realmente aconteceram sem descartar nada. Nada mesmo. Tipo o fato de que ele andou fazendo experiências com seu melhor amigo, Robby Brees, ou que ele é louco para transar com sua namorada, Shann Collins. Ele também irá nos afogar em fatos que, aparentemente, são sem nexo com a História principal a ser contada. Eu realmente gosto de como ele traça a história de seus antepassados e dos outros personagens e nos mostra que tudo é um emaranhado de conexões, que tudo está interligado, que o passado está ligado ao presente, o futuro ao passado, todos convergindo várias e várias vezes.

“Todas as estradas não param de se cruzar na ponta de minha caneta.”

— Austin Szerba, p. 329

Austin é um personagem que eu quis estrangular, ele está passando por um momento crítico e está tão confuso que faz você se sentir confuso. Ao mesmo tempo, eu não pude parar de me sentir um pouco Austin. Somos egoístas, temos dúvidas e magoamos a quem amamos continuamente. Acho que o livro era para ser engraçado, de certa forma até foi, mas eu o usei como algo para reflexão. Os gafanhotos gigantes que só comem e fodem são um artifício como muitos outros no livro que descascados tornam a estória bem profunda, esse livro precisa de leitores que possam descascá-lo ou ele se tornará um conjunto de palavras esdrúxulas a serem evitadas.

“Eu me perguntei se um dia eu deixaria de sentir tesão, ou ficar confuso sobre meu tesão, ou confuso sobre por que eu sentia tesão por coisas que não deveriam me dar tesão.”

— Austin Szerba, p. 24

Andrew Smith construiu uma história do fim do mundo bem bizarra, cheia de momentos engraçados e citações inesquecíveis. Nunca mais poderei ouvir “Essa é a verdade.” sem lembrar do Austin, assim como “Não foi uma boa ideia.” sem pensar que alguém fez uma ação pequena que resultou na própria morte. Eu adorei a narração, o modo como Austin era repetitivo ao contar cada história ou acontecimento ou fatos ligados aos personagens, como ele tirava da cartola mágica que é sua sua memória uma história de alguém para ligá-la a uma sensação ou um hábito. Até o fato de que as coisas mais estranhas e simples lhe darem tesão ou ainda a obsessão por um ménage à trois com seu amigo e sua namorada. Depois do sucesso que foi esse livro pra mim, pretendo ler Minha metade silenciosa do mesmo autor.


Ficha Técnica:

Título: Selva de Gafanhotos

Autor: Andrew Smith

Editora: Intrínseca

Páginas: 350

Ano: 2015

Sinopse:

“Previsão: Selva de Gafanhotos vai ser um sucesso estrondoso. Você nunca leu nada igual.”

John Green

Na pequena cidade de Ealing, Iowa, Austin e seu melhor amigo, Robby, libertam acidentalmente um exército incontrolável. São louva-a-deus de um metro e oitenta de altura, completamente tarados e famintos.

Essa é a verdade. Essa é a história. É o fim do mundo e ninguém sabe o que fazer.

Com todos os elementos obrigatórios de um romance apocalíptico, Selva de Gafanhotos mistura insetos gigantes, um cientista louco, um fabuloso bunker subterrâneo, um mal resolvido triângulo amoroso-sexual, muita, muita confusão, e está longe de tratar apenas do fim do mundo.

Engraçado, intenso e complexo, o livro fala de um jeito inovador de adolescência, relacionamentos, amizade e, claro, de temas um tanto mais inusitados, como testículos dissolvidos e milho modificado geneticamente. Um romance surpreendente sobre a odisseia hormonal, amorosa e intelectual que é essa fase da vida.


E assim foi meu dia. Você sabe o que quero dizer.

May

#LeituradaSemana, Livros, Resenhas

#MLI2015 – Half Bad & Half Lies, de Sally Green

Half Bad

Olá!
Não sei como anda a maratona de vocês, mas a minha começou fodidamente bem. Desculpa o palavreado de baixo escalão, mas não existe um advérbio que se encaixe melhor. Talvez maravilhosamente cruel e monstruoso funcione também… Difícil dizer.

Só não posso acreditar que demorei tanto para começar a ler a Trilogia Half Bad e mergulhar de cabeça nesse mundo onde existem os bruxos das Sombras e os bruxos da Luz, que obviamente se odeiam e se matam mutuamente. O plano de fundo é a Europa e seus personagens são de diversos lugares, sempre tendo a magia como ponto em comum. Nesta estória devemos esquecer que o bem é representado por um símbolo e que o fato de tratar-se de bruxos exime-os de serem tão cruéis, se não mais, nas torturas físicas. Não há essa de eu sou um representante da paz, da justiça e de tudo que há de bom no universo, esse tipo é o pior monstro, é aquele que te torna uma massa sangrenta e ri em cima do seu cadáver. Se tiver uma coisa que posso afirmar sem culpa nenhuma de spoiler é que Half Bad é crueldade crua e nua, um misto de intolerância e impertinência.

Acompanhamos a trajetória de Nathan e sua evolução de menino a homem, um menino afastado de sua própria sociedade por ser o que eles chamam de meio-código – meio bruxo da Luz e meio bruxo das Sombras. Se fosse simples, o que com certeza não é, ser um mestiço entre duas facções de bruxos que se odeiam, Nathan é filho do bruxo das Sombras mais procurado do globo e o mais maligno de todos, conhecido por caçar e matar bruxos de não importa qual facção e comer seus corações para obter seus poderes. Nathan foi criado pelo lado da Luz de sua genética sendo odiado por sua meia irmã mais velha Jessica e criando um laço de amizade e companheirismo com seu meio irmão Arran; ele se apaixonou no início da adolescência por uma linda bruxa da Luz da mais pura linhagem chamada Annalise, levou umas surras, bateu de volta… O básico para um menino. A coisa é que o Conselho dos Bruxos da Luz o vê como uma de duas armas profetizadas que podem matar Marcus, o pai de Nathan. Agora chegamos ao ponto que eu queria, Nathan não fica de mimimi “eu não quero ser que nem meu pai e eu vou atrás dele e matá-lo para provar que eu sou bom e blábláblá”. Ele sente no fundo do âmago que o pai dele é de algum jeito bom, que ele se importa com Nathan, que ele sempre o tem vigiado e que o ama. Ele quer encontrar esse pai, quer provar que nunca o mataria. E essa ideia é reforçada quando Nathan é tirado de sua família pelo Conselho e entregue a uma ditadora que ninguém sabe se odeia ou se gosta. Nathan tem que escapar de qualquer modo e encontrar uma bruxa, Mercury, que pode ajudá-lo a se tornar um bruxo de verdade, pois eles têm que passar por um ritual elaborado aos 17 anos.

“— Tanto em termos de violência quanto de fama, sua família supera a minha.”

— Gabriel, p. 227.

Nesse quesito o livro não peca. Sally Green conseguiu construir uma cultura envolvendo esses dois povos e seus vários outros componentes, recheou o livro com a necessidade que Nathan tem de passar por esse ritual de transição e descobrir o seu dom. A narrativa na primeira parte do livro, posto que ele é dividido em seis partes, me deixou com um pé atrás. Acontece que ele narra em segunda pessoa, eu nunca tinha lido nada assim, mas é só na primeira parte mesmo. Depois, quando entendi o porquê daquele início, eu só conseguia ficar abismada e xingar de tão incrível que a escritora conseguiu externar o fato de que o personagem estava andando na corda bamba da loucura. E o Nathan, minha gente, é um filho da mãe impertinente. Existem poucos personagens principais que nós podemos encher a boca para falar que adoramos, que são incríveis, Nathan é assim para mim. Acho que é muito culpa da autora também, ela te liga ao personagem e você se aferra às necessidades dele como se fossem suas.

“— Ela é uma bruxa velha e maluca — digo. — Ninguém mais na família foi convidado. Não a conheço e não devo ir a lugar nenhum sem a permissão do Conselho. — Sorrio, para o deleite de Arran. — É claro que vou.”

— Nathan, p. 96.

Além de o livro trazer toda uma ideia sobre preconceito e intolerância, ele me fez questionar se podemos ser bons fazendo o mal. É nisso que Nathan acredita sobre o pai e é nisso que Arran acredita em relação ao irmão. E durante a trajetória de Nathan, a escritora nos prova que é possível. A sobrevivência vem em primeiro lugar.

Agora eu preciso falar um pouquinho de um dos meus personagens favoritos, Gabriel. Gabriel aparece depois da metade do livro como um contato na Suíça que pode ou não levar o nosso protagonista à bruxa Mercury; ele é gay e se apaixona pelo Nathan. É através dele que sabemos que Nathan é um tipo de celebridade, mas também descobrimos um lado sutil do mesmo. A coisa é que eles se tornam amigos, algo que os dois necessitavam. Mesmo depois que Nathan tem jogado na cara dele por um terceiro que o Gab é apaixonado por ele, ele não se afasta e nem tem aquelas reações homofóbicas. É sutil e ao mesmo tempo lindo e desesperador. Eu shippo os dois, mas sabemos que o Nathan ainda tem aquele amor de infância…

“Ele sorri, depois me dá um beijo no rosto, diz algumas palavras e, apesar de ser em francês, sei o significam. Damos um abraço apertado.”

Nathan, p.277.

Eu estou querendo muito ler a continuação, Half Wild, e ontem quando terminei ainda não queria me desligar desse mundo incrível. Existe um conto que foi publicado pela Editora Intrínseca em formato e-book chamado Half Lies, é uma estória que se passa nos Estados Unidos com a irmã do Gabriel, antes de ele se mudar para a Suíça. Ele tem por volta de 62 páginas, mas a prova viva que Sally Green sabe fazer narrativas incríveis não importa a quantidade de páginas. Half Lies é o diário de Michèle, retrata seu dia-a-dia, seu amor por um garoto chamado Sam, sua nova vida em um país novo com seu pai alcoólatra e inútil. Não posso falar muito senão conto tudo, mas no fim foi como se eu estivesse de luto por um membro da minha família. Esse conto me fez gostar ainda mais do Gabriel. Aqui vai um trecho sobre como é um bruxo das Sombras do ponto de vista de um:

“artista

bêbado

fumante

mulherengo

assassino

todas as alternativas anteriores

O típico bruxo das Sombras.”

Michèle sobre o pai.


Ficha Técnica

Título: Half Bad (Trilogia Half Bad #01)

Autor (a): Sally Green

Editora: Intrínseca

Páginas: 301

Ano: 2014

Sinopse:

A história é sempre contada pelos vencedores, dizem. E Nathan, infelizmente, não é um deles.

Na Inglaterra em que ele vive, bruxos e humanos dividem o mesmo espaço, sem, no entanto, se misturarem. Mesmo entre os bruxos, há os que se autodenominam bons, puros e justos – os bruxos da Luz e há, é claro, seus inimigos, aqueles que devem ser combatidos e aniquilados, a origem de todo o mal – os bruxos das Sombras. Nesse mundo dividido entre mocinhos e vilões, não ter um lado é pecado, e esse é exatamente o caso de Nathan, filho de uma bruxa da Luz com um bruxo das Sombras. E seu pai não é um bruxo qualquer, e sim o mais poderoso e cruel que já existiu, acusado de ter matado a mãe de Nathan.

O garoto é visto como uma aberração tanto por seus pares quanto pelo Conselho dos Bruxos da Luz; uma ameaça que precisa ser domada ou exterminada. E as coisas só ficam mais complicadas conforme o tempo passa, já que, ao completarem dezessete anos, todos os bruxos passam por uma cerimônia em que seu dom, o poder que carregarão por toda a vida, é finalmente revelado. Nesse momento se definirá se Nathan é um bruxo da Luz ou das Sombras, e dessa definição dependem suas chances de permanecer vivo.

E o tempo dele está se esgotando.

Em Half Bad, acompanhamos a jornada errante e frenética de Nathan para encontrar o pai, que ele jamais teve a oportunidade de conhecer, e, mais importante ainda, sobreviver. Mas como conseguir isso quando cada passo seu é vigiado e ninguém é confiável – nem mesmo sua família, nem mesmo a garota que você ama?

Com uma narrativa direta e dinâmica, Sally Green constrói uma história arrebatadora sobre intolerância, racismo e os caminhos tortuosos que todos trilhamos rumo ao amadurecimento.


Fiquem ligados no Instagram e descubra as minhas próximas leitura da #MLI2015.

Beijos, May.

Livros, Resenhas

‘Lendo e Relendo’ Mentirosos – E. Lockhart

Mentirosos

BEM-VINDO À bela família Sinclair.

Ninguém é criminoso.

Ninguém é viciado.

Ninguém é um fracasso.

Cadence Sinclair Eastman, Mentirosos.

Essa será uma resenha curta. Sim, Curtíssima! Pois só há um fato importante: quanto menos você souber, melhor será sua leitura. Porém, se, ainda assim, você quiser saber um pouco do que se trata Mentirosos e qual a minha opinião, não serei eu que lhe impedirei. Mas, realmente, espero que nada seja esclarecido…

Mentirosos, E. LockhartOs Sinclair são o modelo da família tradicional americana: ricos, bonitos e loiros. O queixo sempre erguido, pois nada os abala. Eles nunca erram, nunca fazem drama ou são menos do que perfeitos. Durante o verão, a família se reune em uma ilha particular próxima à costa de Massachusetts, onde cada uma das três filhas do patriarca tem sua própria casa. Uma ilha perfeita, com casas perfeitas e pessoas perfeitas.

Cadence Sinclair Eastman – Cade –, seus primos Jhonny e Mirren, e o amigo Gat são os ‘Mentirosos‘. Cade e seus primos sempre passam os verões na ilha, porém, desde os 8 anos, com a chegada de Gat, eles se tornaram inseparáveis. Mas, e sempre há um mas, no Verão dos 15 anos, Cade sofre um misterioso acidente que a faz ter dores de cabeça alucinantes e perda de memória seletiva.

Devido ao tal acidente, Cade é mantida afastada da ilha e dos Mentirosos por dois anos. Quando ela retorna à ilha, ela quer recuperar as memórias do verão dos quinze e sobre seu acidente, mesmo que nem sua família e nem os Mentirosos queiram lhe revelar a verdade.

A escrita de E. Lockhart está recheada de metáforas fortes, que farão você precisar reler para entender que Cade – a narradora – não quis dizer literalmente alguns fatos. E essas metáforas trazem um impacto incrível para estória, deixando os sentimentos em carne viva. Além disso, E. Lockhart é direta. Não há rodeios – não mais do que o essencial, pelo menos –, e existe uma fluidez entre os acontecimentos que dinamiza a leitura do texto. Bem no estilo de você lê e nem sente o tempo passar.

Você pode conjecturar, durante a leitura, várias teorias. Ou pode até ter a resposta certa, mas achar que ela não está correta e logo descartá-la. Eu fui surpreendida, acho que nem devo comentar qual a minha reação… Isso já seria por si só um superspoiler! Com certeza, é um livro incrível, maravilhoso e todos os adjetivos entre bom e magnânimo que possam existir. Se você ler, saberá que não estou exagerando!

E pra você que já leu e quer conversar urgentemente sobre o livro, a editora Seguinte tem um fórum de discussão e convida os leitores – somente os que leram – a participarem. Além disso, a editora tem um site muito legal para os fãs Mentirosos. É sempre bom dar uma olhadinha por lá para se inspirar a ler o livro.

www.editoraseguinte.com.br/mentirosos/

Beijos, May.

P. S.: Este livro foi indicado pelo Allison Andrade, do canal Allison7Potter, e completa o item 17 do 2015 Reading Challenge.