|RESENHA| Guerra do velho, de John Scalzi

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Olá,

Eu não sei explicar qual foi o bicho que me mordeu, acho que foi mais uma coisa de eu raramente ler livros de ficção-científica e acabar tão impressionada. Tão impressionada ao ponto de precisar vir desesperadamente falar sobre esse livro, mesmo que eu não faça a mínima ideia de como fazer isso bem o suficiente para conseguir passar com totalidade a experiência de ler Guerra do velho.

“No meu aniversário de 75 anos fiz duas coisas: visitei o túmulo da minha esposa, depois entrei para o exército.”

– John Perry, p. 13

Alguma vez você leu algum livro que te ganhou logo na primeira frase? Eu já sabia que em algum nível esse livro seria muito bom, teria um toque de humor e, óbvio, iria me agradar. Ser muito bom não foi o que me impressionou de fato. Agora, a forma em que a estória se desenvolve, o universo recriado pelo autor, como ele explorou a velhice e a oportunidade de uma nova vida, isso sim foi muito impressionante. Além de que o protagonista, John Perry, conseguiu me ganhar ao manter certos princípios que poderíamos dizer que fazem de nós humanos. E não só por isso, mas também a forma como ele é devoto à esposa falecida. Ele é muito saudoso ao lembrar dela, da vida feliz que eles tiveram e de como o casamento foi uma união que retrata uma certa estabilidade muito desejada na nova vida dele.

Acho que esse é aquele tipo de livro para você descobrir sozinho, nada de caçar spoilers por aí. O livro vai te atiçar para encontrar as respostas e assim a leitura flui. Facilmente você vai se sentir conectado com o John e sua forma de humor. O autor soube manter um certo requinte humorístico nas descrições do John, conseguiu manter as características principais dele mesmo quando o protagonista evoluiu. Um dos pontos altos das descrições do John é quando ele entra em certos padrões. Como, por exemplo, quando ele começa a descrever as mortes dos amigos e colegas de esquadrão. No fim, eu compreendi que é sua forma única de humor [negro] e como — mesmo com corpos aprimorados — a vida pode escapar num estalar de dedos.

E o que você precisa saber sobre esse livro inicialmente?

A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis –- e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD — Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar.

Coisas interessantes:

  • O autor se inspirou no escritor Robert Heinlein, de quem ele é muito fã. Sendo que seu livro muitas vezes é comparado a Tropas Estelares, de Heinlein;
  • O canal SyFy está produzindo uma série, chamada Ghost Brigades, como adaptação do livro;
  • The Ghost Brigades é o título da continuação de Guerra do Velho, sendo a série um total de 5 livros;
  • A Paramount já comprou os direitos para levar a história para as telas do cinema; e,
  • John Scalzi ganhou diversos prêmios, entre eles o John W. Campbell de Melhor Escritor Estreante com Guerra do velho.

Ainda não se convenceu?! Que tal dar a palavra ao pessoal da Editora Aleph:


FICHA TÉCNICA

91vurgrcd7lTítulo: Guerra do velho (Old Man’s War #1)

Autor: John Scalzi

Editora: Aleph

Edição: 1ed.

Ano: 2016

Páginas: 368

Skoob: Adicione!

Compre: Amazon


Beijos, May.

#MLI2016 – Maratona Literária de Inverno: Conclusão

#MLI2016

Li muita coisa desnecessária…

Li muito, mas a maioria não valeu a pena…

Li coisas que não deveria ter lido, conheci escritoras que são péssimas em seu oficio e comecei séries que nunca vou terminar…

A cada semana que passou durante essa MLI2016 fui percebendo que tinha pouquíssimas coisas que queria compartilhar com vocês, ou seja, nada que fosse suficiente relevante. Dos livros que tinha selecionado, li somente Atraído. Foi bom e divertido, mas nada que me instigasse a escrever sobre e tenho certeza que não irei dar continuação a série.

Devo confessar que procrastinei com os livros na minha TBR, procurei outras coisas para passar o tempo e até que achei umas coisas interessantes. Contudo, depois de 7 livros por semana, tudo começa a ficar confuso e parecer a mesma coisa. Acho que comecei muito extrema, tinha umas leituras obrigatórias que não queria fazer e quando comecei percebi que tinha razão, eram obviamente ruins e de mau gosto.

Pontos positivos:

  1. Treinei meu inglês;
  2. Li Paixão libertadora, que é muito bom e até resenhei (Aqui!);
  3. Ganhei senso crítico para livros que envolvem mafiosos;
  4. Aprendi sobre tráfico de mulheres com Georgia Le Carre, uma escritora camaleão;
  5. Kresley Cole ainda é uma das minhas escritoras favoritas;
  6. Resenhei Os bons segredos, da Sarah Dessen (Aqui!); e,
  7. Pecados no inverno foi realmente incrível, valeu a pena esperar a continuação.

Pontos negativos (mais importantes):

  1. Perdi tempo;
  2. Li 25 livros e 7 contos, mas só gostei de verdade de: The Master, da Kresley Cole; Paixão Libertadora, da Sophie Jackson; e, Pecados no inverno, de Lisa Kleypas; e,
  3. Desperdicei 28 dias de leitura.

Esse post foi só para finalizar mesmo.

Beijos, May

Resenha: A longa e sombria hora do chá da alma, de Douglas Adams

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Olá, pessoas.

Hoje venho entregar a vocês mais uma resenha delicinha, dessas, cujo livro é ao mesmo tempo instigante, bem escrito e com uma história para ninguém colocar defeito. Trata-se de ‘A longa e sombria hora do chá da alma: segundo livro da série Dirk Gently’, do boníssimo Douglas Adams. Para quem não sabe, tive a oportunidade de resenhar outro livro do autor – o primeiro dessa série: ‘Agência de investigações holísticas Dirk Gently’ – aqui, e posso adiantar que a cada nova leitura dele eu fico mais perplexo com a beleza da obra.

Só pelo título já dá para ter uma boa ideia de que a pegada do livro é o humor, mas que nem por isso deixa de abordar temas sérios e fantásticos, como religião, ciência, tecnologia, etc. Como eu pontuei na resenha anterior, os trejeitos do humor negro britânico são incrivelmente presentes na narrativa do Adams, e isso confere ao livro vários pontos extras, posto que – vamos admitir – há bem poucas coisas mais engraçadas do que uma comédia à lá Elizabeth II. Para quem já teve a chance de ler o primeiro volume da série, sabe que tudo – e eu enfatizo: tudo – desempenha algum papel dentro das histórias do Adams. É o estilo “holístico” dele. Portanto, esse título – que é inusitado, charmoso e intrigante – será explicado em determinado momento do plot, e obviamente não pretendo estragar a diversão de vocês, por isso não vai ter spoilers.

Meu primeiro contato com o Adams – e acredito que o de muita gente – foi com ‘O guia do mochileiro das galáxias’. Nas primeiras páginas da trilogia de cinco livros eu já soube que me apaixonaria, e não estava errado. Um grande número de pessoas costuma pensar que os livros do Adams são mais voltados para um público dito Nerd – e isso, claro, tem seu fundo de verdade, considerando todas as referências encontradas na trama. Mas, sinceramente falando, penso que o Adams é desses autores coringas – tais como J. K. Rowling e Pedro Bandeira, dentre poucos outros – cujas histórias atingem todos os tipos de público. Seja Nerd, Geek, Fanboy, Gamer, Tiete, Bolsonete, e até simpatizantes do Monstro de Espaguete Voador – não importa. Tudo o que Douglas Adams escreve é passível de correlação e empatia com o cotidiano das massas, em maior ou menor escala, e isso, meus caros, é algo muito raro de se encontrar por aí.

A história começa nos apresentando Kate Schechter, uma mulher peculiar que está num aeroporto de Londres tendo dúvidas sobre a viagem que está prestes a fazer e se realmente devia entrar no avião. Schechter está a caminho de Oslo, na Noruega, para se encontrar com um homem com quem está envolvida amorosamente. Mas há algum tempo ela perdeu o amor de sua vida, que teve uma morte trágica e precoce. A partir de então, a vida dela, que já era digna de uma nota de rodapé bem cômica, tornou-se ainda mais pitoresca. Quer dizer, para ela, a graça de tudo não era tão veemente, já para o leitor… O caso é que, aparentemente, o universo a está bombardeando de sinais para que ela não faça aquela viagem, mas ela meio que ignora todos eles, porque não é religiosa nem supersticiosa. Uma gracinha.

Enquanto isso, Dirk Gently, o detetive mais legal de todos os tempos, está com a vida acabada, e chegou ao fundo do poço. Ele agora se sustenta fazendo uns bicos como quiromante numa tenda cigana qualquer. Claro que ele não tem poderes clarividentes nem consegue adivinhar o futuro de ninguém lendo a palma da mão, mas sua habilidade de dedução permite que ele “descubra” coisas a respeito dos clientes que nem eles mesmos sabem ou são cegos demais para ver. Gently tem um compromisso no dia do voo de Schechter, mas acaba chegando atrasado e se desencontra com o cliente.

Basta apenas isso para desencadear uma sucessão de eventos esdrúxulos que fazem a história ter aquela loucura que a gente tanto adora. Devido a uma ocorrência estranha no aeroporto, Schechter termina por não conseguir embarcar, e, eventualmente, os caminhos dela e de Gently se cruzam de forma engraçada, crua e muito boa. O que se segue é, para meu deleite, um caleidoscópio de zueira do melhor tipo que existe na literatura.

O que mais me deixa perplexo nas histórias do Adams é que ele consegue juntar um bilhão de coisas numa única trama, dar valor a elas, e fazer os quebra-cabeças todos serem solucionados no final. Em determinadas partes do livro, tem tanta coisa acontecendo de uma só vez que você chega a duvidar da capacidade dele de fechar todos os pontos soltos sem parecer apressado ou ofender a inteligência dos leitores. Mas de algum modo ele consegue fazer isso de modo majestoso, como se estivesse manipulando o leitor durante todo o tempo em que temos contato com a narrativa, para, então, passar a régua em todos os aspectos e dar uma forma legível ao mosaico de situações criadas por eles e às quais os protagonistas são submetidos.

O Adams é bom desse jeito!

No que diz respeito à escrita, eu realmente me acho um zé-ninguém para vir aqui e julgar o estilo do autor. Mas como é o que temos para hoje – huehue – farei esse sacrifício. Antes de mais nada, entendam uma coisa: o diabo mora nos detalhes. A partir dessa concepção, tenham em mente que, quando me refiro a detalhes, estou querendo dizer que tudo aquilo que parece tão trivial para alguns autores de renome – que focam apenas no extraordinário –, para Adams se torna muitíssimo importante, e a banda toca diferente. O mesmo se aplica, como falei lá em cima, a J. K. Rowling e a Pedro Bandeira.

O que isso significa? Simples e diretamente que Adams prioriza a narração dos acontecimentos como se eles fizessem parte da realidade comum dos personagens – mesmo na fatídica impossibilidade de isso ser verdade. Em determinadas situações de grande frenesi, por exemplo, ele vem e começa a falar sobre o clima, ou sobre um pássaro passando pelo céu, enfim, esse tipo de coisa, sacam? Essa descrição que transforma o extraordinário em ordinário é o que mais cria empatia no leitor, e, doravante, torna a leitura mais incrível.

De todo modo, eu poderia falar e falar sobre o quão foda Adams é, mas isso seria muita redundância para que eu me importasse. Meu conselho é que você dê uma chance à série, e passe a conhecer esse detetive que não apenas é engraçado como um personagem de Monty Python, como também não perde em nada para os queridinhos do mundo do romance noir, vulgo Sherlock Holmes e Hercule Poirot.

Isso é tudo por hoje.

Até a próxima.
Vlaxio.

|RESENHA| Os bons segredos, de Sarah Dessen

Os bons segredos

Olá,

Essa resenha é um oferecimento de uma pessoa muito oferecida chamada Allison Andrade, do canal Allison7Potter, em parceria com a Editora Seguinte (selo jovem da Companhia das Letras). O Allison me indicou para resenhar Os bons segredos nessa ação promovida pela editora, mas tanto ele quanto eu já estávamos de olho nos livros da Sarah Dessen faz um tempinho. Isso porque, além de escrever para o público jovem adulto, Sarah Dessen escreve dramas, já recebeu diversos prêmios e queríamos incluir seus livros no Clube do Livro Saraiva Manaus.

Os bons segredos é um livro instigante desdo início. Sydney está totalmente indiferente à situação ao seu redor, ou seja, o julgamento do seu irmão mais velho. Mesmo esse sendo o ponto de partida, logo nos dois primeiros capítulos vemos do ponto de vista da protagonista como a situação chegou àquele estado exato, mas há um distanciamento emocional do relato. Ela vai apresentar de forma fria e simples como o irmão, Peyton, passou de um garoto bonito e atencioso para um delinquente autodestrutivo. Ela sempre esteve à sombra do irmão: apesar de parecidos, ele sempre foi mais bonito, charmoso e amado. E também como, no decorrer de várias situações, os pais deles foram não só aceitando, mas também querendo tirar as responsabilidades dos atos de Peyton. Até que ele faz algo que é impossível de se livrar: atropela um menino de 15 anos enquanto estava alcoolizado e o menino fica paralítico.

Porém, diferente dos pais, Sydney não vê o irmão como uma vítima, ela acha que ele tem que pagar pelos próprios atos. Para ela, é horrível a forma como a mãe tende a culpar terceiros pelos erros do irmão, culpar a própria vítima do acidente até. Ela não consegue tirar da cabeça o menino de 15 anos que tinha um futuro brilhante, não consegue parar de pensar nele, e no que o irmão fez. E o desinteresse dos pais nela, somado ao fato de ela se sentir insegura em casa, levam-na a se retrair e sentir um anexo indesejável. Além de que ela está sob uma camada de repressões por causa do irmão, que ela não fez nada por merecer. Por causa das condições financeiras da família, Sydney decide mudar de escola e, claro, viver sem a sombra do irmão. Primeiro dia de aula foi meio mais ou menos; sem vontade de voltar pra casa, Sydney entra numa pizzaria chamada Seaside, come a melhor pizza de pepperoni da vida e, de quebra, presencia um pequeno drama adolescente. E é assim que os Chatham entram na vida dela, mas é mais correto dizer que ela é que se encontra no furacão que é essa família.

Esse livro vai falar sobre amadurecimento. Ver Sydney crescer a cada página é o que mais vale a pena nesse livro. Ela tem uma visão muito monocromática sobre o irmão, sobre os pais e sobre si. E como é estranho, e compreensível, que ela consegue se abrir e se sentir querida por pessoas que não têm nenhuma relação com ela. Layla Chatham nunca a julga e sempre está ali para ouvi-la e protegê-la, uma amiga que faria tudo por ela e que tem um ritual maluco para comer batata-frita. Sarah Dessen consegue escrever uma série de cenas emocionantes, tingidas de realidade e que envolvem completamente o leitor. Se você tem irmãos como eu, pequenos dramas sempre parecem tsunamis e os grandes, a Terceira Guerra Mundial. Então, é impossível não se identificar com o que Sydney está passando. Na verdade, é preciso só ter passado pela fase catastrófica da adolescência para isso.


a1cljryfealTítulo: Os bons segredos

Autor (a): Sarah Dessen

Editora: Seguinte (Cia das Letras)

Edição: 1ed.

Ano: 2015

Páginas: 403

Skoob: Adicione!

Compre: Amazon


Beijos, May.

|RESENHA| Paixão libertadora, de Sophie Jackson.

Paixão libertadora

Olá,

Em março desse ano, eu resenhei ‘Desejo Proibido’ e ‘Eternamente Você’, da Sophie Jackson. Seria legal vocês darem uma lida antes na resenha dupla, mas não é obrigatório ter lido o livro e o conto antes desse que eu irei resenhar hoje. Uma das coisas que comentei era que eu tinha boas expectativas para esse segundo livro, e esperava que a escritora continuasse escrevendo da mesma forma cativante que ela conseguiu no início da trilogia.

Quem leu Desejo Proibido já sabia que o Max seria um trabalho difícil, conhece um pouco do que ele passou e a que nível ele chegou. Tão fundo no vício de cocaína, que era impossível o Carter conseguir reconhecer o amigo de infância. Contudo, ao ler esse primeiro livro, só queria que o Carter se afastasse do Max, que o isolasse. E no final é devastador entender o vazio e a dormência que o Max carrega, tudo porque ele amou Lizzie mais do que tudo na vida e um belo dia acordou e ela tinha ido embora logo depois do filho deles ter nascido morto.

Paixão libertadora começa numa melancolia, e logo na primeira frase você consegue sentir a dor absurda com que o Max vive. Lá está ele contando sobre a primeira vez em que pensou em suicídio, após o pai dele morrer depois de 18 meses lutando contra um câncer agressivo. Foi a primeira vez que ele bateu fundo no poço dos vícios. Até que ele conheceu ela, a mulher que o reergueria para depois esmagá-lo.

Os dez primeiros capítulos do livro foram perfeitos para me conquistar, escritos de forma que entendemos pelo que o Max está passando na reabilitação e sabemos mais sobre sua estória, porque ele fala conosco para depois percebermos que ele está falando na verdade com seu terapeuta. Ele não é bom em se expressar, não consegue falar. Na primeira vez que ele quer falar sobre o que mais o aflige, ou seja, Lizzie, ele tem um ataque de pânico. E nesse momento fiquei tão envolvida, que a sensação era de como se eu estivesse ali com falta de ar, cheia de pensamentos caóticos, morrendo junto dele.

Elliot, terapeuta de Max, ciente da dificuldade que ele tem de se expressar, indica sessões de pintura. De primeiro, Max acha uma idiotice. Ele gostava de pintar antigamente, mas apenas muros e prédios. Ele quer melhorar, parar de decepcionar os amigos, deixar o Carter orgulhoso e mostrar que seus esforços não foram em vão. Ele sabe que é a última chance dele e se as sessões vão surtir efeito, okay, vamos lá. Interessante aqui, e necessário, é que o médico que auxilia essas sessões, Tate, é o irmão de Riley — amigo de Max e Carter, que estava preso na mesma época que Carter em Arthur Kill. Max vai muitas vezes durante o livro recorrer a Tate, mesmo depois da reabilitação, já que Tate é seu padrinho.

Logo depois que o Max sai da reabilitação, ele vai morar com o Carter e a Kat, mas as coisas não funcionam bem e então ele decide ir para uma cidade pequena no Condado de Preston, onde seu tio mora. É maravilhoso ver que logo na primeira semana ele tem certeza de que ele fez uma boa decisão, que realmente precisava se afastar e, sim, eu contei boa parte do livro. Sim, outra vez, é agora que a vida dele vai cruzar com a de Grace Brooks, outra pessoa que passou por coisas muito dolorosas na vida. É óbvio que ela tem um trauma; não apenas é reservada, mas está tentando retomar o controle. Ela, assim como Max, recebe acompanhamento psicológico. Porém, os traumas de cada um são diferentes e de certa forma se encaixam.

Grace é muito retraída, mudou-se para o Condado de Preston para poder seguir adiante e começar a tocar a própria vida. Ela arranjou um trabalho no bar local, empenha-se na reforma de uma casa antiga, e está tirando fotos e fazendo amigos. Assim que ela vê o Max fica interessada nele e eles acabam criando uma amizade de suporte mútuo. Ele a acha muito transparente, as emoções sempre visíveis e sem manipulação,  e ela o compreende como ninguém. Cada um tem sua rede de apoio, uma coisa que é essencial para a recuperação de ambos, principalmente de Max, ao mesmo tempo que eles precisam de espaço.

Esse livro vai primeiro explorar uma mensagem simples: você precisa melhorar por você, primeiro por você, pense em você, nesse momento seja egoísta. Vai falar também sobre como é importante ter ajuda profissional e não se isolar das pessoas que te amam. O quanto você vale, o quanto você merece e quais são seus limites. Confiar. Amar a si mesmo. Ame-se primeiro para poder amar alguém depois. Não usar as pessoas como muleta, estar perto de alguém porque você quer e não porque você precisa.

Normalmente, eu leio romances que trazem mensagens que eu não concordo, mas gosto dos livros. Porém, Paixão Libertadora acertou em cheio em algo que eu acredito piamente, que é o amor próprio. Não é um homem que supera as dificuldades pela mulher que ele ama, mas um homem que se superou, que foi à luta e que cansou de sentir vergonha das péssimas decisões que tomou no passado, e depois compreendeu que estava amando uma mulher gentil, bonita e talentosa.  Ao mesmo tempo em que vemos essa mulher se superar também, ganhar alto-estima e não deixar seu passado governá-la. Então, é fácil entender que eles precisam se encontrar e serem felizes em separado antes de serem felizes juntos.

Sophie Jackson se superou nesse livro com certeza. A forma como ela trabalhou cada personagem e encaixou o passado deles foi incrível. Também gostei do fato de a protagonista ser negra, mas isso não faz diferença alguma na estória. Ela é admirada pelos homens, mas não sexualizada. Ela não é um símbolo sexual, não está ali para representar as mulheres negras e seus esteriótipos, ela é somente ela. Uma mulher que passou por maus momentos e está vivendo cada dia sendo feliz ao seu jeito, encontrado alegria em qualquer coisa.


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Título: Paixão libertadora (Trilogia Desejo Proibido #2)

Autor (a): Sophie Jackson

Editora: Editora Arqueiro

Edição: 1 ed.

Ano: 2016

Páginas: 350

Skoob: Adicione!

Compre: Amazon


Beijos, May.

RESENHA: Ele está de volta, Timur Vermes

 

Este livro eu já havia lido faz um certo tempo, recentemente descobri que havia virado filme, como não foi para os cinemas eu demorei a ficar sabendo, hoje finalmente consegui tirar um tempinho para assistir ao filme e retornar a esta leitura que poucos conhecem.

 Timur Vermes nasceu em Nuremberg,  na Alemanha, em 1967, filho de mãe alemã e pai imigrante húngaro que deixou o país em 1956. Estudou história e política antes de se tornar jornalista, escreveu para os jornais alemães Abendzeitung e Cologne Express e trabalhou para uma série de revistas, além de atuar como ghostwriter de diversos livros até 2007. ‘Ele está de volta’ é seu primeiro romance, publicado em 2014.

 Como descobri este livro? Sua capa. Sua capa me chamou muita atenção, foi então que fui ler sua sinopse e acabei me interessando. Comentei com uma amiga sobre o mesmo e no dia 11/08/2014 ela me presenteou com o livro e eu amei demais, obrigado Dani, inclusive pela linda dedicatória!❤

 

ele esta de volta

 

 

Ele Está de Volta

Timur Vermes

R$ 17,99 até R$ 34,90

Ano: 2014 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Intrínseca

 

 

Berlim, 2011. Adolf Hitler acorda num terreno baldio. Vivo e bem. As coisas mudaram: não há mais Eva Braun, nem partido nazista, nem guerra. Hitler mal reconhece sua amada pátria, infestada de imigrantes e governada por uma mulher.

As pessoas, claro, sabem quem ele é — um imitador brilhante que se recusa a sair do personagem. Até que o impensável acontece: o discurso de Hitler torna-se um viral, um campeão de audiência no YouTube, ele ganha o próprio programa de televisão e se transforma em alguém que todos querem ouvir. Tudo isso enquanto tenta convencer as pessoas de que sim, ele é realmente quem diz ser, e, sim, ele quer mesmo dizer o que está dizendo.

Ele está de volta é uma sátira mordaz sobre a sociedade contemporânea governada pela mídia. Uma história bizarramente inteligente, bizarramente engraçada e bizarramente plausível contada pelo ponto de vista de um personagem repulsivo, carismático e até mesmo ridículo, mas indiscutivelmente marcante.

 Ele voltou e está Führioso. O livro inicia quando, do nada, Hitler surge em um terreno baldio na atual Berlim, ele não sabe como nem por que, nós muito menos. Com o andar da carruagem vamos vendo como ele vai conhecendo o mundo atual, enquanto ele procura por ajuda para tentar entender o que houve, todos acreditam que ele seja um brilhante imitador e tiram fotos e se divertem com Hitler. Hitler acaba em uma banca de jornal e procura saber em que ano está e o que está acontecendo atualmente, fica furioso sabendo como as coisas mudaram e nada pelo qual ele lutava é seguido nos dias atuais.

 Hitler vai se popularizando e acaba sendo encontrado por um funcionário de uma emissora de TV, seu vídeo se torna um viral, milhões de visualizações em instantes, Hitler ganha seu próprio programa de TV. Enquanto todos se divertem e acham graça do que ele fala, Hitler aproveita para espalhar seu discurso e tentar tomar o poder novamente.

 Podemos acompanhar, de maneira hilária, as descobertas de Hitler sobre os dias atuais, principalmente suas reações quanto às novas tecnologias, as TVs, celulares, computadores e principalmente a internet. O melhor de tudo é podermos ler pelo ponto de vista do próprio Hitler, o que torna bem mais hilário.

 O que aconteceu foi o seguinte: alguém registrou, por meio de um mecanismo técnico, minha apresentação no programa de Wizgur e a inseriu na inter-rede, num lugar onde qualquer um podia colocar filmes curtos. E todos podiam ver o que quisessem, sem que a imprensa marrom judaica lhes desse ordem sobre o que assistir. Óbvio que os judeus também podiam imiscuir seus esforços pífios aqui, mas sem o paternalismo via-se também onde tudo acabava: o povo viu várias e várias vezes minha apresentação no programa do Wizgur. Era possível saber disso por um número que havia abaixo do trecho do filme.

 O livro é muito interessante e o filme não saiu por baixo! Oliver Masucci interpreta com excelência Adolf Hitler, o filme está muito bem produzido e bem fiel ao livro, exceto no final. Mas calma, isso não quer dizer que está ruim! Livro e o filme possuem finais diferentes, mas ainda assim os dois ficaram ótimos! É como se o final do livro coubesse como uma luva ao livro e o final do filme ficou perfeito para o filme! Devido a isso vale muito a pena conferir ambos. Então além da dica do livro fica também aqui uma ótima dica de filme para o final de semana!

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Espero que gostem,

 

Roh.

por Romulo Neto Postado em Livros

Tag dos 50% | Mid-Year Book Freak Out (1/2016)

Oi, pessoal!

Nem dá para acreditar que chegamos ao meio do ano, né?  E, já que passou bem rápido, queria falar de algumas leituras especiais que fiz nesse primeiro semestre. Indicaram que eu respondesse em formato de tag. Acabei vasculhando o Youtube e dando de cara com o canal do Victor Martins, e a tag perfeita pra mim!

Mid-Year Book Freak Out foi criada pelo canal Read Like Wildfire, do blog A Book So Fathomless, e foi traduzida pelo Victor Almeida, do canal Geek Freak, com o título Tag dos 50%. Vocês podem conferir o vídeo original e a tradução em:

Quem criou: https://youtu.be/03gz6k0IB-Y

Quem traduziu: https://youtu.be/3gF2UoOTwk0

Vamos começar?

Antes devo confessar que eu mudei diversas vezes as respostas, mesmo nos últimos dois minutos do segundo tempo! Repensei algumas sensações, li resenhas, olhei avaliações e li alguns comentários antigo para garantir que eu assumiria os livros que aqui estão. Então saiba, que isto não foi respondido levianamente.

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2016.

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Blood Kiss, de J.R. Ward. Eu pensei em não colocar esse livro, até tinha colocado outro – uma das mudanças de último minuto -, isso porque essa é minha escritora favorita e esse não é um dos melhores livros dela. Porém, apesar da minha severa inclinação para qualquer coisa que essa escritora faça, eu sei que não é o melhor livro que ela escreveu. Contudo, eu gostei muito dele, muito mais do que o outro que eu tinha colocada antes. Sedo que eu não iria colocá-lo por achar que não era o melhor livro dela e que eu não poderia argumentar o porquê de eu achar ele um dos melhores livros desse ano. Aí eu fui pensar, pensar em um argumento consistente. Achei vários. Blood Kiss é o primeiro livro da série spin-off de Irmandade da Adaga Negra – IAN, minha série favorita da vida. A série principal está muito complexa no ponto em que ela se encontra hoje, muitos personagens e diversos enredos sendo trabalhados ao mesmo tempo – uma das coisas que podemos ressaltar sobre o estilo de narrativa da autora é que ela trabalha diversos pontos de vista e histórias paralelas tanto no presente quanto no passado, que podem ou não se conectarem com a história principal daquele livro ou até com uma história de um livro futuro. Nem sempre foi assim, os primeiros livros da série você via um enredo mais linear e com poucos pontos de vista, e vários erros também. Em Blood Kiss, ela mostra a mesma simplicidade que ela tinha nos primeiros livros de IAN, mas sem os erros. Ela se tornou uma escritora amadurecida, que evoluiu através dos erros e das tentativas, e isso é notável para quem ler os livros dela tanto quanto eu ou até mais. E o que eu amei mais nesse livro? Além da nostalgia, ela traz uma protagonista feminina, delicada e da alta sociedade, que sente a necessidade de se alistar porque ela não quer mais sentir medo e ela não quer o futuro que uma mulher na posição dela deve ter. Sim, alimentou direitinho a minha veia feminista.

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2016.

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Romances de Época vão protagonizar essa resposta… Hum… Eu adorei Nunca julgue uma dama pela aparência, da Sarah MacLean. Ela conseguiu me levar pelos três primeiros livros da série O Clube dos Canalhas sem nunca sequer pensar que seria possível a bomba que ela solta no fim do terceiro livro, que é um gancho enorme para o quarto e último volume da série. Outra continuação maravilhosa foi A caminho do altar, da Julia Quinn. Além de ser o último irmão a ser casado, Gregory precisava ser diferente e ser diferente para não ficar repetitivo. Vamos lá, são 8 livros! E a escritora conseguiu fazer algo muito bom e distinto do que ela vinha fazendo nos livros anteriores. Porém, se for mesmo pra escolher só um, Ligeiramente seduzidos, da Mary Balogh, tem que levar o troféu. O livro me surpreendeu, eu comecei achando a protagonista bem forçada e chatinha. Então, a escritora coloca o casal principal em um momento histórico, que exige muita coragem de ambos, — principalmente da protagonista –, e que os une de uma forma sólida. Esse é um livro que me fez sentir de muitas maneiras diferentes: sentir o desespero de uma guerra, as perdas, a tristeza e a dor de uma possível traição. E, claro, o sabor da vingança.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.

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Muitos…

Carry On, da Rainbow Rowell. É um livro com magia, tem uma pegada voltada para o LGBT e é de uma escritora que eu estou interessada faz tempo. Fiz muita propaganda do livro e ainda não tive a oportunidade de comprar meu exemplar.

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.

Não tem como escolher só 1, já que eu sou muito consumista. Se eu pensar com calma, tem dois livros que eu quero muitíssimo: Apenas um garoto e Desejo Insaciável. Apenas um garoto, de Bill Konisberg, foi indicado pelo nosso blog à Editora Arqueiro — nossa parceira de longa data — e foi publicado dia 11 desse mês. Deu pra sacar a ansiedade? O Vlaxio já postou uma resenha linda (aqui!) e eu irei publicar a minha resenha desse mesmo livro no blog Sempre Romântica, da minha amiga Leninha. Desejo Insaciável, primeiro livro da série Os Imortais, ainda não tem data de lançamento pela Editora Valentina. Meu caso com essa série é antiga. Kresley Cole é uma das minhas autoras favoritas da vida, tudo que essa mulher escreve vira ouro: Romances de Época, Romances Contemporâneos, Urban Fantasy e YA, com uma pegada pós-apocalíptica. Ela arrasa, sem precedentes. Há anos que eu queria muito que o trabalho dela chegasse ao Brasil, pensei até que já tinha passado o tempo ou a onda literária correta para que os livros dela fossem publicados por aqui. Fiquei tão feliz que enviei áudio chorando dizendo que não acreditava que era verdade…

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.

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Trama, de Michael Jensen e David Powers King. O livro tinha tudo para ser incrível, para ser daquele tipo de fantasia que se perpetua. Tudo me dizia que ia ser muito bom, mas aí fui lendo e comecei a perceber que não iria ter uma exploração maior do universo ou dos personagens. Quando o livro começa a ficar interessante, ele termina cheio de pontas soltas. E não tem continuação!

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.

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É aquele básico preconceito literário. O livro é incrível, dá de ler num tapa, te faz pensar e, de quebra, te faz rir muito.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

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Alguns meses atrás, eu tive a oportunidade de ter contato com o trabalho da Bárbara, autora de Caim: o primeiro vampiro, escrito sob o pseudônimo de Georgina Cavendish. Gostei muito do trabalho dela, muito mesmo. Resenhei o livro, ajudei um pouco na divulgação do evento de lançamento dela aqui em Manaus e, assim, a conheci. Ela é muito atenciosa, tem ideias maravilhosas para os livros e estou ansiosa para ler o próximo, que está relacionado ao Egito antigo. Na verdade, leria qualquer coisa que ela escrevesse…

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

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Gregory Bridgerton <3 É impossível não se apaixonar por ele! Gregory é do tipo desligado, vive sonhando acordado. Ele também acredita no amor, é do tipo romântico incurável. Faz umas loucuras típicas da família Bridgerton, adora tirar sarro da irmã mais nova e não consegue enxergar o que está bem de baixo do nariz dele.

9. Seu personagem favorito mais recente.

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Lucie Noirot, vulgo Erroll. Lucie é filha de Marcelline Noirot, do livro Sedução da Seda, e apesar de seus poucos anos já é uma manipuladorazinha descarada e digna de sua ascendência nada invejável.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.

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Por lugares incríveis, de Jennifer Niver. Não chorei durante o livro, chorei quando terminei e percebi que era aquilo mesmo. Quando começa a cair a ficha e ao mesmo tempo não. Acho que eu fiquei pior durante os agradecimentos finais da escritora ao entender que o livro é autobiográfico, que aquilo realmente aconteceu com a autora e como ela seguiu em frente e acabou escrevendo um livro incrível.

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.

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Simon vs A agenda Homo sapiensde Becky Albertalli. Você leu Simon? Se leu, sabe o porquê de ele estar nessa categoria. É impossível ler este livro sem ficar com um sorriso eterno colado no rosto!

Não leu? Sem problemas, conheça mais sobre este livro na resenha que o Vlaxio fez.

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2016.

Não vi nenhuma…

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).

Nove regras a igonarar antes de se apaixonar

Nove regras a ignorar antes de se apaixonarde Sarah MacLean. Primeiro, esse livro apresenta muitas ideias feministas do ponto de vista de uma mulher acomodada com sua situação perante a sociedade. Segundo, ela fica bêbada e cria coragem de fazer coisas que ela nunca em hipótese nenhuma faria. Terceiro, ela me deu a mesma coragem de fazer coisas que eu nunca faria. E eu comecei a pensar nessas coisas enquanto escrevia a resenha desse livro.

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

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Neuromancer, de William Gibson. Apesar de The Kiss of deception e O circo mecânico Tresalti serem lindíssimos, como todas as edições feitas pela DarkSide Books, ninguém vence minha edição comemorativa de 30 anos da Aleph! Ela é M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.A. e tem um gostinho especial, já que eu ganhei do Vlaxio de presente de aniversário.

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

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Vamos voltar para aquele muitos… Quero pelo menos ler metade dos que eu tenho separado, que estão na lista quero muito ler logo. Além deles, tenho a minha TBR da #MLI2016 para cumprir.

Segundo o Skoob, eu li um total de 53 livros até o dia 30 de junho.

Ufa! Terminamos por hoje.

Beijos, May.

RESENHA – Half Bad, Sally Green

Magia. Sempre foi minha classe de maior interesse em qualquer jogo de RPG on-line ou não, os magos. Não importava o quanto falavam que os magos eram fracos, pois eram vulneráveis e tudo mais, que guerreiros eram mais fortes nas batalhas e os arqueiros, mais ágeis. Mas se forem analisar, era sempre um mago que estava ali ao lado deles dando apoio e cobertura. E um bom mago não era apenas para apoio; quando você sabia ser um bom mago, você podia enfrentar suas próprias lutas e vencer muitos outros.

 É pelo fato de que desde jovem sou encantado pela magia dos feitiços e do controle dos elementos que eu sempre tive meu favoritismo por qualquer coisa relacionada a isso. Foi então isto que me fez ler Half Bad, quando eu descobri que era de magia e com bruxos.

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Half Bad

Sally Green

R$ 17,40 até R$ 34,90

Ano: 2014 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Intrínseca

 

 

A história é sempre contada pelos vencedores, dizem. E Nathan, infelizmente, não é um deles.
Na Inglaterra em que ele vive, bruxos e humanos dividem o mesmo espaço, sem, no entanto, se misturarem. Mesmo entre os bruxos, há os que se autodenominam bons, puros e justos – os bruxos da Luz e há, é claro, seus inimigos, aqueles que devem ser combatidos e aniquilados, a origem de todo o mal – os bruxos das Sombras.
Nesse mundo dividido entre mocinhos e vilões, não ter um lado é pecado, e esse é exatamente o caso de Nathan, filho de uma bruxa da Luz com um bruxo das Sombras. E seu pai não é um bruxo qualquer, e sim o mais poderoso e cruel que já existiu, acusado de ter matado a mãe de Nathan.
O garoto é visto como uma aberração tanto por seus pares quanto pelo Conselho dos Bruxos da Luz; uma ameaça que precisa ser domada ou exterminada. E as coisas só ficam mais complicadas conforme o tempo passa, já que, ao completarem dezessete anos, todos os bruxos passam por uma cerimônia em que seu dom, o poder que carregarão por toda a vida, é finalmente revelado. Nesse momento se definirá se Nathan é um bruxo da Luz ou das Sombras, e dessa definição dependem suas chances de permanecer vivo.
E o tempo dele está se esgotando.
Em Half Bad, acompanhamos a jornada errante e frenética de Nathan para encontrar o pai, que ele jamais teve a oportunidade de conhecer, e, mais importante ainda, sobreviver. Mas como conseguir isso quando cada passo seu é vigiado e ninguém é confiável – nem mesmo sua família, nem mesmo a garota que você ama?
Com uma narrativa direta e dinâmica, Sally Green constrói uma história arrebatadora sobre intolerância, racismo e os caminhos tortuosos que todos trilhamos rumo ao amadurecimento.

Em Half Bad conhecemos Nathan, tudo já começa com cenas dele preso em uma jaula sendo treinado e aprisionado por uma mulher estranha. Ele tenta fugir, mas não dá certo, ficamos realmente sem entender nada do que está acontecendo. É aí que o livro vai para a “Parte dois” e voltamos um pouco no tempo para conhecer Nathan mais novo e sua família, para entendermos como ele foi parar naquela jaula do início.

 Nesta Parte Dois conhecemos mais sobre o passado do Nathan, quem foram seus pais e por que ele está aos cuidados de sua avó. Conhecemos seus meios-irmãos. A mais velha, Jessica, que está sempre o atormentando por ele ser quem é; Deborah, a mais inteligente e complacente; e Arran, bondoso e gentil, com quem Nathan é mais próximo. Conhecemos um pouco mais sobre este mundo bruxo, todo filho de bruxo antes dos 17 anos é considerado apenas um brux, aos 17 ele passa por um ritual onde deve receber três presentes e o sangue de sua família para poder ter seu dom. Nathan é filho de uma bruxa da Luz poderosa e seu pai é o bruxo das Sombras mais procurado de todos, acusado de matar várias pessoas e roubar seus dons. Devido a isso, Nathan é uma ameaça ao Conselho, mas também uma solução.

jaula

Na Parte Três temos Nathan de volta à gaiola, já entendemos e conhecemos ele e sabemos como foi parar lá. Apenas na Parte Quatro do livro Nathan consegue se libertar e fugir, seu aniversario de 17 anos está chegando e se ele não receber os três presentes e o sangue da família ele vai morrer. Nathan está à procura de uma pessoa que talvez seja a única que pode ajudá-lo — em troca de algo, é claro. É na Parte Cinco que ele conhece Gabriel, quem pode levar ele até quem ele procura. Bem próximo de seu aniversário chegamos à Parte Seis e final do livro, com ataques e reviravoltas.

 Eu aproveitei estar com tempo livre e devorei o livro em dois dias, é muito bom, conhecer mais os bruxos das Sombras e da Luz e ver o dom que cada um possui, dons como de poções, controlar o clima, ficar invisível, de se transformar, entre muitos outros. Senti falta de um pouco mais de explicações, um detalhamento melhor sobre a relação dos bruxos e os félixes (não bruxos), sobre o ritual, sobre o porquê o pai de Nathan é um bruxo das Sombras tão perigoso e procurado, e outras coisinhas. Fora isso, gostei muito mesmo do livro, acredito que o segundo da trilogia deve explicar melhor essas coisas. Espero também ver mais a Ellen, o Gabriel e o Arran que são ótimos personagens. Vou correr para ler a continuação, Half Wild.

Half Wild

Assim que eu ler o segundo trago a resenha para vocês! Espero que gostem deste primeiro tanto quanto eu.

 Roh

por Romulo Neto Postado em Livros

RESENHA – A arte do descaso, Cristina Tardáguila

Foi na 5ª edição da Turnê Intrínseca que finalmente consegui ganhar no sorteio dos livros, cerca de 400 pessoas participando e uns 24 livros para serem sorteados e desta vez fui um dos que teve a sorte de ganhar. O livro foi ‘A arte do descaso’, de Cristina Tardáguila. Eu não conhecia o livro ainda, mas logo me interessei por sua proposta: livro nacional sobre a história do maior roubo a museu do Brasil, algo um pouco diferente do que costumo ler e ultimamente eu tenho saído bastante da minha bolha de leitura e arriscado temas novos.

 Demorei um pouco para começar a ler ele, havia alguns outros na fila de prioridade. Este mês resolvi começar sua leitura e me surpreendi. O livro não era exatamente como eu imaginava, mas não foi algo no sentido ruim e sim bom, muito bom até.

descaso

 

 

A arte do descaso

Cristina Tardáguila

R$ 26,31 até R$ 37,90

Ano: 2016 / Páginas: 192
Idioma: português
Editora: Intrínseca

 

 

Em pleno Carnaval, quatro homens invadiram o Museu da Chácara do Céu, no bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro, e roubaram cinco obras de arte: um Dalí, um Matisse, um Monet e dois Picassos, cujo valor estimado, na época, ultrapassava 10 milhões de dólares. Naquela tarde de 24 de fevereiro de 2006, os ladrões, de posse de uma granada, renderam os três seguranças, desligaram o sistema de câmeras de vigilância e fizeram nove reféns. Um dos invasores subiu em um móvel histórico para, com uma faca, cortar os fios de náilon que seguravam um dos quadros. Meia hora depois, saíram pela mata para nunca mais serem vistos. Até hoje se trata do maior roubo de arte do Brasil e do oitavo do mundo.
Decidida a desvendar o mistério, a jornalista Cristina Tardáguila chegou a se colocar em situações de risco a fim de encontrar respostas. Em sua jornada, ela viajou para a Europa e mergulhou no mundo obscuro dos crimes de arte. A partir de meticulosa apuração dos eventos, muito maior do que a da própria polícia conseguiu levantar, a autora produziu uma narrativa vibrante, cheia de reviravoltas dignas de um thriller, construída apenas com fatos.

 O livro conta a história de sua própria autora em busca de desvendar o não solucionado roubo ao Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro. Cinco grandes obras roubadas em plena tarde de carnaval: um Dalí, um Matisse, um Monet e dois Picassos. Cerca de 10 milhões de dólares em obras de arte num roubo não solucionado. Cristina pega o caso para si e começa a estudá-lo e buscar desvendar o mesmo, seu livro relata toda sua busca por conhecimento no assunto e no caso em si para poder tentar abrir novas linhas de investigação e quem sabe chegar a encontrar as obras.

 — Roubo de arte não é um crime pequeno, entendam isso de uma vez por todas. Estimativas muito conservadoras divulgadas pelo FBI em 2004 indicam que o roubo de arte gira em torno de 6 bilhões de dólares por ano em todo o mundo. Seis bilhões – enfatizou Noah diante de uma plateia com cerca de quarenta pessoas. – Isso o transforma no terceiro crime mais lucrativo, atrás apenas do tráfico de drogas e de armas. Não ignorem esse dado daqui em diante, por favor.

 O livro se torna uma grande crítica à toda essa situação sobre o roubo de arte pelo mundo, nos dando maior conhecimento sobre o assunto que é grande e quase não temos acesso a essas informações. Faz uma crítica maior ainda, justamente por causa dessa falta de conhecimento e importância, ao descaso que é dado a tudo isso, peças históricas e de valores inestimáveis que não recebem destaque algum, pois as pessoas não dão a devida importância, é muito mais impactante falar sobre homicídios ou tráfico de drogas. Literalmente A arte do descaso.

 Uma leitura curta e de fácil compreensão, trazendo um ótimo conhecimento a quem o lê, se tornou mais uma boa recomendação minha para vocês leitores, da minha querida Editora Intrínseca.

 Roh.

por Romulo Neto Postado em Livros

O blog e os eventos literários

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Clube do Livro Saraiva Manaus LGBT

Olá, 

Já perceberam que o blog promove diversos tipos de eventos literários, e que somos uma presença constante no itinerário da Livraria Saraiva em Manaus? Quem nos acompanha pelas redes sociais, no caso eu e o Rômulo Neto, sabe que estávamos numa empreitada nova e bem desafiante chamada Virada Cultural Saraiva. Continuar lendo